{"id":42253,"date":"2012-01-27T00:00:00","date_gmt":"2012-01-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ipea-brasileiros-ja-opinam-em-92-dos-programas-federais\/"},"modified":"2012-01-27T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-27T02:00:00","slug":"ipea-brasileiros-ja-opinam-em-92-dos-programas-federais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ipea-brasileiros-ja-opinam-em-92-dos-programas-federais\/","title":{"rendered":"Ipea: brasileiros j\u00e1 opinam em 92% dos programas federais"},"content":{"rendered":"<p>Em 2002, 11,5% dos programas sociais do Estado eram feitos em  intera&ccedil;&atilde;o com a sociedade. Em 2010, esse percentual foi de 75,4%. O  quadro evolutivo da participa&ccedil;&atilde;o social nessas formula&ccedil;&otilde;es foram  divulgadas na coletiva p&uacute;blica do <em>Comunicado n&ordm;132 &ndash; Participa&ccedil;&atilde;o  social como m&eacute;todo de governo: um mapeamento das &ldquo;interfaces  socioestatais&rdquo; nos programas federais<\/em>, realizada na tarde desta quarta-feira, 25, na sede do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (<strong>Ipea<\/strong>).  A apresenta&ccedil;&atilde;o foi feita pelo coordenador de Estudos sobre Estado e  Democracia da Diretoria de Estudos e Pol&iacute;ticas do Estado, das  Institui&ccedil;&otilde;es e da Democracia (Diest), Roberto Pires, e pelo assessor  T&eacute;cnico da Presid&ecirc;ncia do <strong>Ipea<\/strong>, Murilo Pires<\/p>\n<p>A  principal motiva&ccedil;&atilde;o para que o estudo fosse feito, de acordo com Roberto  Pires, &eacute; o reconhecimento que tem surgido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a  respeito da import&acirc;ncia dos canais de participa&ccedil;&atilde;o social nas decis&otilde;es  sobre elabora&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e monitoramento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas  do governo federal, principalmente nas &aacute;reas de sa&uacute;de, assist&ecirc;ncia  social e educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Estudos passados do <strong>Ipea<\/strong> j&aacute;  vinham apontando o crescimento expressivo da colabora&ccedil;&atilde;o social nos  programas e do peso das confer&ecirc;ncias regionais voltadas para esses  objetivos, mas trabalhos de mapeamento ainda s&atilde;o raros&rdquo;, pontuou o  coordenador.<\/p>\n<p>Os dados que comp&otilde;em o comunicado s&atilde;o oriundos do  Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Gerenciais e de Planejamento (SIGPlan) do  Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, que faz o acompanhamento  dos Planos Plurianuais, de onde v&ecirc;m os componentes da pesquisa. O  per&iacute;odo abordado &eacute; o compreendido entre os anos de 2002 a 2010. &ldquo;Foi  poss&iacute;vel tra&ccedil;ar a evolu&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno na &uacute;ltima d&eacute;cada e construir o  conjunto de dados que apontam como esses canais se distribuem nas &aacute;reas  de atua&ccedil;&atilde;o do Estado, e ainda como se d&atilde;o os desempenhos desses canais&rdquo;,  disse Pires.<\/p>\n<p>Desafio proposto pelo governo federal &eacute; estabelecer  a participa&ccedil;&atilde;o social como integrante das atividades do Estado, para  que essas atua&ccedil;&otilde;es tenham mais legitimidade, sejam mais eficientes &#8211; por  meio da proximidade dos problemas -, tornem o governo mais  transparente, e criem mecanismos para que a sociedade controle as a&ccedil;&otilde;es  governamentais.