{"id":8635,"date":"2010-11-27T00:00:00","date_gmt":"2010-11-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/2023\/07\/06\/presidente-do-ibama-e-zeca-dirceu-discutem-melhorias-para-o-meio-ambiente\/"},"modified":"2024-12-10T19:26:26","modified_gmt":"2024-12-10T22:26:26","slug":"presidente-do-ibama-e-zeca-dirceu-discutem-melhorias-para-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/presidente-do-ibama-e-zeca-dirceu-discutem-melhorias-para-o-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 deve regularizar 30 mil moradias at\u00e9 2023, mas \u00e9 pouco &#8211; aponta MNLM"},"content":{"rendered":"<p>Mat&eacute;ria da Fabiula Wurmeister neste s&aacute;bado, 27,&nbsp;na Gazeta do Povo aponta a seguinte quest&atilde;o: At&eacute; 2023, o Paran&aacute;, segundo a Cohapar, deve regularizar 30 mil moradias &#8211; a maior parte delas na regi&atilde;o metropolitana de Curitiba, Londrina, Maring&aacute; e Ponta Grossa. A real mesmo &#8211; recursos e d&eacute;ficit &#8211; ser&aacute; conhecida at&eacute; o fim do m&ecirc;s na conclus&atilde;o do Plano Estadual de Habita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Estima-se que o pa&iacute;s tenha mais de 12 milh&otilde;es de moradias irregulares, enquanto o d&eacute;ficit habitacional se aproxima de 8 milh&otilde;es. No Paran&aacute;, dados de 2002 indicavam que o d&eacute;ficit era de 250 mil moradias. &ldquo;O Paran&aacute; &eacute; refer&ecirc;ncia na quest&atilde;o habitacional, mas o ritmo dessas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas est&aacute; longe do ideal&rdquo;, diz o coordenador do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Silvio Jos&eacute; Gon&ccedil;alves.&nbsp; Leia a seguir a &iacute;ntegra da mat&eacute;ria.<\/p>\n<p>\nAt&eacute; 2023,&nbsp;o Paran&aacute;, segundo a Cohapar, deve&nbsp;regularizar&nbsp;30 mil moradias &#8211;&nbsp;a maior parte delas na regi&atilde;o metropolitana de Curitiba,&nbsp;Londrina,&nbsp;Maring&aacute; e&nbsp;Ponta Grossa. O panorama real e o volume necess&aacute;rio de recursos para a regulariza&ccedil;&atilde;o e a redu&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit de moradias no estado devem ser conhecidos at&eacute; o fim do m&ecirc;s, quando termina o prazo para a conclus&atilde;o do Plano Estadual de Habita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Estima-se que o pa&iacute;s tenha mais de 12 milh&otilde;es de moradias irregulares, enquanto o d&eacute;ficit habitacional se aproxima de 8 milh&otilde;es. No Paran&aacute;, dados de 2002 indicavam que o d&eacute;ficit era de 250 mil moradias. &ldquo;O Paran&aacute; &eacute; refer&ecirc;ncia na quest&atilde;o habitacional, mas o ritmo dessas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas est&aacute; longe do ideal&rdquo;, diz o coordenador do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Silvio Jos&eacute; Gon&ccedil;alves. &ldquo;Regularizar 30 mil casas em 12 anos &eacute; muito pouco diante de uma realidade que acreditamos ser bem maior. Cascavel, por exemplo, tem sozinha essa demanda.&rdquo;<\/p>\n<p>\nCerca de 11,8 mil fam&iacute;lias que moram em &aacute;reas de risco e irregulares em Piraquara, Campo Magro, Pinhais e Colombo devem ser beneficiadas nos pr&oacute;ximos anos. Desse total, 2,4 mil fam&iacute;lias ser&atilde;o remanejadas das &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o e receber&atilde;o novas casas. Outras 9,4 mil ter&atilde;o os im&oacute;veis regularizados. O maior programa de urbaniza&ccedil;&atilde;o de favelas e de prote&ccedil;&atilde;o de mananciais em execu&ccedil;&atilde;o no estado, no Guarituba, em Piraquara, envolver&aacute; 8.890 fam&iacute;lias. Todas as obras inclu&iacute;das no Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC) consumir&atilde;o