{"id":41900,"date":"2010-04-24T00:00:00","date_gmt":"2010-04-24T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/54-dos-medicos-do-parana-estao-em-curitiba\/"},"modified":"2010-04-24T00:00:00","modified_gmt":"2010-04-24T03:00:00","slug":"54-dos-medicos-do-parana-estao-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/54-dos-medicos-do-parana-estao-em-curitiba\/","title":{"rendered":"54% dos m\u00e9dicos do Paran\u00e1 est\u00e3o em Curitiba"},"content":{"rendered":"<p>Boa mat&eacute;ria da rep&oacute;rter Cec&iacute;lia Valenza, na&nbsp;edi&ccedil;&atilde;o deste s&aacute;bado (24) na Gazeta do Povo, e que diz respeito ao desafio que enfrentamos no interior do Paran&aacute;:&nbsp;a falta de m&eacute;dicos. Cec&iacute;lia nos conta que&nbsp;a cada ano,&nbsp;800 novos m&eacute;dicos se formam nas nove faculdades de Medicina do Paran&aacute; e que a sua maioria prefere trabalhar em Curitiba.&quot;O estado tem hoje 16.894 m&eacute;dicos. Desses, 8.661 est&atilde;o em Curitiba. De acordo com o levantamento do Conselho Federal de Medicina, 46% dos profissionais do estado est&atilde;o fora da capital. E a maior parte deles acaba concentrada nas cidades grandes do interior. Londrina, por exemplo, tem 1,7 mil m&eacute;dicos; Maring&aacute;, 1.093; e Cascavel, 598. Dos 399 munic&iacute;pios do estado, 68 contam com apenas um m&eacute;dico residente&quot;.<\/p>\n<p>Segundo a reportagem, essa n&atilde;o &eacute; uma realidade somente do Paran&aacute;, &eacute; brasileira. &quot;O&nbsp;n&uacute;mero de m&eacute;dicos no Brasil vem crescendo mais do que a popula&ccedil;&atilde;o e seria suficiente para dar um bom atendimento a todos, n&atilde;o fosse por um detalhe: a concentra&ccedil;&atilde;o de profissionais nas &aacute;&shy;reas mais ricas do pa&iacute;s faz com que sobrem m&eacute;dicos em algumas cidades e faltem em outras&quot;, escreve Cec&iacute;lia. Leia a seguir a &iacute;ntegra da mat&eacute;ria &agrave; respeito.<\/p>\n<p>\n<strong>Faltam m&eacute;dicos no interior do pa&iacute;s<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO&nbsp;n&uacute;mero de m&eacute;dicos no Brasil vem crescendo mais do que a popula&ccedil;&atilde;o e seria suficiente para dar um bom atendimento a todos, n&atilde;o fosse por um detalhe: a concentra&ccedil;&atilde;o de profissionais nas &aacute;&shy;reas mais ricas do pa&iacute;s faz com que sobrem m&eacute;dicos em algumas cidades e faltem em outras.<\/p>\n<p>Em 2000, havia no pa&iacute;s 260.216 m&eacute;dicos, e em 2009 esse n&uacute;mero aumentou para 330.825, um crescimento de 27%. Nesse mesmo intervalo de tempo, a popula&ccedil;&atilde;o cresceu aproximadamente 12% &ndash; de 171.279.882 para 191.480.630, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta&shy;t&iacute;stica (IBGE). Com isso, a propor&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos no pa&iacute;s melhorou. Enquanto em 2000 havia um m&eacute;dico para cada grupo de 658 habitantes, em 2009 a situa&ccedil;&atilde;o passou a ser de um m&eacute;dico para 578 pessoas, segundo n&uacute;meros divulgados pelo Con&shy;selho Federal de Medicina.<\/p>\n<p>A maior parte dos m&eacute;dicos est&aacute; na regi&atilde;o Sudeste do pa&iacute;s, que concentra 42% da popula&ccedil;&atilde;o e 55% dos m&eacute;dicos. S&atilde;o 439 habitantes por profissional. Somente em S&atilde;o Paulo est&atilde;o 30% dos m&eacute;dicos brasileiros &ndash; o estado abriga 21% da popula&ccedil;&atilde;o. J&aacute; na regi&atilde;o Nordeste h&aacute; um m&eacute;dico para cada 968 habitantes; e no Norte essa propor&ccedil;&atilde;o chega a um profissional para cada grupo de 1.130 pessoas.<\/p>\n<p>A distribui&ccedil;&atilde;o entre capital e interior tamb&eacute;m &eacute; desigual nos estados. Sergipe tem 92% dos m&eacute;dicos na capital. Em Roraima, s&atilde;o 10.306 habitantes por m&eacute;dico em cidades do interior. H&aacute; apenas 15 profissionais domiciliados fora da capital.<\/p>\n<p>O resultado de tudo isso &eacute; que, enquanto algumas cidades apresentam &iacute;ndices similares aos dos melhores pa&iacute;ses europeus, outras localidades podem ser comparadas a pa&iacute;ses pobres africanos. Curitiba, por exemplo, tem um m&eacute;dico para 227 habitantes, m&eacute;dia similar &agrave; de pa&iacute;ses como Alemanha, B&eacute;lgica e Su&iacute;&ccedil;a, que possuem um m&eacute;dico em atividade para cada grupo de 285, 248 e 259 habitantes respectivamente. No entanto, no interior do Amazonas h&aacute; apenas um m&eacute;dico para cada grupo de 8.944 habitantes. N&uacute;mero compar&aacute;vel ao de pa&iacute;ses como Guin&eacute;-Bissau (8.333) ou Angola (12.600).<\/p>\n<p>Para o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d&rsquo;Avila, &eacute; evidente que n&atilde;o faltam m&eacute;dicos no pa&iacute;s. &ldquo;O que falta &eacute; uma pol&iacute;tica capaz de fixar os m&eacute;dicos no interior. Para isso defendemos a cria&ccedil;&atilde;o de uma carreira de Estado, com a implanta&ccedil;&atilde;o de planos de cargos, carreiras e vencimentos. Algo semelhante ao que acontece no Judici&aacute;rio. O m&eacute;dico, no in&iacute;cio de carreira, seria enviado ao interior. E, depois, teria a oportunidade de ir para as grandes cidades&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Para o 1.