{"id":41878,"date":"2010-04-25T00:00:00","date_gmt":"2010-04-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/cruzeiro-do-oeste-faz-com-que-parana-suba-posicoes-na-producao-de-laranjas-do-pais\/"},"modified":"2010-04-25T00:00:00","modified_gmt":"2010-04-25T03:00:00","slug":"cruzeiro-do-oeste-faz-com-que-parana-suba-posicoes-na-producao-de-laranjas-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/cruzeiro-do-oeste-faz-com-que-parana-suba-posicoes-na-producao-de-laranjas-do-pais\/","title":{"rendered":"Cruzeiro do Oeste faz com que Paran\u00e1 suba posi\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de laranjas do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Uma &oacute;tima mat&eacute;ria da rep&oacute;rter&nbsp;Erika Zanon, publicada no caderno Folha Rural da Folha de Londrina neste s&aacute;bado (24). Trata-se dos novos investimentos em &aacute;reas de cultivo e mais ind&uacute;strias &ndash; nas regi&otilde;es noroeste e norte &ndash; na produ&ccedil;&atilde;o de laranjas. Em Cruzeiro do Oeste, s&atilde;o mais&nbsp;4 milh&otilde;es de &aacute;rvores da fruta. Fico muito orgulhoso por participar desse processo, pelo Valtinho, um parceiro e grande produtor de laranja, e por Cruzeiro do Oeste, que&nbsp;&eacute;&nbsp;mais uma vez refer&ecirc;ncia nacional em projetos inovadores, geradores de emprego e renda na regi&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;Dentro de 30 dias ser&atilde;o colhidos os primeiros frutos dos p&eacute;s de laranja plantados na Fazenda Urup&ecirc;s, em Cruzeiro do Oeste. O pomar, que come&ccedil;ou a ser cultivado h&aacute; apenas dois anos, conta atualmente com 400 mil &aacute;rvores e representa o in&iacute;cio do projeto &#8216;Laranja, uma vis&atilde;o de futuro&#8217; &#8211; da Citrospar Agroindustrial S\/A &#8211; cujo objetivo &eacute; transformar a regi&atilde;o oeste do Paran&aacute; em um dos principais polos produtores da fruta no Estado&quot;, escreve Erika. <\/p>\n<p>Leia a seguir, a sequ&ecirc;ncia da mat&eacute;ria<\/p>\n<p>O projeto tamb&eacute;m visa &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de uma ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o da fruta dentro de cinco anos. Para isso, entretanto, al&eacute;m do laranjal da Fazenda Urup&ecirc;s e de outros 100 mil p&eacute;s distribu&iacute;dos em &aacute;reas de cerca de 20 produtores da regi&atilde;o, outros 3,5 milh&otilde;es de &aacute;rvores da fruta dever&atilde;o ser instaladas neste per&iacute;odo. &#8216;&Eacute; um projeto ousado. Mas estamos trabalhando forte, pois &eacute; uma ideia que vai melhorar a economia da regi&atilde;o, gerar emprego e renda a muitas fam&iacute;lias&#8217;, afirma Valter Pereira da Rocha, presidente da Citrospar, empresa formada por nove s&oacute;cios.<\/p>\n<p>Segundo ele, uma segunda fazenda j&aacute; foi arrendada pela Citrospar e receber&aacute; em breve cerca de 250 mil p&eacute;s de laranja. Com mais essa aquisi&ccedil;&atilde;o, os investimentos no projeto j&aacute; somam R$ 11 milh&otilde;es. A empresa tamb&eacute;m tem feito um trabalho de atra&ccedil;&atilde;o de produtores, para alcan&ccedil;ar o n&uacute;mero de p&eacute;s necess&aacute;rios para atender a demanda que uma ind&uacute;stria necessita, de cerca de 4 milh&otilde;es de &aacute;rvores. Rocha acredita que perto de 10% do volume que ser&aacute; utilizado pela ind&uacute;stria vir&aacute; de produtores parceiros.