Novo ministro do TSE já defendeu outros partidos, inclusive de oposição
Os ministros Ademar Gonzaga Neto e Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral, foram alvo de críticas mal apuradas pelo jornal 'Folha de São Paulo'. Um dia depois, o jornal 'O Globo' publicou matéria com todas as informações e de modo imparcial.
Ficou evidente que a nomeação ficou como segundo plano na matéria. Em todo o texto, o jornalista colocou a ação como uma espécie de manobra da presidenta Dilma Rousseff para incluir duas pessoas aliadas no órgão que será responsável pelas eleições de 2014, a qual ela provavelmente irá lutar pela sua reeleição.
Hoje (14), o jornal O Globo publicou matéria similar que esclareceu os fatos. Antes de trabalhar para a presidenta da república, Ademar Gonzaga Neto, último ministro nomeado, trabalhou antes para o DEM (antigo PFL) e, inclusive, para o PSDB, em que defendeu o ex-candidato à presidência Geraldo Alckmin, em 2006. “Sou advogado de causas de todos os partidos”, disse Ademar, que atualmente defende a causa da senadora Maria do Carmo (DEM-SE) em uma ação movida pelo ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra. Ato que vai contra a linha de pensamento da Folha de São Paulo.
Luciana Lóssio, ministra substituta indicada em fevereiro, que também teve sua nomeação questionada pelo jornal paulista, atuou por diferentes partidos, como DEM e PMDB. Tanto Luciana quanto Ademar foram indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
