Copagra: passado, presente e futuro, por Jonas Kondo
Leiam artigo do presidente da Cooperativa Agroindustrial do Noroeste (Copagra), Jonas Kondo, sobre os 49 anos da instituição, comemorados no último dia 18 de novembro.
Leiam artigo do presidente da Cooperativa Agroindustrial do Noroeste (Copagra), Jonas Kondo, sobre os 49 anos da instituição, comemorados no último dia 18 de novembro.
Hoje a Copagra é uma realidade. Mas tudo iniciou de um sonho no início da década de 60, quando um grupo de agricultores almejava mais; algo que pudesse agregar maior valor ao seu produto; uma associação que os representasse e os beneficiasse. Assim, o que então era sonho, crença e oportunidade, se transformou numa cooperativa com grande potencial de crescimento no setor agrícola.
E, em 18 de novembro de 1962, a Copagra iniciou suas operações, muito bem por sinal. No começo pairavam, ainda, dúvidas e receios, dada a responsabilidade de cada um em manter o negócio vivo e, ao mesmo tempo, ir além, fazê-lo crescer e andar com as próprias pernas, como diziam. Graças ao estilo de administrar de Leonardo Spadini (flexível, conciliador, mas determinado), todos se comprometeram e cada um fez a sua parte, com igual determinação e empenho. O que era dúvida e receio deu lugar a coragem e a determinação de todos os envolvidos. Como se fosse uma grande orquestra. Sem solista! Apenas o maestro e os músicos. Associados e diretores se esforçavam ao máximo para atender as rigorosas regras estipuladas pelo mercado na venda de café.
Durante anos, a cooperativa restringiu sua área de ação nas imediações de Nova Londrina. Mas, os negócios começaram a se expandir e cada vez mais agricultores acreditaram nessa organização. Assim houve a contratação de mais funcionários, expansão da área de ação, abertura de novos empreendimentos. Na agricultura, os métodos não muito eficientes de condução da lavoura cederam espaço às modernas tecnologias. Com o desenvolvimento da cooperativa, modelo de organização social e econômico, foi possível oferecer benefícios aos associados, que resultaram no aumento de produção, regularização de preços dos insumos e dos produtos recebidos. Deste modo, a cooperativa cresceu e por aqui muitos passaram e deram parcelas de contribuição, cada qual ao seu modo…
Veio a atual diretoria, enxergando todos estes acontecimentos: passado, presente e futuro. Motivada num clima de novos caminhos, novos ideais, e pensamentos de expansão e incentivo de todos os envolvidos. Embasada numa política cooperativista, tem procurado imprimir uma gestão inspirada nos princípios cooperativistas. Desta forma estimula uma dinâmica democrática de decisões. Frequentemente verifica-se nos corredores da cooperativa, sempre “fervilhados”, associados discutindo propostas, “tropeçando” até em pessoas que buscam lugar em reuniões. Enfim exercendo o espírito cooperativo de administrar, ouvindo os anseios dos associados. É a chamada gestão participativa! Pior seria se ao invés disso tivéssemos o silêncio da gestão.
É uma preocupação da atual diretoria e dos conselheiros de administração e fiscal o futuro dos associados. O homem terá que se decidir pela melhoria da qualidade de vida. Não há mais espaço para atitudes de irresponsabilidade política e social. O cooperativismo também deverá se voltar para este ideal. A cooperativa e seus associados têm de buscar ações para produzir de forma limpa, para deixar o planeta mais saudável.
Administrar uma cooperativa nos tempos de hoje vai além do ato de empreender.
Com estudo, planejamento e trabalho, inaugura-se uma nova era na Copagra. Além de crescer verticalmente, não só no faturamento, mas na responsabilidade social de cada associado com a instituição.
Sabe-se que a gestão da terra — sua forma de distribuição e utilização — foi o elemento chave no sucesso da cooperativa e neste contexto espera-se aperfeiçoá-la, pois a expansão horizontal não é ilimitada e há uma grande demanda pelo aumento da população dos associados.
Hodiernamente fala-se que o mundo está próximo do seu limite da produção, pois as terras estão praticamente ocupadas em sua totalidade e para suplantar este obstáculo deve-se investir maciçamente no aumento da produtividade, o que exige um agricultor muito bem preparado em termos de conhecimento de tecnologia, manejo da terra e administração. Investir em conhecimento, portanto, deve ser o item principal e permanente nos próximos anos.
A complexidade dos negócios vai exigir uma cooperação maior do associado que deve dar ênfase especial na formação cooperativista de todos os envolvidos com a Copagra. Isso é estratégico para a permanência e desenvolvimento, mantendo a unidade, elemento chave do sucesso.
Hoje os jovens buscam outras formas de sobrevivência que não são próprias da agricultura ou pecuária e exige-se no futuro refletir e agir nesse sentido, como coparticipante ou mesmo protagonista, de maneira a mantê-lo no campo, com diferentes atividades econômicas e de forma tenham acesso aos bens e serviços que hoje são disponibilizados somente nos grandes centros urbanos.
A Copagra terá que saber muito bem onde investir individualmente e coletivamente as economias, o tempo e a energia. Saber para onde canalizar os esforços, onde poupar, onde mudar, onde priorizar e isso é um trabalho delicado que exige muito diálogo, muito estudo, aprofundamento. Cada associado deve agir como um diretor, ser proativo, buscar e encampar soluções adequadas.
Pode-se notar que este 18 de novembro será todo especial, pois nele estamos comemorando o passado e anunciando o futuro. Futuro que iremos construir coletivamente, cooperativamente, com a ajuda de todos os cooperados. Futuro planejado por nós. Neste momento comemoram-se os 49 anos da Copagra, mas festejaremos com força e emoção no cinqüentenário.
Parabéns a todos pelos 49 anos da nossa cooperativa!! A cooperativa não chegaria até aqui sem a colaboração dos legítimos cooperados!
Muito obrigado pela confiança de todos!
Saudações cooperativistas!
Jonas Keiti Kondo
Presidente da Copagra
