{"id":8631,"date":"2010-11-27T00:00:00","date_gmt":"2010-11-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/2023\/07\/07\/parana-tera-novos-de-cursos-de-medicina-afirma-zeca-dirceu\/"},"modified":"2024-12-10T19:26:27","modified_gmt":"2024-12-10T22:26:27","slug":"parana-tera-novos-de-cursos-de-medicina-afirma-zeca-dirceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/parana-tera-novos-de-cursos-de-medicina-afirma-zeca-dirceu\/","title":{"rendered":"Cai pela metade n\u00famero de pobres com inseguran\u00e7a alimentar grave, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p>O levantamento sobre seguran&ccedil;a alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD) divulgado pelo IBGE aponta que, de 2004 a 2009, o n&uacute;mero de pessoas extremamente pobres em situa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar grave caiu de 8,4 milh&otilde;es para 4,4 milh&otilde;es<\/p>\n<p>No conjunto de brasileiros em situa&ccedil;&atilde;o de extrema pobreza, com renda de at&eacute; um quarto do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, foi identificada a maior redu&ccedil;&atilde;o, em n&uacute;meros absolutos, da inseguran&ccedil;a alimentar grave. De 2004 para 2009, caiu de 8,4 milh&otilde;es para 4,4 milh&otilde;es o quantitativo de pessoas com a mais baixa renda neste quadro, uma redu&ccedil;&atilde;o de 48%.<\/p>\n<p>A diminui&ccedil;&atilde;o foi constatada no levantamento sobre seguran&ccedil;a alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (Pnad), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (26). &Eacute; a segunda vez que a institui&ccedil;&atilde;o, em parceria com o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome (MDS), faz esse trabalho. Ao entrevistar as pessoas, a Pnad afere a percep&ccedil;&atilde;o delas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; seguran&ccedil;a alimentar. Os dados permitem fazer uma compara&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o alimentar dos brasileiros entre 2004 e 2009 e monitorar a efic&aacute;cia das a&ccedil;&otilde;es de combate &agrave; fome, que &eacute; uma prioridade do Governo.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, &eacute; poss&iacute;vel verificar que o n&uacute;mero de extremamente pobres no quadro geral de inseguran&ccedil;a alimentar (leve, moderado ou grave) diminuiu de 27,2 milh&otilde;es para 14,3 milh&otilde;es de pessoas, uma queda de 47%. Essa mudan&ccedil;a tamb&eacute;m pode ser explicada pelo contingente de pessoas que deixaram a mais baixa faixa de renda nos &uacute;ltimos cinco anos.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio executivo do MDS, R&ocirc;mulo Paes, presente &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o, destaca que a pesquisa apresenta uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva geral para o Pa&iacute;s, com &ecirc;nfase nos mais pobres. &quot;Os ganhos foram mais substantivos para os com maior vulnerabilidade. O resultado mostra o acerto no foco dos programas sociais. O volume de investimento continua justific&aacute;vel para manter o grau alcan&ccedil;ado e avan&ccedil;ar mais junto &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es que ainda precisam&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>Essa pesquisa leva em conta a Escala Brasileira de Inseguran&ccedil;a Alimentar (Ebia). S&atilde;o quatro n&iacute;veis: inseguran&ccedil;a alimentar grave: redu&ccedil;&atilde;o quantitativa de alimentos entre as crian&ccedil;as. Caracteriza a fome (quando algu&eacute;m fica o dia inteiro sem comer por falta de dinheiro para comprar alimentos); inseguran&ccedil;a alimentar moderada: redu&ccedil;&atilde;o quantitativa de alimentos entre os adultos;inseguran&ccedil;a alimentar leve: incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro e uso de alimentos de qualidade inadequada para n&atilde;o comprometer a quantidade; seguran&ccedil;a alimentar: acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente.<\/p>\n<p>Redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade &ndash; No conjunto da popula&ccedil;&atilde;o, independentemente da renda, mais 17 milh&otilde;es de pessoas passaram a se enquadrar no n&iacute;vel de seguran&ccedil;a alimentar (de 109 milh&otilde;es para 126 milh&otilde;es). Esse aumento foi registrado em todas as regi&otilde;es, em especial no Nordeste, e nas &aacute;reas rurais e urbanas. No Norte e no Nordeste, tamb&eacute;m foi identificado um maior aumento no n&uacute;mero de fam&iacute;lias com crian&ccedil;as e adolescentes que passaram a se enquadrar no n&iacute;vel de seguran&ccedil;a alimentar.