{"id":40893,"date":"2010-06-18T00:00:00","date_gmt":"2010-06-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/fruticultura-e-alternativa-de-renda-para-a-regiao-noroeste\/"},"modified":"2010-06-18T00:00:00","modified_gmt":"2010-06-18T03:00:00","slug":"fruticultura-e-alternativa-de-renda-para-a-regiao-noroeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/fruticultura-e-alternativa-de-renda-para-a-regiao-noroeste\/","title":{"rendered":"Fruticultura \u00e9 alternativa de renda para a regi\u00e3o Noroeste"},"content":{"rendered":"<p>Com o decl&iacute;nio da cultura cafeeira e baixa remunera&ccedil;&atilde;o do bovino, a fruticultura se consolida como alternativa de diversifica&ccedil;&atilde;o e de renda. Esse processo est&aacute; em curso, como confirmam os n&uacute;meros relativos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de abacaxi e de uva, por exemplo. Agora, a Emater trabalha para incentivar a cultura da banana. A regi&atilde;o de Paranava&iacute;, considerando os 29 munic&iacute;pios da Amunpar (Associa&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios do Noroeste Paranaense) produz 320 hectares apenas de abacaxi. Isso representa o envolvimento de pelo menos 50 pessoas. O principal centro produtor &eacute; Santa Isabel do Iva&iacute;, com 150 hectares. Para se ter ideia da import&acirc;ncia da cultura no Noroeste, em todo o Paran&aacute; s&atilde;o apenas 400 hectares.<\/p>\n<p>A remunera&ccedil;&atilde;o ao produtor &eacute; um dos pontos fortes do abacaxi. Como informa o t&eacute;cnico Ant&ocirc;nio Roberto Gon&ccedil;alves, de Santa Isabel do Iva&iacute;, respons&aacute;vel da Emater pelo programa de fruticultura, o abacaxi pode render de R$ 15 a R$ 30 mil por alqueire (cada alqueire equivale a 2,42 hectares), renda compar&aacute;vel aos gr&atilde;os e muito superior ao bovino, por exemplo.<\/p>\n<p>H&aacute; mercado para o abacaxi. Atualmente o Estado importa mais de 90% da necessidade da fruta para consumo &ldquo;in natura&rdquo; e praticamente 100% do produto que abastece a ind&uacute;stria. O custo de implanta&ccedil;&atilde;o da lavoura &eacute; um dos itens que limita a sua expans&atilde;o. Gon&ccedil;alves informa que o investimento inicial &eacute; de cerca de R$ 35 mil por alqueire.<\/p>\n<p>A uva &eacute; outra fruta que tem potencial para crescer na regi&atilde;o e um mercado que necessita cada vez mais de produ&ccedil;&atilde;o. Alto Paran&aacute; se destaca nessa lavoura, cultivando cerca de 40 hectares. A uva &eacute; resistente &agrave; seca e isso &eacute; um diferencial competitivo. A produ&ccedil;&atilde;o de maracuj&aacute; pode ser interessante, complementa. Ele informa que h&aacute; um grupo produtor em Ita&uacute;na do Sul.<\/p>\n<p>A alternativa da banana &#8211; A regi&atilde;o aposta agora no desenvolvimento da cultura da banana como alternativa de diversifica&ccedil;&atilde;o e lucratividade para o produtor rural. O engenheiro agr&ocirc;nomo Jos&eacute; Odair Mazia &eacute; o implementador de fruticultura da Emater para a Macrorregi&atilde;o Noroeste do Paran&aacute;. Ele confirma que h&aacute; lavouras isoladas, em pequena escala.<\/p>\n<p>O objetivo &eacute; cultivar cerca de 10 alqueires, o que proporciona condi&ccedil;&otilde;es iniciais de distribui&ccedil;&atilde;o, sobretudo, transporte e mercado. O desafio, portanto, &eacute; garantir o fornecimento de cargas fechadas, toda semana, condi&ccedil;&otilde;es para se fixar no mercado.<\/p>\n<p>Para tal, a Emater quer formar um grupo de produtores e, com isso, dar in&iacute;cio a um processo que deve se desenvolver em outras etapas. Como lembra o agr&ocirc;nomo, as pr&oacute;ximas etapas de crescimento acontecem naturalmente, at&eacute; por conta do tamanho do mercado. &ldquo;Toda a fam&iacute;lia, da crian&ccedil;a ao idoso, consome banana&rdquo;, fala, lembrando que se trata da maior fonte de pot&aacute;ssio.<\/p>\n<p>A banana pode ser uma alternativa de diversifica&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de atividade principal do produtor. A remunera&ccedil;&atilde;o &eacute; inferior a do abacaxi, por exemplo, mas competitiva em rela&ccedil;&atilde;o a outras alternativas regionais. Tamb&eacute;m o diferencial competitivo &eacute; o baixo custo de implanta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para formar um alqueire, por exemplo, o produtor investe cerca de R$ 1 mil nas matrizes, sem contar preparo de solo. A pouca m&atilde;o-de-obra &eacute; outro diferencial da banana. Apenas duas pessoas conseguem fazer o manejo de cinco hectares com banana.<\/p>\n<p>O objetivo da Emater a m&eacute;dio prazo, confirma Mazia, &eacute; formar pelo menos um m&oacute;dulo (dez hectares cada) em cada um dos subgrupos dentro da regi&atilde;o. S&atilde;o cinco divis&otilde;es na &aacute;rea da Amunpar. Para tal, a Emater oferece assessoria ao produtor rural.<\/p>\n<p>A exemplo do que acontece com o abacaxi e com o maracuj&aacute;, tamb&eacute;m o produtor que deseja cultivar bananas pode ter o apoio da Emater. Basta procurar uma unidade na regi&atilde;o. A assessoria &eacute; gratuita e inclui o estudo de viabilidade, contemplando escala de produ&ccedil;&atilde;o e mercado. O treinamento relativo &agrave; cultura tamb&eacute;m &eacute; oferecido gratuitamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o decl\u00ednio da cultura cafeeira e baixa remunera\u00e7\u00e3o do bovino, a fruticultura se consolida como alternativa de diversifica\u00e7\u00e3o e de renda. Esse processo est\u00e1 em curso, como confirmam os n\u00fameros relativos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de abacaxi e de uva, por exemplo. <\/p>\n<p>Agora, a Emater trabalha para incentivar a cultura da banana. A regi\u00e3o de Paranava\u00ed, considerando os 29 munic\u00edpios da Amunpar (Associa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios do Noroeste Paranaense) produz 320 hectares apenas de abacaxi. Isso representa o envolvimento de pelo menos 50 pessoas. O principal centro produtor \u00e9 Santa Isabel do Iva\u00ed, com 150 hectares. Para se ter ideia da import\u00e2ncia da cultura no Noroeste, em todo o Paran\u00e1 s\u00e3o apenas 400 hectares.<\/p>\n<p>do www.caminhosdonoroeste.com.br<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40892,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[135],"class_list":["post-40893","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-noroeste"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40893","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40893"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40893\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}