{"id":42282,"date":"2011-06-23T00:00:00","date_gmt":"2011-06-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/brasil-apoia-acao-para-o-g20\/"},"modified":"2011-06-23T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-23T03:00:00","slug":"brasil-apoia-acao-para-o-g20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/brasil-apoia-acao-para-o-g20\/","title":{"rendered":"Brasil ap\u00f3ia a\u00e7\u00e3o para o G20"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil defende que as 20 na&ccedil;&otilde;es mais ricas do mundo se unam em torno da seguran&ccedil;a alimentar mundial. No in&iacute;cio dos debates promovidos em Paris pelo G20 Agr&iacute;cola, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que os pa&iacute;ses mais desenvolvidos precisam construir um consenso para assegurar o fornecimento de alimentos para todos os povos do mundo. &ldquo;O Brasil est&aacute; ao lado dos pa&iacute;ses do G20 para combater a fome e a inseguran&ccedil;a alimentar. N&oacute;s, pa&iacute;ses produtores de alimentos, podemos nos colocar ao lado daqueles (pa&iacute;ses) que mais precisam&rdquo;, declarou.<\/p>\n<p>Em nome do governo brasileiro, o ministro manifestou apoio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de uma reserva alimentar humanit&aacute;ria de emerg&ecirc;ncia para situa&ccedil;&otilde;es de calamidade. &ldquo;O Brasil est&aacute; pronto para assumir a sua parte para aumentar a oferta de alimentos para o mundo&rdquo;, anunciou. &ldquo;Temos mais de 120 milh&otilde;es de hectares de terras j&aacute; antropizadas que podem e devem ser reincorporadas ao processo produtivo e ambiental&rdquo;.<\/p>\n<p>Wagner Rossi lembrou que a presidenta Dilma Rousseff colocou como um dos grandes desafios de seu governo a erradica&ccedil;&atilde;o da mis&eacute;ria. O ministro destacou que, nos &uacute;ltimos oito anos, 30 milh&otilde;es de brasileiros sa&iacute;ram da situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, durante o governo Lula, e ascenderam &agrave; classe m&eacute;dia. &ldquo;Estamos trabalhando para aprofundar esse processo de incorpora&ccedil;&atilde;o de mais pessoas &agrave; cidadania&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Pre&ccedil;os<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;O Brasil tem uma vis&atilde;o muito clara do enfrentamento da volatilidade dos pre&ccedil;os agr&iacute;colas. O pa&iacute;s entende que as altas dos pre&ccedil;os nos &uacute;ltimos anos compensam em parte aquilo que perdemos no passado&rdquo;, declarou Rossi no plen&aacute;rio do G20 Agr&iacute;cola, presidido pelo ministro da Agricultura da Fran&ccedil;a, Bruno Le Maire. &ldquo;Mas o grande instrumento para o enfrentamento da volatilidade dos pre&ccedil;os agr&iacute;colas &eacute; o aumento da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. &Eacute; pela amplia&ccedil;&atilde;o da oferta que o problema precisa ser enfrentado&rdquo;.<\/p>\n<p>A proposta de combate &agrave; volatilidade dos pre&ccedil;os das commodities foi levado ao palco do G20 pelo presidente da Fran&ccedil;a, Nicolas Sarkozy. Na abertura do encontro, na noite de quarta-feira, fez um discurso duro, declarando que os mercados agr&iacute;colas s&atilde;o os menos transparentes de todos os mercados do mundo.<\/p>\n<p>&ldquo;Um mercado sem regras n&atilde;o &eacute; um mercado, mas uma loteria na qual a sorte sorri aos mais c&iacute;nicos&rdquo;, disse Sarkozy, no Pal&aacute;cio do Eliseu, diante das delega&ccedil;&otilde;es participantes da reuni&atilde;o. A quest&atilde;o da seguran&ccedil;a alimentar &eacute; uma das prioridades de sua gest&atilde;o &agrave; frente do G20. &Eacute; a primeira vez que o grupo, que re&uacute;ne 85% da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mundial, debate quest&otilde;es espec&iacute;ficas sobre o setor agr&iacute;cola.<\/p>\n<p>Wagner Rossi disse que o assunto &eacute; delicado, mas importante. &ldquo;Precisamos discutir a tem&aacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o do mercado financeiro e dos alimentos. Levar isso para o G20 j&aacute; &eacute; uma vit&oacute;ria, porque podemos trabalhar para aumentar a seguran&ccedil;a alimentar e ampliar a de renda dos produtores&rdquo;, apontou. