Rede de pesquisa vai identificar setores em que há carência de mão de obra qualificada
Uma rede de dados formada por levantamentos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi), vai possibilitar a identificação, entre outros dados estatísticos, de setores da economia em que há maior carência de mão de obra qualificada.
Uma rede de dados formada por levantamentos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi), vai possibilitar a identificação, entre outros dados estatísticos, de setores da economia em que há maior carência de mão de obra qualificada.
Chamada de Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, a iniciativa ajudará o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a formular políticas públicas e a planejar ações ajustadas à nova realidade do mercado de trabalho que, pela primeira vez em 10 anos, exibe número de trabalhadores formais superior ao dos que não têm registro em carteira.
A rede de pesquisa irá criar um grupo de colaboração entre atores públicos e privados. “Uma rede como essa pode contribuir muito para o planejamento e decisões que o governo vai tomar daqui para frente”, avalia o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Marcelo Aguiar.
O objetivo da rede é promover o intercâmbio técnico e científico para produção e análise de dados que subsidiem a formulação de propostas na área da formação e do emprego, em especial no âmbito da atual política industrial brasileira, o Plano Brasil Maior.
“Temos uma política que dá condições para que as indústrias busquem, cada dia mais, mão de obra qualificada. A valorização do salário mínimo criou a discussão da melhoria da formação do nosso trabalhador”, explica Aguiar
O diretor de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marcelo Ferres, relembrou que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do MTE e do Ministério da Educação (MEC), também identificou a carência do mercado por qualificação e que o programa já representa um importante avanço na formação profissional. “Os dados apontam para mais de 2 milhões de pessoas beneficiadas e temos como meta mais de 8 milhões de vagas”, afirma Ferres.
Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego
