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Lideranças do Brics querem reforma do sistema monetário internacional

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) convergem em vários temas, sobretudo na reforma do sistema monetário internacional. As lideranças dessas nações, sob a coordenação da presidenta Dilma Rousseff, acreditam na necessidade de um estabelecimento de um sistema monetário estável, confiável, com ampla base internacional de reserva.

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) convergem em vários temas, sobretudo na reforma do sistema monetário internacional. As lideranças dessas nações, sob a coordenação da presidenta Dilma Rousseff, acreditam na necessidade de um estabelecimento de um sistema monetário estável, confiável, com ampla base internacional de reserva. Essa posição foi ratificada nesta sexta-feira (15) no comunicado Declaração de Sanya.

A agência estatal de informações da China, a Xinhua, divulgou o conteúdo da declaração, emitida depois da reunião de cúpula dos líderes dos países do Brics.
Os líderes avaliam como fundamental alterar as estruturas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerando os avanços alcançados por esses países no cenário internacional.

Na avaliação conjunta, a estrutura de gestão das instituições financeiras internacionais deve refletir as mudanças na economia mundial e aumentar a voz e a representação das economias emergentes, bem como as nações em desenvolvimento.

Segundo os presidentes, há proeminência de que sejam intensificadas a fiscalização financeira internacional e a reforma para melhorar a coordenação política, bem como a regulação financeira e supervisão de cooperação para promover o desenvolvimento dos mercados financeiros e sistemas bancários.

“As principais economias devem coordenar suas políticas macroeconômicas para estimular um crescimento seguro, sustentável e equilibrado de forma global”, disse a presidenta Dilma Rousseff.

De 2003 a 2010 houve um aumento de 575% na corrente de comércio entre o Brasil e os países do Brics (as trocas passaram de US$ 10,71 bilhões em 2003 para US$ 72,23 bilhões em 2010). Cálculos preliminares indicam que o comércio total entre esses países passou de US$ 38 bilhões em 2003 para US$ 143 bilhões em 2009 e para US$ 220 bilhões, em 2010.
 

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