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um tema j&aacute; resolvido, mas o fato de estar na agenda pol&iacute;tica dos pa&iacute;ses mais importantes do mundo &eacute; uma vit&oacute;ria. Cumprimento o ministro Le Maire por incluir este tema&rdquo;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p><strong>Informa&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Em sua interven&ccedil;&atilde;o, Rossi destacou que a presidenta Dilma Rousseff &eacute; favor&aacute;vel &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um banco de dados com informa&ccedil;&otilde;es sobre a produ&ccedil;&atilde;o global de alimentos, um dos &iacute;tens da agenda apresentada pela Fran&ccedil;a. &ldquo;No Brasil, todas as informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o dispon&iacute;veis nos sites oficiais, como o do pr&oacute;prio Minist&eacute;rio da Agricultura. Todos os dados sobre safra, zoneamento agr&iacute;cola e produ&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de pesquisas, est&atilde;o absolutamente dispon&iacute;veis. &Eacute; obriga&ccedil;&atilde;o de todos n&oacute;s fazermos isso&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p>Ele tamb&eacute;m formalizou o apoio &agrave; proposta de cria&ccedil;&atilde;o de instrumento de monitoramento da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola global. Wagner Rossi disse que o governo brasileir o acha positiva a ado&ccedil;&atilde;o de mecanismos que permitam assegurar mais transpar&ecirc;ncia dos mercados, como a instui&ccedil;&atilde;o do chamado Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o dos Mercados Agr&iacute;colas (SIMA).<\/p>\n<p>O sistema seria administrado pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura e a Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO). O objetivo &eacute; integrar dados oficiais dos pa&iacute;ses para observar os n&iacute;veis mundiais da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, consumo e estoques. A iniciativa contaria com um servi&ccedil;o integrado de previs&atilde;o do tempo, por meios do uso comum de sat&eacute;lites. A proposta francesa, contudo, enfrenta a resist&ecirc;ncia da China.<\/p>\n<p>O ministro da Agricultura da Argentina, Juli&aacute;n Dominguez, lembrou em sua interven&ccedil;&atilde;o que os pa&iacute;ses integrantes do Mercosul compartilham informa&ccedil;&otilde;es sobre a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola de seus pa&iacute;ses. Ele mencionou que os ministros t&ecirc;m um foro apropriado para discuss&otilde;es, o Conselho Agropecu&aacute;rio do Sul (CAS). &ldquo;O flagelo da fome precisa ser enfrentado com a cria&ccedil;&atilde;o de instrumentos comuns pelos nossos pa&iacute;ses&rdquo;, apontou o ministro argentino.<\/p>\n<p><strong>Pesquisas<\/strong><\/p>\n<p>Wagner Rossi destacou que o aprofundamento de pesquisas sobre o trigo &ndash; um dos temas debatidos pelo G20 &ndash; pode beneficiar diretamente o Brasil. &ldquo;Estamos dispostos a colaborar. A Embrapa, nosso instituto de pesquisa oficial, pode e vai contribuir&rdquo;, comentou. Ele lembrou que o pa&iacute;s &eacute; autossuficiente na produ&ccedil;&atilde;o de todos os &iacute;tens de sua cadeia alimentar, com exce&ccedil;&atilde;o do trigo, produto do qual o pa&iacute;s importa 50% do que consome.<\/p>\n<p>&ldquo;O Brasil &eacute; a &uacute;nica experi&ecirc;ncia intensa de agricultura tropical consolidada. Temos a peculiaridade de contar com uma agricultura vigorante, cuja caracter&iacute;stica principal &eacute; o equil&iacute;brio, com o agroneg&oacute;cio e a agricultura familiar&rdquo;, disse Rossi, ressaltando a participa&ccedil;&atilde;o nas discuss&otilde;es do ministro do Desenvolvimento Agr&aacute;rio, Afonso Florence, que tamb&eacute;m integra a delega&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil defende que as 20 na\u00e7\u00f5es mais ricas do mundo se unam em torno da seguran\u00e7a alimentar mundial. No in\u00edcio dos debates promovidos em Paris pelo G20 Agr\u00edcola, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que os pa\u00edses mais desenvolvidos precisam construir um consenso para assegurar o fornecimento de alimentos para todos os povos do mundo. <\/p>\n<p>\u201cO Brasil est\u00e1 ao lado dos pa\u00edses do G20 para combater a fome e a inseguran\u00e7a alimentar. 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