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Planos privados frustram 60% de seus usuários, por Zé Dirceu

Uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que quase 60% dos usuários de plano de saúde enfrentaram algum problema no serviço ofertado no último ano. A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório ou clínica é a queixa mais comum, apontada por 26% dos entrevistados, que representam uma amostra dos 45 milhões de brasileiros que pagam pelo serviço privado de saúde.

Uma pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que quase 60% dos usuários de plano de saúde enfrentaram algum problema no serviço ofertado no último ano.

A demora em conseguir atendimento em pronto-socorro, laboratório ou clínica é a queixa mais comum, apontada por 26% dos entrevistados, que representam uma amostra dos 45 milhões de brasileiros que pagam pelo serviço privado de saúde. Em 2º lugar, aparece a pouca opção de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados (21%).

Para o vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, o maior problema com os planos é o acesso ao médico. Segundo a pesquisa, cada pessoa procura os serviços do plano, em média, sete vezes por ano. A maioria busca consulta médica ou exame de diagnóstico, como o de sangue ou raio-X.

Necessidade de se ampliar a rede privada

O levantamento foi divulgado um dia após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definir prazos para que operadoras dos planos atendam seus pacientes (leia mais neste blog). No entanto, para o CFM, as normas da ANS somente serão cumpridas se a rede credenciada for ampliada.

O governo tem fortalecido e reestruturado o Sistema Único de Saúde (SUS), para garantir o serviço público gratuito para quem não tem como pagar pelos planos de saúde – ou não quer fazê-lo. Afinal, como todos pagamos impostos, temos o direito à educação e à saúde públicas e gratuitas.

Mas, no caso dos planos privados, o importante é a sua regulação e a fiscalização envolvida. Ou seja, a defesa dos direitos dos usuários. Somente assim vamos tornar mais justo o mercado e seus planos. Além de serem caros, pelo que aponta a pesquisa, chegam a remeter até 14% de seus usuários para o SUS – seja por negativa de atendimento, seja em função de restrições de cobertura.

Cobrança dos procedimentos

Essa questão, aliás, exige do poder público e da Justiça a cobrança da devida restituição dos valores envolvidos nesses procedimentos. Nesses casos, o cidadão paga duas vezes – via imposto e por meio de sua contribuição ao plano – mas não tem o seu atendimento garantido na rede privada.

(Blog do Zé Dirceu)

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