<\/p>\n<p>O projeto de produ&ccedil;&atilde;o e industrializa&ccedil;&atilde;o de laranja da Citrospar n&atilde;o caminha sozinho no segmento de citricultura do Estado. Pelo contr&aacute;rio, faz parte de uma onda, de matizes alaranjados, que vem dando o tom da fruticultura do Paran&aacute; e tem potencial suficiente para crescer, florescer, se fortalecer e ganhar mercados. Principalmente aqueles atendidos atualmente pelas principais regi&otilde;es produtoras de suco concentrado do mundo, os Estados de S&atilde;o Paulo e da Fl&oacute;rida, nos Estados Unidos, as quais t&ecirc;m passado por diversos problemas, entre eles a incid&ecirc;ncia de pragas e doen&ccedil;as, como o greening.<\/p>\n<p>Al&eacute;m dos pomares e de tr&ecirc;s ind&uacute;strias transformadoras da fruta j&aacute; existentes no Paran&aacute; &#8211; sendo duas vinculadas ao sistema cooperativista &#8211; ainda h&aacute; o projeto da Cooperativa Integrada, cuja ind&uacute;stria de citrus dever&aacute; ser inaugurada em 2012 em Ura&iacute;. Atualmente, o Paran&aacute; &eacute; quinto produtor da fruta no Pa&iacute;s, com pouco mais de 20 mil hectares plantados e produz cerca de 550 mil toneladas. No estado de S&atilde;o Paulo, principal produtor de laranja do mundo e o maior exportador de suco concentrado, o pomar dessa fruta ocupa 599 mil hectares, cuja produ&ccedil;&atilde;o soma 14 milh&otilde;es de toneladas. Os dados s&atilde;o do Departamento de Economia Rural (Deral), &oacute;rg&atilde;o ligado &agrave; Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab).<\/p>\n<p><strong>Potencia<\/strong>l<\/p>\n<p>Tecnicamente, ou naturalmente, o Paran&aacute; tem como aliados clima e solo. &#8216;Principalmente o norte do Estado &#8211; de leste a oeste &#8211; e a faixa que desce o noroeste e segue at&eacute; Foz do Igua&ccedil;u t&ecirc;m um clima ideal para a produ&ccedil;&atilde;o da fruta destinada &agrave; ind&uacute;stria&#8217;, afirma Eduardo Fermino Carlos, pesquisador da &aacute;rea de melhoramento gen&eacute;tico de citrus, do Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute; (Iapar).<\/p>\n<p>E conta tamb&eacute;m com um arsenal de profissionalismo vindo diretamente do campo. &#8216;Nosso produtor cuida devidamente da sua lavoura. Tem um olhar profissional e n&atilde;o amador para a atividade&#8217;, acrescenta Paulo Andrade, engenheiro agr&ocirc;nomo do Deral. Esse cuidado, segundo ele, se deve especialmente ao fato de que o Paran&aacute; ficou proibido de produzir laranja na d&eacute;cada de 1970 e in&iacute;cio de 1980 por conta da incid&ecirc;ncia do cancro c&iacute;trico. S&oacute; depois, mediante a iniciativa de alguns empres&aacute;rios a cultura foi retomada no final de 1980.<\/p>\n<p>&#8216;Por isso nosso produtor &eacute; mais atento e cuida do pomar desde o in&iacute;cio, para n&atilde;o deixar que uma doen&ccedil;a atrapalhe a atividade novamente. J&aacute; fomos penalizados pelo cancro na d&eacute;cada de 1970&#8217;, ressalta o engenheiro. No Paran&aacute;, acrescenta Andrade, h&aacute; uma atua&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica bastante forte no campo, os produtores t&ecirc;m assist&ecirc;ncia direta de agr&ocirc;nomos e por conta disso t&ecirc;m conseguido controlar algumas doen&ccedil;as.<\/p>\n<p>&#8216;H&aacute; um respaldo t&eacute;cnico, principalmente no greening, e tamb&eacute;m no cancro c&iacute;trico, no qual o Iapar &eacute; refer&ecirc;ncia em pesquisas&#8217;, comenta o engenheiro, destacando que o Estado tem potencial para se destacar no segmento porque conta com terra favor&aacute;vel, produtor consciente e t&eacute;cnica dispon&iacute;vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Erika Zanon<br \/>\nReportagem Local <\/strong><\/p>\n<p>\nClima e solo favorecem a produ&ccedil;&atilde;o&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO Estado tem potencial para produzir laranja, pois conta com clima e solo favor&aacute;veis. &#8216;T&ecirc;m semelhan&ccedil;a com o de S&atilde;o Paulo em algumas regi&otilde;es. Possui amplitude t&eacute;rmica favor&aacute;vel tanto para atender a ind&uacute;stria como para produzir frutas de mesa&#8217;, diz Eduardo Fermino Carlos, do Iapar. O pesquisador compara que em estados como Sergipe e Goi&aacute;s &#8211; os quais t&ecirc;m &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o da fruta um pouco maior que o Paran&aacute; &#8211; o cultivo est&aacute; mais voltado para o mercado regional. Essas regi&otilde;es s&atilde;o mais quentes, o que faz com que a acidez da fruta caia mais rapidamente, dificultando a produ&ccedil;&atilde;o de sucos processados.