quase R$ 170 milh&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Problema nacional<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do F&oacute;rum Nacional de Secret&aacute;rios de Habita&ccedil;&atilde;o e Desen&shy;volvimento Urbano, Lair Kr&auml;hen&shy;b&uuml;hl, diz que o problema est&aacute; em todo o pa&iacute;s, principalmente na Regi&atilde;o Nordeste, onde quase 80% das casas est&atilde;o em loteamentos irregulares que foram invadidos e n&atilde;o possuem qualquer tipo de documenta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A garantia de uma moradia digna &eacute; um dos maiores desafios do Brasil. Ainda estamos no est&aacute;gio curativo, quando o ideal seria trabalharmos com mais for&ccedil;a em a&ccedil;&otilde;es preventivas&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Marco regulat&oacute;rio da quest&atilde;o fundi&aacute;ria urbana, a Lei 11.977\/09 determina que garantir os mecanismos de regulariza&ccedil;&atilde;o &eacute; compet&ecirc;ncia do munic&iacute;pio. Para o presidente da Cohapar, Everaldo Moreno, a lei foi um dos passos mais importantes at&eacute; agora, mas falta interesse pol&iacute;tico. &ldquo;Ao mesmo tempo em que obriga os munic&iacute;pios a resolver de uma vez a quest&atilde;o, &#91;a lei] tamb&eacute;m responsabiliza aquele que se omite&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Antes da lei, o Estatuto da Ci&shy;&shy;dade, que entrou em vigor em outubro de 2001, j&aacute; estabelecia normas para a regulariza&ccedil;&atilde;o do uso da propriedade urbana. Mas foi somente em julho do ano passado, com a legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, que a regulariza&ccedil;&atilde;o passou a ser entendida como um conjunto de direitos que envolve n&atilde;o s&oacute; a posse das casas, mas o fornecimento de servi&ccedil;os b&aacute;sicos, como acesso a &aacute;gua tratada e energia el&eacute;trica.<\/p>\n<p>Para Lair Kr&auml;henb&uuml;hl, os avan&shy;&shy;&ccedil;os legais s&atilde;o essenciais para o cumprimento de um dever maior: o direito &agrave; moradia, reconhecido a todos os brasileiros pela Constitui&shy;&ccedil;&atilde;o de 1988. &ldquo;&Eacute; um direito amplo, que n&atilde;o se restringe a assegurar uma casa. A prote&ccedil;&atilde;o envolve v&aacute;rios aspectos, desde a seguran&ccedil;a na posse, a disponibilidade de servi&ccedil;os e infraestrutura e moradia a pre&ccedil;os acess&iacute;veis, incluindo os custos de cart&oacute;rio, outro entrave a ser resolvido, e a inclus&atilde;o social&rdquo;, observou ele na abertura do Encontro T&eacute;cnico sobre Regu&shy;lariza&ccedil;&atilde;o Fundi&aacute;ria, na quinta-feira, em Foz do Igua&ccedil;u.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria da Fabiula Wurmeister neste s\u00e1bado, 27, na Gazeta do Povo aponta a seguinte quest\u00e3o: At\u00e9 2023, o Paran\u00e1, segundo a Cohapar, deve regularizar 30 mil moradias &#8211; a maior parte delas na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, Londrina, Maring\u00e1 e Ponta Grossa. A real mesmo &#8211; recursos e d\u00e9ficit &#8211; ser\u00e1 conhecida at\u00e9 o fim do m\u00eas na conclus\u00e3o do Plano Estadual de Habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estima-se que o pa\u00eds tenha mais de 12 milh\u00f5es de moradias irregulares, enquanto o d\u00e9ficit habitacional se aproxima de 8 milh\u00f5es. No Paran\u00e1, dados de 2002 indicavam que o d\u00e9ficit era de 250 mil moradias. \u201cO Paran\u00e1 \u00e9 refer\u00eancia na quest\u00e3o habitacional, mas o ritmo dessas pol\u00edticas p\u00fablicas est\u00e1 longe do ideal\u201d, diz o coordenador do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Silvio Jos\u00e9 Gon\u00e7alves.  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