<\/p>\n<p>A pesquisa foi aplicada em 154 mil resid&ecirc;ncias, que englobam 400 mil pessoas em 851 munic&iacute;pios. Foram feitas 14 perguntas, elas &ldquo;nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, os moradores deste domic&iacute;lio tiveram a preocupa&ccedil;&atilde;o de que a comida acabasse antes que tivessem dinheiro para comprar mais alimentos?&rdquo;.<\/p>\n<p>No Pa&iacute;s, no ano passado, 40,1 milh&otilde;es de pessoas estavam em situa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar leve, 14,2 milh&otilde;es no n&iacute;vel moderado e 11,1 milh&otilde;es no considerado grave. Pela compara&ccedil;&atilde;o com os dados de 2004, &eacute; poss&iacute;vel perceber que os casos graves e moderados migraram para a classifica&ccedil;&atilde;o leve, pois diminuiu a quantidade de brasileiros nos dois patamares inferiores e aumentou no intermedi&aacute;rio e no primeiro n&iacute;vel.<\/p>\n<p>A pesquisa revelou ainda uma redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; seguran&ccedil;a alimentar. Enquanto, na &aacute;rea urbana, esse n&iacute;vel teve uma melhora de 5 pontos percentuais, na zona rural, foi de 10 pontos percentuais. A mesma constata&ccedil;&atilde;o &eacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de brancos em compara&ccedil;&atilde;o com pretos e pardos, o segmento com o maior avan&ccedil;o. A Pnad conclui ainda que a escolaridade est&aacute; diretamente ligada &agrave; seguran&ccedil;a alimentar.<\/p>\n<p>&ldquo;Como h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o muito grande entre pobreza e seguran&ccedil;a alimentar, podemos atribuir ao Bolsa Fam&iacute;lia uma grande ajuda no combate &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o. Justamente as popula&ccedil;&otilde;es mais pobres, popula&ccedil;&atilde;o negra, parda, mulheres, moradores das regi&otilde;es Norte e Nordeste, que historicamente apresentaram condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis, foram as que apresentaram os melhores resultados&rdquo;, argumenta R&ocirc;mulo Paes.&nbsp; &ldquo;Se n&oacute;s compararmos o Brasil com pa&iacute;ses que t&ecirc;m economias semelhantes &agrave; nossa e grande investimento em pol&iacute;tica social, como &eacute; o caso do M&eacute;xico, nossa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais favor&aacute;vel&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>O diretor do Instituto Brasileiro de An&aacute;lises Sociais e Econ&ocirc;micas (Ibase) Francisco Menezes destacou que os resultados da pesquisa mostram que o Bolsa Fam&iacute;lia est&aacute; bem focalizado. Durante a divulga&ccedil;&atilde;o da Pnad, ele, que tamb&eacute;m faz parte do Conselho Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional (Consea), defendeu um aumento no valor do benef&iacute;cio do programa e disse que v&ecirc; com muita esperan&ccedil;a a quest&atilde;o da erradica&ccedil;&atilde;o da mis&eacute;ria que est&aacute; sendo colocada pela presidente eleita, Dilma Roussef.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O levantamento sobre seguran\u00e7a alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) divulgado pelo IBGE aponta que, de 2004 a 2009, o n\u00famero de pessoas extremamente pobres em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar grave caiu de 8,4 milh\u00f5es para 4,4 milh\u00f5es<\/p>\n<p>No conjunto de brasileiros em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, com renda de at\u00e9 um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo, foi identificada a maior redu\u00e7\u00e3o, em n\u00fameros absolutos, da inseguran\u00e7a alimentar grave. De 2004 para 2009, caiu de 8,4 milh\u00f5es para 4,4 milh\u00f5es o quantitativo de pessoas com a mais baixa renda neste quadro, uma redu\u00e7\u00e3o de 48%.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35934,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[10],"class_list":["post-8631","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-fome"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8631\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}