&ordm; secret&aacute;rio do CFM e respons&aacute;vel pelo levantamento, Desir&eacute; Carlos Callegari, as medidas adotadas pelo governo para tentar promover a interioriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram efetivas. &ldquo;O governo tentou aumentar o n&uacute;mero de m&eacute;dicos no interior do Nordeste oferecendo bolsas de resid&ecirc;ncia. Mas isso n&atilde;o resolve, porque depois que acabam a resid&ecirc;ncia esses m&eacute;dicos voltam aos grandes centros&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de um plano de carreira, as lideran&ccedil;as m&eacute;dicas defendem a necessidade de maior investimento em estrutura e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. &ldquo;A presen&ccedil;a de uma equipe e de recursos para exames e tratamentos &agrave;s vezes &eacute; mais importantea para atrair o m&eacute;dico do que apenas o sal&aacute;rio. Caso contr&aacute;rio, um m&eacute;dico em in&iacute;cio de carreira acaba preferindo ficar na capital fazendo plant&atilde;o&rdquo;, diz Gerson Zafalon Martins, 2.&ordm; secret&aacute;rio do Conselho Federal de Medicina. Hoje, o sal&aacute;rio m&eacute;dio inicial da categoria gira em torno de R$ 2,5 mil.<\/p>\n<p>O Brasil &eacute; hoje o segundo pa&iacute;s do mundo em n&uacute;mero de escolas de Medicina. Com 175 faculdades, perde apenas para a &Iacute;ndia, que tem 272. A cada ano, o Brasil forma 18 mil profissionais. Mesmo assim, o governo estuda a revalida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de diplomas para m&eacute;dicos estrangeiros. &ldquo;&Eacute; inaceit&aacute;vel que com tudo isso o governo ainda queira importar m&eacute;dicos. Se eu estudo Medicina no Brasil, n&atilde;o posso ir para outro pa&iacute;s e trabalhar como m&eacute;dico. Tenho de fazer uma prova, passar por um processo de valida&ccedil;&atilde;o do diploma. Por que, ent&atilde;o, um m&eacute;dico que estudou fora poderia vir para c&aacute; e trabalhar sem passar por nenhuma avalia&ccedil;&atilde;o? Sem falar que muitas vezes s&atilde;o m&eacute;dicos de forma&ccedil;&atilde;o duvidosa, que n&atilde;o conhecem as caracter&iacute;sticas do nosso sistema de sa&uacute;de nem a realidade epidemiol&oacute;gica do Brasil. Ou ainda n&atilde;o falam nossa l&iacute;ngua&rdquo;, afirma d&rsquo;&Aacute;vila.<\/p>\n<p><strong>54% dos m&eacute;dicos do PR est&atilde;o em Curitiba<\/strong><\/p>\n<p>A cada ano, cerca de 800 novos m&eacute;dicos se formam nas nove faculdades de Medicina do Paran&aacute;. O estado tem hoje 16.894 m&eacute;dicos. Desses, 8.661 est&atilde;o em Curitiba. De acordo com o levantamento do Conselho Federal de Medicina, 46% dos profissionais do estado est&atilde;o fora da capital. E a maior parte deles acaba concentrada nas cidades grandes do interior. Londrina, por exemplo, tem 1,7 mil m&eacute;dicos; Maring&aacute;, 1.093; e Cascavel, 598. Dos 399 munic&iacute;pios do estado, 68 contam com apenas um m&eacute;dico residente.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica do Paran&aacute;, Jos&eacute; Fernando Macedo, um dos motivos pelos quais os m&eacute;dicos resistem em ir para o interior &eacute; a falta de especializa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Apenas 38% dos m&eacute;dicos que se formam fazem resid&ecirc;ncia. Faltam vagas e s&oacute; com o que aprende na gradua&ccedil;&atilde;o o m&eacute;dico n&atilde;o se sente seguro. Despreparado e inexperiente, ele acaba pedindo exames desnecess&aacute;rios. Est&aacute; mais sujeito a cometer erros e o atendimento fica comprometido&rdquo;, comenta.<\/p>\n<p>Na opini&atilde;o do presidente do Conselho Regional de Medicina do Paran&aacute;, Miguel Hanna Sobrinho, os m&eacute;dicos n&atilde;o v&atilde;o para o interior porque n&atilde;o querem ser responsabilizados pela falta de recursos. &ldquo;Um m&eacute;dico n&atilde;o quer ser responsabilizado se alguma coisa acontece, se falta rem&eacute;dio ou estrutura para um exame. A culpa n&atilde;o &eacute; dele, mas ele acaba sendo cobrado por isso&rdquo;, afirma.<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><a href=\"http:\/\/www.gazetadopovo.com.br\"><strong>www.gazetadopovo.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa mat\u00e9ria da rep\u00f3rter Cec\u00edlia Valenza, na edi\u00e7\u00e3o deste s\u00e1bado (24) na Gazeta do Povo, e que diz respeito ao desafio que enfrentamos no interior do Paran\u00e1: a falta de m\u00e9dicos. Cec\u00edlia nos conta que a cada ano, 800 novos m\u00e9dicos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":41899,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3],"class_list":["post-41900","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-medicos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41900","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41900\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}