{"id":42367,"date":"2011-03-25T00:00:00","date_gmt":"2011-03-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/integracao-mercosul-faz-20-anos-e-avanca-na-tematica-social\/"},"modified":"2011-03-25T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-25T03:00:00","slug":"integracao-mercosul-faz-20-anos-e-avanca-na-tematica-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/integracao-mercosul-faz-20-anos-e-avanca-na-tematica-social\/","title":{"rendered":"Integra\u00e7\u00e3o: Mercosul faz 20 anos e avan\u00e7a na tem\u00e1tica social"},"content":{"rendered":"<div>Amanh&atilde;, s&aacute;bado (26), o Mercosul (Mercado Comum do Sul) completa 20 anos de vida. Para lembrar a data, reproduzo aqui, no blog, texto publicado no site nacional do PT, bastante esclarecedor sobre as a&ccedil;&otilde;es do Mercosul e os avan&ccedil;os nas tem&aacute;ticas sociais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas do bloco, neste per&iacute;odo. Confiram!<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Livre circula&ccedil;&atilde;o de pessoas, controle integrado das fronteiras, documento de identidade unificado, direitos previdenci&aacute;rios e trabalhistas iguais, interc&acirc;mbio entre universidades, placas de autom&oacute;veis iguais e elei&ccedil;&otilde;es diretas para o Legislativo regional. Se tudo o que est&aacute; no papel der certo, em dez anos, quando o Mercosul chegar aos 30 de idade, a integra&ccedil;&atilde;o entre os cidad&atilde;os dos p&aacute;ises-membros ser&aacute; muito maior. Para o Itamaraty, embora o lado econ&ocirc;mico continue como ponto fundamental para o sucesso do bloco, os &uacute;ltimos anos assistiram a importantes avan&ccedil;os no campo social.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&quot;O Mercosul vai criar elementos muito importantes, como a facilita&ccedil;&atilde;o cada vez maior das viagens, o reconhecimento de diplomas, (do tempo de contribui&ccedil;&atilde;o para) a Previd&ecirc;ncia, e uma s&eacute;rie de coisas que v&atilde;o interferir na vida do cidad&atilde;o&quot;, destaca Antonio Sim&otilde;es, Subsecret&aacute;rio-Geral da Am&eacute;rica do Sul do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores. Ele afirma que at&eacute; a placa de carros dentro do Mercosul ser&aacute; padronizada.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Aprovado em dezembro passado pelo Conselho de Mercado Comum, o &oacute;rg&atilde;o deliberativo m&aacute;ximo do Mercosul, o Estatuto da Cidadania, &eacute; a grande aposta para fazer com que a integra&ccedil;&atilde;o entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai chegue ao cotidiano das sociedades. As metas ambiciosas devem ser atingidas at&eacute; 2021, momento em que se espera que a realidade regional se aproximar&aacute; do que ocorreu com a Uni&atilde;o Europeia.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O plano de a&ccedil;&atilde;o tem linhas gerais que indicam que devem ser estabelecidos v&aacute;rios direitos comuns a todos os cidad&atilde;os do bloco, independentemente do pa&iacute;s de origem. Caso o Estatuto da Cidadania saia do papel, um paraguaio ter&aacute; os mesmos direitos previdenci&aacute;rios de um brasileiro, o documento de identidade de um argentino ser&aacute; igual ao de um uruguaio. Um carro comprado no Brasil ter&aacute; a mesma placa de um carro comercializado na Argentina e os direitos dos consumidores ser&atilde;o iguais em qualquer uma das na&ccedil;&otilde;es-membro.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Miriam Gomes Saraiva, professora de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Univeridade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), afirma que os maiores benefici&aacute;rios do Mercosul nos acordos sociais e pol&iacute;ticos s&atilde;o Brasil e Argentina. Ela enumera a possibilidade de interc&acirc;mbio universit&aacute;rio entre os pa&iacute;ses e a conquista do direito &agrave; migra&ccedil;&atilde;o. &quot;Essas dimens&otilde;es nem eram previstas nos primeiros tratados, mas que foram conduzidas a outras &aacute;reas que n&atilde;o eram os acordos econ&ocirc;micos. E com isso s&oacute; teve a ganhar&quot;, enaltece.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Aprofundamento<\/strong><\/div>\n<div>As primeiras apostas em uma integra&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social foram dadas ainda na d&eacute;cada de 1990. O Protocolo de Ouro Preto, firmado tr&ecirc;s anos ap&oacute;s o in&iacute;cio do bloco, come&ccedil;ava a delinear a cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es dentro do Mercosul, entre elas uma Comiss&atilde;o Parlamentar Conjunta que desembocaria, na &uacute;ltima d&eacute;cada, na cria&ccedil;&atilde;o do Parlamento do Mercosul (Parlasul).<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Os primeiros anos do novo s&eacute;culo foram, de fato, o momento de aprofundar a no&ccedil;&atilde;o de um continente sul-americano, o que naturalmente desembocou em novas iniciativas dentro do bloco. Celso Amorim, ex-ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, destaca a cria&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da Integra&ccedil;&atilde;o Latino-americana (Unila) a partir de 2008. Com sede em Foz do Igua&ccedil;u, na Tr&iacute;plice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, a institui&ccedil;&atilde;o recebe este ano suas primeiras turmas.