<\/p>\n<p><strong>Tipos de inclus&atilde;o<\/strong><br \/>\nAs  ouvidorias criam canais permanentemente abertos, que s&atilde;o usados pelos  cidad&atilde;os a qualquer momento, e a&iacute; o espa&ccedil;o de inclus&atilde;o se d&aacute; de forma  mais individualizada, ao contr&aacute;rio das outras formas, que s&atilde;o, por  defini&ccedil;&atilde;o, coletivizadas. Os conselhos setoriais, que n&atilde;o acontecem  rotineiramente, apresentam regularidade e frequ&ecirc;ncia. As confer&ecirc;ncias,  apesar de terem periodicidade ainda mais alargadas, t&ecirc;m sido mobilizadas  de forma relevante na formata&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. No caso das  audi&ecirc;ncias, f&oacute;runs, comit&ecirc;s e reuni&otilde;es com grupos de interesse s&atilde;o  mecanismos mais urgentes e usados para projetos espec&iacute;ficos.<\/p>\n<p>&ldquo;Esses  instrumentos existem na Constitui&ccedil;&atilde;o, mas est&atilde;o sendo usados? O estudo  permite perceber que sim, e essa ativa&ccedil;&atilde;o tem sido crescente&rdquo;, avaliou  Pires. Em 2010, 92,1% dos programas contavam com esses programas de  rela&ccedil;&atilde;o com a sociedade, o que, em 2002 o total era de 60,4%. &ldquo;V&aacute;rios  &oacute;rg&atilde;os que n&atilde;o possu&iacute;am programas de intera&ccedil;&atilde;o, passam a pratic&aacute;-los,  principalmente devido a iniciativas surgidas nos poderes Legislativo e  Judici&aacute;rio&rdquo;, completou.<\/p>\n<p><strong>Institucionaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><br \/>\nDe  acordo com Roberto Pires, conselhos setoriais, audi&ecirc;ncias e consultas  p&uacute;blicas v&ecirc;m se tornando os principais mecanismos de intera&ccedil;&atilde;o do  governo com a sociedade no desempenho de seus programas. Ou seja, tem  crescido o grau de institucionaliza&ccedil;&atilde;o dessas intera&ccedil;&otilde;es, e reduzindo  muito mecanismos mais informais.<\/p>\n<p><strong>Tipos de interface e natureza das pol&iacute;ticas<br \/>\n<\/strong>Na  &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o social est&atilde;o os mecanismos que mais  mobilizam conjuntos de interfaces com a sociedade, nas suas mais  variadas formas. Al&eacute;m disso, eles se distinguem por mobilizar as formas  mais p&uacute;blicas e coletivizadas, como conselhos e confer&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Quando  a tem&aacute;tica &eacute; infraestrutura, nota-se a clara associa&ccedil;&atilde;o com outros  instrumentos, ou mais individualizantes ou epis&oacute;dicos, que n&atilde;o t&ecirc;m  const&acirc;ncia, e ainda as ouvidorias. J&aacute; quando os programas tratam de  desenvolvimento econ&ocirc;mico, h&aacute; baixa mobiliza&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de  interface, &ldquo;por serem programas menos porosos&rdquo;, segundo Pires.<\/p>\n<p><strong>Efeitos<br \/>\n<\/strong>Sistematizando  1.370 respostas solicitadas a gerentes de programas, foi constatado que  eles consideram que a intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes para gerar  transpar&ecirc;ncia, adquirir informa&ccedil;&otilde;es, rever rumos de a&ccedil;&otilde;es e metodologias  e promover corre&ccedil;&otilde;es nos programas, al&eacute;m disso, eles reconhecem o papel  de fiscaliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e controle de andamentos.<\/p>\n<p>Para os  projetos de prote&ccedil;&atilde;o social, o quesito mais valorizado &eacute; da  transpar&ecirc;ncia; nas &aacute;reas de infraestrutura e desenvolvimento econ&ocirc;mico,  passa a ser o de aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e de corre&ccedil;&atilde;o de metodologias.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2002, 11,5% dos programas sociais do Estado eram feitos em intera\u00e7\u00e3o com a sociedade. 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