{"id":9653,"date":"2011-01-06T00:00:00","date_gmt":"2011-01-06T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/2021\/11\/12\/reforma-politica-e-cada-vez-mais-urgente-escreve-jose-dirceu\/"},"modified":"2024-12-10T19:19:48","modified_gmt":"2024-12-10T22:19:48","slug":"reforma-politica-e-cada-vez-mais-urgente-escreve-jose-dirceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/reforma-politica-e-cada-vez-mais-urgente-escreve-jose-dirceu\/","title":{"rendered":"Cen\u00e1rios de 2011 &#8211; por Z\u00e9 Dirceu"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cen&aacute;rios de 2011 &#8211; por Z&eacute;&nbsp;Dirceu<\/strong><\/p>\n<p>Em certa medida, este 2011 se inicia com preocupa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas j&aacute; presentes nos &uacute;ltimos meses do ano passado. S&atilde;o elas: 1. Aprecia&ccedil;&atilde;o do real ante o d&oacute;lar; 2. Controle dos gastos p&uacute;blicos; 3. Taxa de juros elevada; e 4. Tese da demanda alta a pressionar a infla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os riscos de infla&ccedil;&atilde;o de demanda ainda s&atilde;o incertos, porque o crescimento pujante de 2010 &eacute; em parte composto pela recomposi&ccedil;&atilde;o das perdas de 2009, um ano de grave crise internacional e marcado pela grande oferta de cr&eacute;dito de curto prazo, mas tamb&eacute;m porque a redu&ccedil;&atilde;o do ritmo de atividade no terceiro trimestre do ano passado pode significar um arrefecimento e uma adequa&ccedil;&atilde;o da demanda.<\/p>\n<p>H&aacute; tamb&eacute;m de se considerar o impacto das medidas adotadas nos &uacute;ltimos meses para enxugar esse cr&eacute;dito de curto prazo.<\/p>\n<p>Tal cen&aacute;rio refor&ccedil;a a avalia&ccedil;&atilde;o oposta ao interesse do mercado, que quer uma taxa de juros mais elevada. O que precisamos &eacute; fazer o contr&aacute;rio, criar condi&ccedil;&otilde;es para diminuir os juros, altamente nocivos aos nossos objetivos de crescimento e de resolu&ccedil;&atilde;o de outros entraves econ&ocirc;micos.<\/p>\n<p>Vivemos uma grande defasagem entre os juros internos e externos, sinalizando ao capital mundial mais vol&aacute;til que somos um porto atraente. Assim, temos facilitado a entrada de d&oacute;lares em busca de t&iacute;tulos da d&iacute;vida p&uacute;blica, agravando o problema cambial e impactando negativamente em nossa d&iacute;vida.<\/p>\n<p>O novo governo sinaliza com medidas de controle dos gastos p&uacute;blicos, tendo como horizonte encerrar 2014 com uma rela&ccedil;&atilde;o d&iacute;vida\/PIB em 30%. Para tanto, &eacute; preciso manter as perspectivas de crescimento de 4% ao ano, mas igualmente diminuir a d&iacute;vida &#8211; novamente, cortar juros se configura uma necessidade.<\/p>\n<p>O que n&atilde;o podemos &eacute; comprometer investimento com o controle fiscal, pois tamb&eacute;m buscamos elevar o n&iacute;vel de investimento sobre o PIB para 25% &#8211; hoje, em torno de 19%.<\/p>\n<p>Finalmente, temos a quest&atilde;o cambial a enfrentar. Em linhas gerais, a valoriza&ccedil;&atilde;o do real possui tr&ecirc;s componentes: atra&ccedil;&atilde;o de capitais por conta dos juros, aumento do potencial do Brasil e a&ccedil;&atilde;o do governo dos EUA.<\/p>\n<p>Ou seja, uma parcela do problema cambial &eacute; decorrente dos nossos acertos e, nesse sentido, s&atilde;o desej&aacute;veis. Afinal, n&atilde;o podemos conceber um pa&iacute;s em franco desenvolvimento, que se projeta para num futuro pr&oacute;ximo ser a 5&ordf; economia do mundo, sem atrair investimentos e sem uma moeda forte.<\/p>\n<p>Contar com capital produtivo, que colabore para estruturar nosso desenvolvimento, faz parte dos nossos planos e metas.<\/p>\n<p>O que precisamos, ent&atilde;o, &eacute; eliminar -ou ao menos reduzir- as press&otilde;es cambiais excessivas. Reduzir o espa&ccedil;o para o capital especulativo &eacute; uma delas, por exemplo, com mecanismos de taxa&ccedil;&atilde;o gradativa conforme a volatilidade.<\/p>\n<p>A outra vertente, mais complexa, mas que n&atilde;o pode ser descartada, &eacute; trabalhar junto &agrave;s demais na&ccedil;&otilde;es para encontrar um denominador comum em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; derrubada do d&oacute;lar pela a&ccedil;&atilde;o das autoridades americanas.<\/p>\n<p>No mais, a certeza de que a quest&atilde;o cambial &eacute; a mais preocupante e, por isso, a demora em agir pode significar preju&iacute;zos indesejados adiante. <\/p>\n<p><strong>Fonte : Brasil Economico, Jos&eacute; Dirceu &eacute; advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diret&oacute;rio Nacional do PT.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em certa medida, este 2011 se inicia com preocupa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas j\u00e1 presentes nos \u00faltimos meses do ano passado. S\u00e3o elas: 1. Aprecia\u00e7\u00e3o do real ante o d\u00f3lar; 2. Controle dos gastos p\u00fablicos; 3. Taxa de juros elevada; e 4. Tese da demanda alta a pressionar a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os riscos de infla\u00e7\u00e3o de demanda ainda s\u00e3o incertos, porque o crescimento pujante de 2010 \u00e9 em parte composto pela recomposi\u00e7\u00e3o das perdas de 2009, um ano de grave crise internacional e marcado pela grande oferta de cr\u00e9dito de curto prazo, mas tamb\u00e9m porque a redu\u00e7\u00e3o do ritmo de atividade no terceiro trimestre do ano passado pode significar um arrefecimento e uma adequa\u00e7\u00e3o da demanda.<\/p>\n<p>Trecho do artigo &#8220;Cen\u00e1rios de 2011&#8221;, de Jos\u00e9 Dirceu, publicado nesta quinta-feira, 6, no &#8220;Brasil Econ\u00f4mico&#8221;. A seguir, leia a \u00edntegra do artigo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34840,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1274],"class_list":["post-9653","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}