{"id":9459,"date":"2010-12-29T00:00:00","date_gmt":"2010-12-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/2022\/07\/15\/bolsonaro-e-gatilho-na-escalada-da-violencia\/"},"modified":"2024-12-10T19:20:47","modified_gmt":"2024-12-10T22:20:47","slug":"bolsonaro-e-gatilho-na-escalada-da-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/bolsonaro-e-gatilho-na-escalada-da-violencia\/","title":{"rendered":"Em oito anos, pa\u00eds passa da austeridade fiscal ao crescimento com redistribui\u00e7\u00e3o de renda"},"content":{"rendered":"<p>De uma economia em crise, com pouco crescimento e infla&ccedil;&atilde;o em ascens&atilde;o, para o maior crescimento do PIB em mais de duas d&eacute;cadas, com desemprego em queda e reconhecimento internacional. A pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do presidente Lula, em oito anos de governo, foi marcada pela busca do crescimento com distribui&ccedil;&atilde;o de renda.<\/p>\n<p>A atua&ccedil;&atilde;o do governo Lula na &aacute;rea econ&ocirc;mica pode ser dividida em duas fases: a austeridade fiscal durante a gest&atilde;o de Antonio Palocci no Minist&eacute;rio da Fazenda, de 2003 a 2006, e o crescimento com reconhecimento internacional da administra&ccedil;&atilde;o Guido Mantega na pasta, que come&ccedil;ou h&aacute; quatro anos e continuar&aacute; no governo da presidenta eleita Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Com a necessidade de reorganizar a economia ap&oacute;s o processo eleitoral de 2002, Lula iniciou o mandato por meio de um forte aumento de juros, que combinado com um ajuste fiscal mais rigoroso, resultou num crescimento do PIB de 0,5% em 2003. Inicialmente tinha sido divulgada queda de 0,2%, mas os n&uacute;meros foram revisados posteriormente.<\/p>\n<p>Em 2010, o presidente Lula termina o governo com um crescimento estimado da economia de pelo menos 7,5%. A m&eacute;dia de crescimento at&eacute; 2008, ano mais forte da crise econ&ocirc;mica, chegou a 4,2% e entre 2010 e 2014 a expectativa para o crescimento m&eacute;dio est&aacute; em torno de 6%, de acordo com estimativas do Minist&eacute;rio da Fazenda. Somente em 2009, por causa da crise econ&ocirc;mica mundial, o PIB caiu.<\/p>\n<p>A demanda interna que era de 0.2% no in&iacute;cio do governo deve alcan&ccedil;ar, em 2010, 10,3%. Quanto a demanda externa, que em 2002 era de 0,2%, tudo indica que dever&aacute; ficar negativa em 2,8%, com o Brasil exportando menos em consequ&ecirc;ncia, ainda, da crise financeira internacional.<\/p>\n<p>Contidos no primeiro mandato de Lula, os investimentos deslancharam na segunda metade do governo. A Forma&ccedil;&atilde;o Bruta de Capital Fixo (FBCF), que em 2002 representava -7,8% do Produto Interno Bruto (PIB), deve fechar 2010 em 19,1% na mesma compara&ccedil;&atilde;o, de acordo com o Minist&eacute;rio da Fazenda. Os destaques s&atilde;o os investimentos da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) e do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>A alta dos investimentos e do consumo impulsionou a ind&uacute;stria. Exceto em 2009, quando o Brasil ainda sentia os efeitos da crise, e 2003, o setor teve forte expans&atilde;o. De 2,75% em 2002, a ind&uacute;stria deve encerrar 2010 com 8,5% de crescimento. O reconhecimento internacional dessa pol&iacute;tica veio em 2008, quando o Brasil recebeu o grau de investimento, certifica&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias de risco de que o pa&iacute;s n&atilde;o dar&aacute; calote na d&iacute;vida p&uacute;blica.<\/p>\n<p>O maior crescimento econ&ocirc;mico tamb&eacute;m se refletiu em maior riqueza por brasileiro. O PIB per capita, que um ano ap&oacute;s o in&iacute;cio do governo era de R$ 13.931, fechou 2009 em R$ 16.414 e a estimativa do Minist&eacute;rio da Fazenda &eacute; que chegue a R$ 17.500 em 2011, em torno de US$ 10 mil. Os efeitos do aquecimento da economia, no entanto, n&atilde;o se concentraram na parcela mais rica da popula&ccedil;&atilde;o e beneficiaram as camadas mais pobres da sociedade, motivada pela pol&iacute;tica de valoriza&ccedil;&atilde;o real do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e pelos benef&iacute;cios sociais com o Programa Bolsa Fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>Entre 2002 at&eacute; 2010 mais de 75 milh&otilde;es de brasileiros foram inclu&iacute;dos na classe C e a desigualdade de renda pelo &iacute;ndice Gini caiu de 0,58% para 0,54% em 2009, com dados na &uacute;ltima Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (Pnad). Em consequ&ecirc;ncia, houve redu&ccedil;&atilde;o da pobreza em 45%. Enquanto, o percentual de pobres em 2002 chegava a 26,7%, em 2009 caiu para 15,3% da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o de empregos tamb&eacute;m foi considerada recorde pelo governo. Em 2002, foram gerados 961 mil postos de trabalho. Para este ano, a estimativa do Minist&eacute;rio da Fazenda &eacute; de 2,2 milh&otilde;es. Em novembro, a taxa de desemprego, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) atingiu 5,7%, o menor n&iacute;vel da hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>A infla&ccedil;&atilde;o medida pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 12,5% para 5,85% (estimativa do boletim Focus do Banco Central, em 14 de dezembro). A meta a partir de 2006 foi definida em 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De uma economia em crise, com pouco crescimento e infla\u00e7\u00e3o em ascens\u00e3o, para o maior crescimento do PIB em mais de duas d\u00e9cadas, com desemprego em queda e reconhecimento internacional. A pol\u00edtica econ\u00f4mica do presidente Lula, em oito anos de governo, foi marcada pela busca do crescimento com distribui\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Em 2010, o presidente Lula termina o governo com um crescimento estimado da economia de pelo menos 7,5%. A m\u00e9dia de crescimento at\u00e9 2008, ano mais forte da crise econ\u00f4mica, chegou a 4,2% e entre 2010 e 2014 a expectativa para o crescimento m\u00e9dio est\u00e1 em torno de 6%, de acordo com estimativas do Minist\u00e9rio da Fazenda. Somente em 2009, por causa da crise econ\u00f4mica mundial, o PIB caiu.<\/p>\n<p>A demanda interna que era de 0.2% no in\u00edcio do governo deve alcan\u00e7ar, em 2010, 10,3%. Quanto a demanda externa, que em 2002 era de 0,2%, tudo indica que dever\u00e1 ficar negativa em 2,8%, com o Brasil exportando menos em consequ\u00eancia, ainda, da crise financeira internacional.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35030,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[368],"class_list":["post-9459","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9459\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35030"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}