{"id":9431,"date":"2010-12-28T00:00:00","date_gmt":"2010-12-28T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/2022\/07\/28\/pt-quer-apoio-das-policias-para-campanha-eleitoral-sem-violencia\/"},"modified":"2024-12-10T19:20:56","modified_gmt":"2024-12-10T22:20:56","slug":"pt-quer-apoio-das-policias-para-campanha-eleitoral-sem-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/pt-quer-apoio-das-policias-para-campanha-eleitoral-sem-violencia\/","title":{"rendered":"Confira as propostas do Minist\u00e9rio de Integra\u00e7\u00e3o Nacional para a fronteira Brasil-Paraguai"},"content":{"rendered":"<p><strong>As margens da ilegalidade<\/p>\n<p>Estudo do governo federal aponta velhas defici&ecirc;ncias nas fronteiras do pa&iacute;s e cria, pela primeira vez, uma comiss&atilde;o para solucion&aacute;-las<\/strong><\/p>\n<p><strong>Denise Paro<br \/>\n<\/strong><br \/>\nUm relat&oacute;rio do Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional entregue ao presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, neste final de mandato, recupera um antigo discurso criado para coibir a criminalidade nos 15,7 mil quil&ocirc;metros da fronteira brasileira, que re&uacute;ne 10 milh&otilde;es de habitantes em 588 cidades e 11 estados: a necessidade de capacitar policiais e criar mais postos de seguran&ccedil;a. Apesar de j&aacute; conhecidas, as propostas custam para sair do papel, pelo menos na fronteira Sul do pa&iacute;s, considerada porta de entrada para o contrabando e tr&aacute;fico de drogas.<\/p>\n<p>O documento de 140 p&aacute;ginas traz um panorama sobre a fronteira brasileira e apresenta 34 propostas para melhorar in&uacute;meros setores, como educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e com&eacute;rcio. Feito ao longo de um ano, o relat&oacute;rio traz uma novidade: uma comiss&atilde;o permanente que promete colocar as propostas em pr&aacute;tica a partir de 2011. <\/p>\n<p>O relat&oacute;rio n&atilde;o traz detalhes sobre as falhas existentes na seguran&ccedil;a, mas sabe-se que um dos pontos mais fr&aacute;geis est&aacute; nos limites de Brasil e Paraguai. Ambos os pa&iacute;ses n&atilde;o conseguem estancar remessas de armas, drogas e mercadorias contrabandeadas que passam pelo Rio Paran&aacute; e nos 1.350 quil&ocirc;metros quadrados do Lago de Itaipu, entre Foz do Igua&ccedil;u e Gua&iacute;ra. Um dos resultados vis&iacute;veis &eacute; a exist&ecirc;ncia de um conglomerado de portos clandestinos nas proximidades da Ponte da Amizade, entre Foz do Igua&ccedil;u e Ciudad del Este, e nas cidades da Costa Oeste, no lado brasileiro e paraguaio.<\/p>\n<p>O Rio Paran&aacute; e o Lago de Itaipu s&atilde;o &ldquo;portos a c&eacute;u aberto&rdquo;, como define o delegado-chefe da Pol&iacute;cia Federal em Foz do Igua&ccedil;u Jos&eacute; Alberto Iegas. Basta abrir um picada que j&aacute; se tem uma passagem clandestina. A maior parte concentra-se nas cidades de Foz do Igua&ccedil;u, Itaipul&acirc;ndia, Entre Rios, Santa Helena e no entorno de Gua&iacute;ra. Povoada por pequenos munic&iacute;pios que enchem os cofres com royalties da Itaipu Binacional, a Costa Oeste hoje se divide entre a zona tur&iacute;stica e a clandestinidade.<\/p>\n<p>Em Foz do Igua&ccedil;u h&aacute; pelo menos cinco principais pontos para passagem de mercadorias, situados em bairros e favelas vizinhas &agrave; Ponte da Amizade. Cada portinho tem um nome de batismo, entre eles o Porto da Eva e o Porto do Ivo, e um comandante. A maioria deles foi presa pela PF, mas continua atuando porque foi enquadrada pelo crime de contrabando, cuja pena &eacute; atenuada.