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A Unila, precursora desse tipo de institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior na Am&eacute;rica Latina, nasceu com o intuito de trabalhar com o ambiente multicultural dos pa&iacute;ses pa&iacute;ses que comp&otilde;em o bloco. &quot;A sua voca&ccedil;&atilde;o &eacute; a de contribuir para o desenvolvimento e a integra&ccedil;&atilde;o latino-americana, por meio do conhecimento human&iacute;stico, cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico e da coopera&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria entre as universidades, organismos governamentais e internacionais&quot;, descreve o reitor da Unila, H&eacute;lgio Trindade, no site da universidade.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O ex-chanceler n&atilde;o tem d&uacute;vidas de que os avan&ccedil;os nas &aacute;reas social e cultural foram muito maiores nos &uacute;ltimos anos. &quot;Uma coisa interessante que eu disse duas ou tr&ecirc;s vezes, e que o presidente Lula disse tamb&eacute;m, pode soar at&eacute; grandiloquente, mas &eacute; verdade: passamos de uma fase em que o Mercosul era s&oacute; dos Estados para ser dos povos&quot;, avalia Amorim.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ele acredita que o empenho dos cidad&atilde;os ser&aacute; fundamental para promover novos avan&ccedil;os. &quot;A gente n&atilde;o pode e nem deve fazer tudo de cima para baixo. Tem de ser de baixo para cima. O que o povo quer? Mais bolsa (de estudos), mais interc&acirc;mbio cultural, monitoramento dos direitos humanos?&quot;, enumera.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de<\/strong><\/div>\n<div>Ainda no &acirc;mbito educacional, o Estatuto da Cidadania prev&ecirc; a simplifica&ccedil;&atilde;o dos tr&acirc;mites para a valida&ccedil;&atilde;o de diplomas universit&aacute;rios obtidos em qualquer um dos pa&iacute;ses. J&aacute; o monitoramento dos direitos humanos pode ser fortalecido dentro do Parlamento do Mercosul, que tem essa como uma de suas atribui&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O Parlasul tamb&eacute;m dever&aacute; ficar mais pr&oacute;ximo dos cidad&atilde;os ao longo desta d&eacute;cada. Os parlamentares brasileiros que por l&aacute; atuaram querem aprovar no Congresso Nacional o projeto que prev&ecirc; elei&ccedil;&otilde;es diretas para a escolha dos representantes no Legislativo regional. Entre eles, a &uacute;nica dificuldade &eacute; saber se o momento adequado para promover este pleito &eacute; 2012 ou 2014. O problema maior &eacute; convencer os demais deputados e senadores sobre a import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o regional.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Atualmente, o Parlasul est&aacute; parado pela falta de indica&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o brasileira. De toda maneira, a cren&ccedil;a &eacute; de que as elei&ccedil;&otilde;es diretas poder&atilde;o chamar aten&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o sobre o que ocorre dentro do bloco. &quot;H&aacute; um d&eacute;ficit democr&aacute;tico no Mercosul porque n&atilde;o tem nada que fala em nome do cidad&atilde;o, nem direta nem indiretamente. E o parlamento &eacute; o canal para manifesta&ccedil;&otilde;es em nome da cidadania&quot;, avalia o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que j&aacute; presidiu o &oacute;rg&atilde;o legislativo do bloco.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&quot;Imagino que um dia, n&atilde;o sei com que rapidez, chegaremos l&aacute;. Voc&ecirc; n&atilde;o vai pensar em qual representante &eacute; do Brasil, qual &eacute; da Argentina, qual &eacute; do Paraguai, qual &eacute; do Uruguai, mas vai pensar que &#8216;esse &eacute; social-democrata, esse &eacute; de um partido de esquerda&#8217;&quot;, pondera Amorim. &quot;Assim &eacute; na Europa. Vai ter bancadas que se organizem em torno de afinidades ideol&oacute;gicas, e n&atilde;o s&oacute; do ponto de vista nacional&quot;, sugere.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Na &aacute;rea da sa&uacute;de, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) anunciou, em fevereiro deste ano, que firmar&aacute; acordos de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica entre os pa&iacute;ses membros do Mercosul para fortalecer a capacidade regulat&oacute;ria desses pa&iacute;ses. Os acordos envolvendo Paraguai e Uruguai tratam de temas como medicamentos, alimentos, combate &agrave; falsifica&ccedil;&atilde;o e controle em fronteiras. J&aacute; com a Argentina, a ideia &eacute; avan&ccedil;ar na troca de experi&ecirc;ncias sobre os c&oacute;digos farmac&ecirc;uticos oficial de ambos os pa&iacute;ses.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amanh\u00e3, s\u00e1bado (26), o Mercosul (Mercado Comum do Sul) completa 20 anos de vida. 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