{"id":42400,"date":"2010-08-13T00:00:00","date_gmt":"2010-08-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/10-dos-municipios-ricos-concentram-maior-parcela-do-pib\/"},"modified":"2010-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2010-08-13T03:00:00","slug":"10-dos-municipios-ricos-concentram-maior-parcela-do-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/10-dos-municipios-ricos-concentram-maior-parcela-do-pib\/","title":{"rendered":"10% dos munic\u00edpios ricos concentram maior parcela do PIB"},"content":{"rendered":"<p>Poucos munic&iacute;pios brasileiros respondem pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB), informou ontem o Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea). Os dados est&atilde;o no comunicado Desigualdade da Renda no Territ&oacute;rio Brasileiro que mostra que, no passado, essa desigualdade era menor.<\/p>\n<p>O comunicado engloba dados que v&atilde;o de 1920 at&eacute; 2007 e mostram que o peso relativo dos PIBs municipais foi multiplicado por 2,24 vezes no per&iacute;odo. Em 1920, os 10% munic&iacute;pios mais ricos participavam com 55,4% do PIB. O n&uacute;mero subiu para 72,1% em 1970 e chegou a 78,1% em 2007. Ou seja, houve um aumento de 41% no peso relativo dos munic&iacute;pios entre os 10% com maiores PIBs entre 1920 e 2007.<\/p>\n<p>Os munic&iacute;pios entre os 40% mais pobres do pa&iacute;s registraram perda relativa na participa&ccedil;&atilde;o do Produto Interno Bruto Nacional de 9,4% para 4,7%, entre 1920 e 2007, e, no caso dos munic&iacute;pios entre os 70% mais pobres, a participa&ccedil;&atilde;o caiu de 31,2% para apenas 14,7% no per&iacute;odo. O comunicado indica que, desde a d&eacute;cada de 70, o Brasil registra certo congelamento no grau de concentra&ccedil;&atilde;o ou da desigualdade dos PIBs municipais. &#8221;Isso &eacute; mais expressivo do ponto de vista do PIB per capita, que termina por avaliar a renda pela popula&ccedil;&atilde;o&#8221;, constata o Ipea.<\/p>\n<p>O comunicado destaca, ainda, que o padr&atilde;o de crescimento econ&ocirc;mico brasileiro registra movimentos distintos em termos de integra&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do PIB desde 1920 e que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de desconcentra&ccedil;&atilde;o produtiva e descentraliza&ccedil;&atilde;o dos gastos e investimentos p&uacute;blicos s&atilde;o fundamentais. Por outro lado, essas pol&iacute;ticas s&atilde;o consideradas insuficientes sem o desenvolvimento de uma pol&iacute;tica nacional de desenvolvimento regional e local.<\/p>\n<p>Para enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o, o Ipea defende o planejamento articulado e integrado do desenvolvimento nacional nos planos regional e local. &#8221;Sem isso, o Brasil corre o s&eacute;rio risco de repetir o passado, com forte concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o da riqueza nacional em pouqu&iacute;ssimos munic&iacute;pios, estados e regi&otilde;es&#8221;, avaliam os t&eacute;cnicos do instituto.<\/p>\n<p>Os autores do trabalho defendem que a grande diferen&ccedil;a existente na participa&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios na forma&ccedil;&atilde;o do PIB precisa ser enfrentada. &#8221;A descentraliza&ccedil;&atilde;o do gasto p&uacute;blico, iniciada originalmente pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, deveria avan&ccedil;ar ainda mais, bem como o fortalecimento da desconcentra&ccedil;&atilde;o dos investimentos em infraestrutura produtiva, promovido por pol&iacute;ticas (p&uacute;blicas)&#8221;, como o Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>Para que isso ocorra, o comunicado recomenda uma maior participa&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica do setor p&uacute;blico, com empresas estatais e bancos governamentais pois esses det&ecirc;m os principais instrumentos para uma &#8221;a&ccedil;&atilde;o mais efetiva e prolongada na desconcentra&ccedil;&atilde;o da renda nacional&#8221;.<\/p>\n<p>&#8221;A redu&ccedil;&atilde;o no grau de concentra&ccedil;&atilde;o\/desigualdade na composi&ccedil;&atilde;o territorial dos PIBs municipais passa pela recupera&ccedil;&atilde;o do poder de interven&ccedil;&atilde;o das unidades estaduais, que terminaram perdendo fun&ccedil;&atilde;o desde a privatiza&ccedil;&atilde;o dos bancos e acirramento da guerra fiscal&#8221;, avaliam os t&eacute;cnicos.<\/p>\n<p>O comunicado conclui que a Uni&atilde;o, os estados e os munic&iacute;pios deveriam ter a&ccedil;&otilde;es que convergissem para evitar a concentra&ccedil;&atilde;o da riqueza nacional ou, caso contr&aacute;rio, o Brasil manter&aacute; a desigualdade de renda pessoal &#8221;sem que, necessariamente, prevale&ccedil;a a desconcentra&ccedil;&atilde;o e menor desigualdade territorial na participa&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios no PIB nacional&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos munic\u00edpios brasileiros respondem pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB), informou ontem o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Os dados est\u00e3o no comunicado Desigualdade da Renda no Territ\u00f3rio Brasileiro que mostra que, no passado, essa desigualdade era menor. <\/p>\n<p>O comunicado engloba dados que v\u00e3o de 1920 at\u00e9 2007 e mostram que o peso relativo dos PIBs municipais foi multiplicado por 2,24 vezes no per\u00edodo. Em 1920, os 10% munic\u00edpios mais ricos participavam com 55,4% do PIB. O n\u00famero subiu para 72,1% em 1970 e chegou a 78,1% em 2007. 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