Como manter a reforma política na agenda do dia
A reforma política é e continuará sendo palavra de ordem dentro do PT. Parlamentares, dirigentes, lideranças, militantes e apoiadores estão em plena mobilização por um milhão de assinaturas. Participe!
Evidente que, como bem afirmou o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), a campanha não é uma iniciativa apenas para a "obtenção de assinaturas" de apoio à proposta de emenda de inicaitiva popular que o PT pretende apresentar ao Congresso Nacional, mas uma campanha de debates, conversas, consensos e envolvimento ideológico.
No evento que promoveu nesta semana no Sindicato dos Bancários, Berzoini lembrou que, com esta discussão, “o PT retomou nossas bandeiras do fim dos anos 1990, que são: o voto em lista, o fim das coligações proporcionais, a fidelidade partidária e principalmente o financiamento público das campanhas, para colocarmos na ordem de todos os dias e conversarmos com a população sobre o mal que significa para o País o dinheiro privado nas campanhas”.
Berzoini também frisou a necessidade de combatermos a influência dos interesses econômicos nas disputas eleitorais. “Nós sabemos que não podemos pré julgar a todos, mas sabemos também que pode estar concretizado na cabeça do empresário que financia sua campanha com doações, todo tipo de fidelidade, apoio e relação desqualificada no exercício da política”.
"Todo poder emana do povo"
Berzoini complementou irônico sua fala sobre a situação do país se continuar sem a reforma política: “No lugar de ‘todo poder emana do povo’, deverá ser ‘todo poder emana do povo, mas só poderá representar o povo quem tiver financiamento".
Durante o evento, o parlamentar também respondeu perguntas da platéia. Uma a respeito da fiscalização a partir do financiamento público. “A fiscalização fica mais fácil quando tem de se atentar apenas às contas dos partidos que estão disputando as eleições. Será responsabilidade dos partidos contemplar as necessidades dos candidatos durante a campanha”, pontuou.
Judiciário fazendo política
Outra questão dizia respeito às instâncias de poder no país. Berzoini afirmou que a oposição e parte da imprensa tentam criar um clima de guerra no Brasil, que na verdade não existe. Ele foi categórico: “O que temos hoje é o Supremo Tribunal Federal descumprindo diariamente a Constituição. Diariamente tentando invadir as atribuições dos poderes Executivo e Legislativo. Eles são 11 (ministros) que nunca tiveram um voto sequer. Por isso não podem fazer política, mas fazem de manhã, de tarde e de noite.”
Fonte: Blog do Zé Dirceu
