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Vacina de gente grande

Mesmo os pais que se preocupam em manter em dia as vacinas das crianças desconhecem que adultos também devem se imunizar. O Ministério da Saúde considera o início do calendário de vacinação de adultos aos 20 anos. E na lista das vacinas, algumas conhecidas desde a infância, como difteria, sarampo, rubéola e outras como tétano, gripe e hepatite.

Mesmo os pais que se preocupam em manter em dia as vacinas das crianças desconhecem que adultos também devem se imunizar. O Ministério da Saúde considera o início do calendário de vacinação de adultos aos 20 anos. E na lista das vacinas, algumas conhecidas desde a infância, como difteria, sarampo, rubéola e outras como tétano, gripe e hepatite.
 
“A vacinação do adulto é uma cultura que não está incorporada pela população, sendo diferente com o idoso, que sendo chamado anualmente contra a gripe, lembra de atualizar suas vacinas”, explica Raquel Farion, enfermeira da Central de Vacinas da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Segundo ela, o que motiva isso não é apenas a desinformação, mas também o medo de sentir dor durante a aplicação.
A vacinação do adulto acaba sendo valorizada durante os surtos de algumas doenças. “É o caso da caxumba que vem ocorrendo principalmente em adultos e há algum tempo predominava em crianças”, diz a enfermeira. Outro exemplo da importância da prevenção na idade adulta é o tétano, uma doença grave que pode ser contraída por meio de ferimentos de risco e a proteção é garantida com um esquema de três doses de vacina e um reforço a cada 10 anos. A febre amarela, apesar de não estar no calendário básico de vacinação em Curitiba, está indicada para quem vai viajar para áreas de risco e que precisa de uma dose a cada 10 anos para estar protegido.
 
Grávidas
 
Gestantes devem receber as vacinas Dupla Adulto (contra difteria e tétano) e Influenza (gripe) no segundo ou terceiro trimestre de gestação. As vacinas de vírus atenuados ou bactéria viva como pólio oral, sarampo, caxumba, rubéola, varicela e BCG não podem ser tomadas durante a gravidez. A vacina contra a febre amarela só deve ser aplicada após o primeiro trimestre de gravidez e somente se o risco for iminente, por exemplo, em caso de viagem a uma área endêmica.
 
“O ideal é que a pessoa pergunte ao seu médico que vacinas deve tomar. Se houver dúvidas sobre as doenças que ela já possa ter tido pode ser feita uma sorologia, um exame que detecta essa ocorrência”, ressalta a médica Infectologista Luzilma Martins, responsável técnica da Clínica de Imunizações de Curitiba, um centro de vacinas da rede privada de saúde. Para ela, os adultos deveriam procurar mais informação e pesar as vantagens da prevenção. “Por falta de conhecimento há pessoas que acreditam até que as vacinas provoquem as doenças. Isso não é verdade, elas são resultados de anos de pesquisa, testes e utilização de alta tecnologia em sua produção”, salienta.
 
Em dia
 
“Sempre cuidei muito da saúde e minha esposa também. Depois que tivemos nosso filho, hoje com oito anos, ficamos mais atentos às vacinas e resolvemos também nos imunizar”, conta o gesseiro Juarez Cleiton Constantino, de 31 anos, que mostra com orgulho a sua carteira de vacinas totalmente em dia. A família costuma recorrer à vacinação da rede pública e também particular.
 
Rede particular
 
O calendário de vacinas particulares oferece um leque maior de opções. Entre elas, a vacina contra o HPV, vírus causador do câncer de colo de útero e de pênis que deve ser tomada ainda antes do início da vida sexual (é a mais cara da rede privada, são três doses de aproximadamente R$ 360 cada).
 
A vacina contra a hepatite B, uma doença grave e crônica, existe na rede pública, é oferecida rede particular e também em uma combinação contra o tipo A da doença. A da influenza (contra a gripe) é encontrada gratuitamente para pessoas com mais de 60 anos, mas pode ser feita todos os anos em centros particulares.
 
A vacina contra a meningite está à disposição para crianças de até dois anos de idade na rede pública e a da pneumonia até os dois anos e depois do 60 anos de idade, mas na rede privada podem ser feitas durante toda a vida adulta.

FONTE: Natália Núñez / GAZETA DO POVO

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