{"id":42324,"date":"2011-05-22T00:00:00","date_gmt":"2011-05-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/a-forca-mobilizadora-da-rede\/"},"modified":"2011-05-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-22T03:00:00","slug":"a-forca-mobilizadora-da-rede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/a-forca-mobilizadora-da-rede\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a mobilizadora da rede"},"content":{"rendered":"<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de maior repercuss&atilde;o no pa&iacute;s nos &uacute;ltimos tempos n&atilde;o foi nenhuma passeata organizada por uma entidade estudantil ou protesto de central sindical. O &ldquo;churrasc&atilde;o da gente diferenciada&rdquo; &ndash; uma mobiliza&ccedil;&atilde;o contra a mudan&ccedil;a de uma esta&ccedil;&atilde;o de metr&ocirc; em S&atilde;o Paulo, supostamente motivada por press&atilde;o de moradores preocupados com o movimento de pessoas de fora do bairro &ndash; apareceu em uma rede social e rapidamente ganhou milhares de adeptos. O crescimento do protesto virtual foi t&atilde;o r&aacute;pido que as autoridades, temendo confus&atilde;o, pediram o cancelamento do evento. No fim, cerca de mil pessoas compareceram ao churrasco.<\/p>\n<p>O epis&oacute;dio paulista &eacute; uma mostra da tend&ecirc;ncia que ainda tem de dizer a que veio. Mobiliza&ccedil;&otilde;es virtuais t&ecirc;m pipocado ao redor do pa&iacute;s e com diferentes finalidades &ndash; em Curitiba, o exemplo mais recente foi organizado por donos de bares revoltados com o fechamento de um restaurante &ndash; e s&atilde;o um ind&iacute;cio de que as m&iacute;dias sociais facilitam e aceleram a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de pessoas conectadas por uma causa.<\/p>\n<p>E o fen&ocirc;meno n&atilde;o &eacute; s&oacute; local, mas mundial. Na sexta-feira, na Espanha, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em protestos contra a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s. Os eventos foram organizados via m&iacute;dias sociais. Os protestos no mundo &aacute;rabe &ndash; a Primavera &Aacute;rabe, como &eacute; chamada &ndash; tamb&eacute;m tiveram na internet a grande ferramenta de mobiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para os analistas, que veem a&iacute; uma pe&ccedil;a central de como a sociedade vai se organizar no futuro, exemplos como as manifesta&ccedil;&otilde;es no Egito, que depuseram o ditador Hosni Mubarak, alimentadas por jovens que se comunicavam via internet, deixam claro que as redes virtuais n&atilde;o servem apenas para churrascos bem-humorados. As redes sociais se tornaram uma ferramenta a mais para a mobiliza&ccedil;&atilde;o e o ativismo social.<\/p>\n<p>Mas, como o uso da internet ainda &eacute; recente no pa&iacute;s e n&atilde;o &eacute; massivo, ainda h&aacute; muitas d&uacute;vidas. Esta &eacute; uma febre passageira? A mobiliza&ccedil;&atilde;o virtual tem o mesmo poder aglutinador que o ativismo no mundo real? Para especialistas, de forma geral, as redes sociais n&atilde;o s&atilde;o passageiras porque amplificam um comportamento que sempre foi inerente ao ser humano, que &eacute; a capacidade de se associar. Mas o resultado depende de quem as usa. &Eacute; poss&iacute;vel ingressar nas redes sociais para discutir ideias, inova&ccedil;&otilde;es, conhecer e re-encontrar amigos e se mobilizar. Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel, no entanto, praticar cyberbullying ou acessar redes de pedofilia.<\/p>\n<p>H&aacute; quem critique o mundo virtual e acredite que a internet est&aacute; dificultando o relacionamento face a face. Quem usa garante que as redes sociais ampliam horizontes, permitem conhecer pessoas e culturas diferentes. E mais: as amizades virtuais podem se tornar &ldquo;reais&rdquo;. &ldquo;Na minha experi&ecirc;ncia, tenho observado que h&aacute; um sentimento maior de eco, apoio, pertencimento e comunh&atilde;o de ideias&rdquo;, argumenta a pesquisadora Raquel Recuero, professora da Universi&not;dade Cat&oacute;lica de Pelotas. <\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o, embora ela ainda seja seminal, a internet tamb&eacute;m tem um perfil expansionista. &ldquo;Sempre houve pessoas que fizeram o bem, mas hoje &eacute; mais f&aacute;cil conect&aacute;-las&rdquo;, diz o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e especialista em redes sociais Gil Giardelli. <br \/>\nPara Raquel Recuero, as pessoas percebem tecnologias &ndash; como os sites de rede social e, em especial, o Twitter &ndash; como espa&ccedil;os de difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Com isso, conseguem mobilizar outras pessoas em torno de uma ideia&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Universidade Cat&oacute;lica de Pelotas diz que mobiliza&ccedil;&otilde;es em torno de uma ideia e de uma informa&ccedil;&atilde;o sempre existiram. &ldquo;A quest&atilde;o &eacute; que hoje h&aacute; muito mais informa&ccedil;&atilde;o circulando nessas redes, o que possibilita que a gente tenha mais acesso e possa pensar mais sobre situa&ccedil;&otilde;es que necessariamente n&atilde;o receberiam tanta aten&ccedil;&atilde;o.&rdquo; <br \/>\nAinda assim, Raquel lembra que, embora o debate seja v&aacute;lido, &eacute; importante notar que muitos desses movimentos n&atilde;o saem da esfera da cr&iacute;tica e n&atilde;o resultam em a&ccedil;&otilde;es concretas.<br \/>\nGil Giardelli afirma que a revolu&ccedil;&atilde;o provocada pela internet n&atilde;o &eacute; digital, mas moral. <\/p>\n<p>&ldquo;Esta &eacute; a primeira revolu&ccedil;&atilde;o sem um grande l&iacute;der. Todos s&atilde;o importantes&rdquo;, diz. Para o professor da ESPM, pela primeira vez haver&aacute; uma aldeia global. &ldquo;O engajamento digital &eacute; um reflexo do que a sociedade est&aacute; pedindo. N&atilde;o cabe mais, por exemplo, uma empresa dizer que &eacute; sustent&aacute;vel e, na pr&aacute;tica, n&atilde;o ser. A moeda do s&eacute;culo XXI &eacute; a reputa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzo, aqui, uma bela mat\u00e9ria feita pela jornalista Paola Carriel, na edi\u00e7\u00e3o deste domingo (22) no Jornal Gazeta do Povo, sobre a for\u00e7a de mobiliza\u00e7\u00e3o provocada pelas redes sociais<\/p>\n<p>\u201cPara os analistas, que veem a\u00ed uma pe\u00e7a central de como a sociedade vai se organizar no futuro, exemplos como as manifesta\u00e7\u00f5es\u201d, diz trecho da mat\u00e9ria. Leia, a seguir, a \u00edntegra do texto.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4343,1006,2559],"class_list":["post-42324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-forca","tag-mobilizacao","tag-redes-sociais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}