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Pesquisador aponta avanços sociais no Brasil após criação do Bolsa Família

A criação do Bolsa Família promoveu avanços sociais e econômicos que muitos não esperavam. Esta nova pesquisa publicada pelo sociólogo Hamilton, comprova muitas questões que já foram questionadas pelos opositores ao governo PT.

Além de ter garantido o acesso da população mais pobre à alimentação adequada, o Bolsa Família também resultou em avanços nas áreas de educação e saúde. É o que aponta o sociólogo Hamilton Richard Barros, pesquisador da Universidade Católica de Brasília.
“Antes do Bolsa Família, essas pessoas não tinham acesso a um consumo digno, o que significa o mínimo para atender as necessidades calóricas. É uma questão de dignidade”, destaca o sociólogo, que trabalha com a questão racial.

Além da transferência de renda, Santos ressalta o estímulo às políticas transversais de educação e saúde. A manutenção do benefício está vinculada, por exemplo, à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde das famílias atendidas.
No bimestre de fevereiro e março deste ano, 14,7 milhões de alunos beneficiários, ou 97% dos 15,1 milhões com registro de informação no sistema, cumpriram os índices de frequência mínima exigida.

De acordo com Santos, os dados pesquisados mostram ainda a diferença no acesso à saúde. Entre 2006 e 2007, ele participou de um processo que acompanhava uma comunidade carente. Segundo o sociólogo, um dos grandes problemas era o acesso aos postos de saúde. “Com o programa, o beneficiário se torna proativo, busca o posto de saúde”, explica.
A agenda de saúde de 8,6 milhões de famílias foi acompanhada no segundo semestre de 2012. Esse total representa 73% dos 11,8 milhões de famílias que se enquadravam no critério de saúde à época.

Para o pesquisador, o programa não provoca acomodação em seus beneficiários. “Quem faz essa crítica é um estrato social que não pensa em políticas públicas para os grupos excluídos.” O sociólogo defende a expansão das políticas transversais pelo governo.
O programa de transferência de renda do governo federal destina mais de R$ 2 bilhões por mês a 13,8 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Bolsa Família completa 10 anos em outubro deste ano.

Fonte: Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

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