Pesquisador aponta avanços sociais no Brasil após criação do Bolsa Família
A criação do Bolsa Família promoveu avanços sociais e econômicos que muitos não esperavam. Esta nova pesquisa publicada pelo sociólogo Hamilton, comprova muitas questões que já foram questionadas pelos opositores ao governo PT.
“Antes do Bolsa Família, essas pessoas não tinham acesso a um consumo digno, o que significa o mínimo para atender as necessidades calóricas. É uma questão de dignidade”, destaca o sociólogo, que trabalha com a questão racial.
Além da transferência de renda, Santos ressalta o estímulo às políticas transversais de educação e saúde. A manutenção do benefício está vinculada, por exemplo, à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde das famílias atendidas.
No bimestre de fevereiro e março deste ano, 14,7 milhões de alunos beneficiários, ou 97% dos 15,1 milhões com registro de informação no sistema, cumpriram os índices de frequência mínima exigida.
De acordo com Santos, os dados pesquisados mostram ainda a diferença no acesso à saúde. Entre 2006 e 2007, ele participou de um processo que acompanhava uma comunidade carente. Segundo o sociólogo, um dos grandes problemas era o acesso aos postos de saúde. “Com o programa, o beneficiário se torna proativo, busca o posto de saúde”, explica.
A agenda de saúde de 8,6 milhões de famílias foi acompanhada no segundo semestre de 2012. Esse total representa 73% dos 11,8 milhões de famílias que se enquadravam no critério de saúde à época.
Para o pesquisador, o programa não provoca acomodação em seus beneficiários. “Quem faz essa crítica é um estrato social que não pensa em políticas públicas para os grupos excluídos.” O sociólogo defende a expansão das políticas transversais pelo governo.
O programa de transferência de renda do governo federal destina mais de R$ 2 bilhões por mês a 13,8 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Bolsa Família completa 10 anos em outubro deste ano.
Fonte: Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