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de quest&otilde;es naturais, o Paran&aacute; tem a vantagem de contar, na maior parte, com um sistema de produ&ccedil;&atilde;o verticalizado nas cooperativas e em outras companhias. &#8216;O produtor &eacute; dono da ind&uacute;stria&#8217;, observa. Ou seja, quer que o neg&oacute;cio caminhe para frente como um todo. &#8216;Em S&atilde;o Paulo existe guerra entre produtor e ind&uacute;stria. Eles n&atilde;o se d&atilde;o conta de que fazem parte da mesma equipe e precisam atuar juntos&#8217;.<\/p>\n<p>Como nem tudo s&atilde;o flores, al&eacute;m de vencer doen&ccedil;as e dificuldades atuais de pre&ccedil;os baixos, produtores de laranja do Estado precisar&atilde;o encarar tamb&eacute;m a falta de infraestrutura, como estradas ruins e portos deficientes para a atividade. Alguns desafios gerais tamb&eacute;m precisam ser avaliados, entre eles o pre&ccedil;o de varejo do suco no mercado internacional. Em alguns pa&iacute;ses, conforme Carlos, quando o pre&ccedil;o do suco da laranja sobe muito, o consumidor l&aacute; fora acaba optando por outras ofertas, como suco de ma&ccedil;&atilde;, afetando a cadeia produtiva da laranja. &#8216;De qualquer forma existe um mercado estabelecido para o suco de laranja, pois &eacute; um produto com sin&ocirc;nimo de sa&uacute;de e que o mundo reconhece como produto de qualidade&#8217;, frisa.<\/p>\n<p><strong>Pesquisas<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao programa de melhoramento gen&eacute;tico da laranja, Carlos lembra que o Iapar foi o pioneiro na produ&ccedil;&atilde;o de plantas transg&ecirc;nicas de citros no Brasil, no final da d&eacute;cada de 1990, por conta do trabalho do pesquisador Luiz Vieira e equipe. O trabalho ganhou notoriedade internacional por conseguir reproduzir plantas fisiologicamente maduras.<\/p>\n<p>O Iapar tamb&eacute;m importou e disponibilizou outras variedades, como a iapar 73, a partir de materiais de S&atilde;o Paulo, e a navelina, shamouti e outras, da regi&atilde;o do Mediterr&acirc;neo, sob a responsabilidade dos pesquisadores Rui Leite e Zuleide Hissano. No momento, pesquisadores do Laborat&oacute;rio de Biotecnologia do instituto t&ecirc;m trabalhado no desenvolvimento de novas cultivares convencionais e geneticamente modificadas mais resistentes, principalmente a doen&ccedil;as e &agrave; seca.<\/p>\n<p>Ainda sobre a import&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o da fruta no Estado, o pesquisador destaca que Londrina foi a cidade escolhida para sediar o 13&ordm; Congresso Internacional de Citricultura, que acontecer&aacute; em 2016. O evento ocorre a cada quatro anos. Em 2008 foi realizado na China e em 2012 ser&aacute; na Espanha. <strong>(E.Z.)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma \u00f3tima mat\u00e9ria da rep\u00f3rter Erika Zanon, publicada no caderno Folha Rural da Folha de Londrina neste s\u00e1bado (24). Trata-se dos novos investimentos em \u00e1reas de cultivo e mais ind\u00fastrias \u2013 nas regi\u00f5es noroeste e norte \u2013 na produ\u00e7\u00e3o de laranjas. Em Cruzeiro do Oeste, s\u00e3o mais 4 milh\u00f5es de \u00e1rvores da fruta. 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