<\/p>\n<p><strong>Fiscaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Com duas bases para seguran&ccedil;a fluvial em Foz do Igua&ccedil;u e Gua&iacute;ra, chamadas de Delegacias de Pol&iacute;cia Mar&iacute;tima (Depom), a PF atua noite e dia, mas n&atilde;o consegue parar o vaiv&eacute;m de barcos entre Brasil e Paraguai porque o efetivo &eacute; reduzido. A Marinha tamb&eacute;m faz patrulhamentos na &aacute;rea com foco na apreens&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es irregulares. Em Foz do Igua&ccedil;u, a Depom tem mais de 18 lanchas, no entanto apenas 18 policiais no quadro. Quando est&atilde;o em patrulha, os agentes conseguem barrar a passagem de mercadorias ilegais do Paraguai para o Brasil, mas como precisam se revezar para cumprir escalas, &eacute; imposs&iacute;vel fazer um patrulhamento cont&iacute;nuo em toda &aacute;rea. &ldquo;Com o tempo h&aacute; um desgaste e estresse&rdquo;, diz o chefe da Depom, Augusto Rodrigues. Entre Foz do Igua&ccedil;u e Gua&iacute;ra, o Lago tem 170 quil&ocirc;metros em linha reta.<\/p>\n<p><strong>Na outra margem<\/strong><\/p>\n<p>No lado paraguaio, o cen&aacute;rio de portos n&atilde;o &eacute; diferente. L&aacute;, a imprensa cansou de denunciar a exist&ecirc;ncia deles, inclusive dando nomes: Kuwait, Codorzo, &Iacute;ndio, Palma, General D&iacute;az, Limoy e assim vai. Mas as transa&ccedil;&otilde;es clandestinas est&atilde;o longe de uma solu&ccedil;&atilde;o, pelo menos em curto prazo, porque, segundo jornalistas do pa&iacute;s vizinho, por tr&aacute;s dos portos est&atilde;o pol&iacute;ticos e magistrados.<\/p>\n<p>No Paraguai, as interven&ccedil;&otilde;es nos portos s&atilde;o feitas apenas quando h&aacute; den&uacute;ncias. E elas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o comuns assim. Pelas regras do pa&iacute;s, as mercadorias que saem de Ciudad del Este, fronteira com Foz do Igua&ccedil;u, pela aduana, com destino ao Brasil, s&atilde;o consideradas legais. Quando destinadas a fins comerciais &eacute; preciso despacho de exporta&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m o grosso dos produtos, em grandes quantidades, deixa o pa&iacute;s pela porta dos fundos, via Rio Paran&aacute; e Lago de Itaipu. &ldquo;Quando se ilude o controle da aduana a mercadoria tamb&eacute;m &eacute; considerada contrabando para o Paraguai&rdquo;, diz o chefe da aduana paraguaia, Adolfo Almir&oacute;n. De forma geral, as defici&ecirc;ncias de seguran&ccedil;a, marcantes nos estados do Paran&aacute; e Mato Grosso do Sul, andam junto com elevadas taxas de atividades informais em cidades-g&ecirc;meas, como Foz e Ciudad del Este.<\/p>\n<p><strong>Propostas<\/p>\n<p>Confira as sugest&otilde;es do estudo do Minist&eacute;rio de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional para a seguran&ccedil;a e o desenvolvimento da fronteira Sul:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Curto prazo <\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Forma&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o per&shy;ma&shy;&shy;nente para o desenvolvimento e integra&ccedil;&atilde;o da fronteira a fim de elaborar diretrizes sobre a regi&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8211; Ampliar os hor&aacute;rios de funcionamento das aduanas na faixa de fronteira para promover aumento do fluxo comercial.<\/p>\n<p>&#8211; Capacitar o corpo policial, fiscais e outros profissionais para atuar em a&ccedil;&otilde;es especiais na fronteira.<\/p>\n<p>&#8211; Aumento do n&uacute;mero de postos policiais na faixa de fronteira.<\/p>\n<p><strong>M&eacute;dio prazo <\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Criar regime especial e ou diferenciado para exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es entre micro e pequenas empresas.<\/p>\n<p>&#8211; Criar gratifica&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o para servidores dos governos federal e estadual lotados nos munic&iacute;pios de fronteiras.<\/p>\n<p>&#8211; Criar escolas binacionais nos munic&iacute;pios de fronteira.<\/p>\n<p>&#8211; Legalizar o processo de contrata&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos e outros profissionais de sa&uacute;de de pa&iacute;ses vizinhos, exclu&shy;sivamente, na faixa de fronteira.<\/p>\n<p>&#8211; Cria&ccedil;&atilde;o de centros integrados de seguran&ccedil;a das fronteiras.<\/p>\n<p>&#8211; Refor&ccedil;o na estrutura da vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria na fronteira.<\/p>\n<p><strong>Longo prazo <\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Incentivar e apoiar iniciativas de pesquisa sobre a tem&aacute;tica fronteiri&ccedil;a.<\/p>\n<p>&#8211; Aumentar os investimentos em infraestrutura hospitalar na faixa de fronteira (hospital de fronteira).<\/p>\n<p>&#8211; Combate &agrave; biopirataria.<\/p>\n<p><strong>Sa&iacute;das<\/p>\n<p>Mais efetivo e tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>O delegado-chefe da Pol&iacute;cia Federal em Foz do Igua&ccedil;u, Jos&eacute; Alberto Iegas, avalia que a fronteira paranaense obteve avan&ccedil;os na &aacute;rea da seguran&ccedil;a, com destaque para a delegacia da corpora&ccedil;&atilde;o, a maior do pa&iacute;s. No entanto, ainda &eacute; preciso ter um aumento gradual do efetivo (a regi&atilde;o tem mais de 250 policiais que se dividem em escalas), repensar a situa&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria (a PF tem 61 presos em um espa&ccedil;o onde cabem 14), e capacitar a corpora&ccedil;&atilde;o com equipamentos de ponta que possam auxiliar e at&eacute; substituir agentes.<\/p>\n<p>Outro ponto cr&iacute;tico, de acordo com Iegas, &eacute; a regi&atilde;o que margeia o Rio Paran&aacute;, &aacute;rea situada entre a Itaipu Binacional e a fronteira com a Argentina, passando pela Ponte da Amizade. L&aacute; h&aacute; v&aacute;rios pontos povoados por favelas e usados para desembarque de mercadorias il&iacute;citas do Paraguai.<\/p>\n<p>Para o delegado, a instala&ccedil;&atilde;o de um parque linear no local seria uma sa&iacute;da para evitar a ilegalidade na &aacute;rea. &ldquo;Se o estado ocupasse a &aacute;rea de maneira l&iacute;cita, nosso efetivo n&atilde;o precisaria ficar l&aacute; porque n&atilde;o seria mais porta de entrada de contrabando e droga. Focar&iacute;amos todo nosso efetivo para a pr&oacute;pria Ponte da Amizade e para o Lago de Itaipu.&rdquo;<\/p>\n<p>Para 2011, as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, segundo o delegado, v&atilde;o melhorar a partir do in&iacute;cio das opera&ccedil;&otilde;es do Avi&atilde;o N&atilde;o Tripulado (Vant) previstas para mar&ccedil;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3tima mat\u00e9ria de Denise Paro na Gazeta do Povo de hoje (ter\u00e7a-feira, 28) sobre o estudo do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional sobre as defici\u00eancias da fronteira sul e as alternativas de solu\u00e7\u00e3o. Vou me ater \u00e0s propostas por consider\u00e1-las pertinentes. Elas s\u00e3o classificadas em curto, m\u00e9dio e longo prazos.<\/p>\n<p>Curto prazo: forma\u00e7\u00e3o de comiss\u00e3o per\u00adma\u00ad\u00adnente para o desenvolvimento e integra\u00e7\u00e3o da fronteira; amplia\u00e7\u00e3o dos hor\u00e1rios de funcionamento das aduanas; capacita\u00e7\u00e3o do corpo policial e fiscais; aumento do n\u00famero de postos policiais na faixa de fronteira.<\/p>\n<p>M\u00e9dio prazo: cria\u00e7\u00e3o de regime especial e ou diferenciado para exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es entre micro e pequenas empresas; gratifica\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o para servidores dos governos federal e estadual; cria\u00e7\u00e3o de escolas binacionais; legaliza\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e outros profissionais de sa\u00fade de pa\u00edses vizinhos, exclu\u00adsivamente, na faixa de fronteira; cria\u00e7\u00e3o de centros integrados de seguran\u00e7a das fronteiras; refor\u00e7o na estrutura da vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria na fronteira. <\/p>\n<p>De longo prazo: incentivo e apoio \u00e0s iniciativas de pesquisa sobre a tem\u00e1tica fronteiri\u00e7a; aumento de investimentos em infraestrutura hospitalar na faixa de fronteira (hospital de fronteira); combate \u00e0 biopirataria. Veja a seguir a mat\u00e9ria na \u00edntegra.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35059,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[619],"class_list":["post-9431","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-fronteira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9431","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9431"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9431\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}