{"id":40867,"date":"2010-06-19T00:00:00","date_gmt":"2010-06-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/o-desenvolvimento-exige-mao-de-obra-qualificada\/"},"modified":"2010-06-19T00:00:00","modified_gmt":"2010-06-19T03:00:00","slug":"o-desenvolvimento-exige-mao-de-obra-qualificada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/o-desenvolvimento-exige-mao-de-obra-qualificada\/","title":{"rendered":"O desenvolvimento exige m\u00e3o-de-obra qualificada"},"content":{"rendered":"<p><strong>O desenvolvimento exige m&atilde;o-de-obra qualificada<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil encontra-se em claro e inquestion&aacute;vel processo de desenvolvimento econ&ocirc;mico. O crescimento &eacute; constante desde 2003, mas atingiu agora um ritmo acelerado. As previs&otilde;es falam num incremento do Produto Interno Bruto-PIB de mais de 8% em 2010. O jornal &ldquo;O Globo&rdquo; fala no risco de superaquecimento da economia, um &ldquo;problema&rdquo; que o Brasil n&atilde;o enfrentava h&aacute; d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>O desenvolvimento &eacute; um fato e somos felizes por viver num momento como este. H&aacute; obst&aacute;culos, por&eacute;m. Um deles, e o mais frequentemente apontado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e pelos analistas econ&ocirc;micos, &eacute; o da condi&ccedil;&atilde;o insuficiente e prec&aacute;ria da nossa infraestrutura.<\/p>\n<p>De fato, este costuma ser um gargalo que freia o desenvolvimento econ&ocirc;mico. A falta ou as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de estradas, portos, aeroportos, usinas hidrel&eacute;tricas, ferrovias, hidrovias e redes de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os essenciais b&aacute;sicos pode impedir ou retardar consideravelmente o crescimento.<\/p>\n<p>Felizmente, uma parte consider&aacute;vel dos recursos federais que aumentaram nos &uacute;ltimos anos devido ao crescimento do PIB, vem sendo investidos na melhoria e amplia&ccedil;&atilde;o da nossa infraestrutura, e esses investimentos tendem a ser cada vez maiores.<\/p>\n<p>O outro obst&aacute;culo, ao qual tende-se a se dar menos aten&ccedil;&atilde;o, &eacute; o da falta de m&atilde;o-de-obra qualificada, nos mais diferentes setores da economia. Este &eacute; um problema sentido na maior parte dos pa&iacute;ses. Contraditoriamente, por&eacute;m, ele &eacute; mais grave nos pa&iacute;ses que mais crescem.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a crise econ&ocirc;mico-financeira pela qual o mundo passou a partir de final de 2008 (e que ainda n&atilde;o terminou completamente) atenuou o problema da falta de m&atilde;o-de-obra qualificada nos pa&iacute;ses mais atingidos (como EUA e as na&ccedil;&otilde;es da Europa). No Brasil e em outros pa&iacute;ses menos afetados, no entanto, o problema se agravou.<\/p>\n<p>Segundo a empresa de consultoria internacional de recursos humanos &#8211; a Manpower -, quase dois ter&ccedil;os dos empregadores brasileiros t&ecirc;m dificuldades de encontrar trabalhadores qualificados para preencher cargos dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p>O IPEA (Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada) prev&ecirc; escassez de m&atilde;o-de-obra qualificada em quatro setores da economia neste ano: com&eacute;rcio e repara&ccedil;&atilde;o (menos 187.580 trabalhadores), educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e servi&ccedil;os sociais (-50.086), alojamento e alimenta&ccedil;&atilde;o (-45.191) e constru&ccedil;&atilde;o (-38.403).<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m aqui, &eacute; um problema que h&aacute; muito o Brasil n&atilde;o conhecia. Ou, nas palavras do presidente do Ipea, M&aacute;rcio Pochmann, &ldquo;&eacute; um problema bom&rdquo;. Significa, contudo, que o Brasil deve assumir como prioridade a tarefa de formar e qualificar profissionais para poder continuar crescendo. N&atilde;o basta infraestrutura, cr&eacute;dito e energia, precisamos tamb&eacute;m de c&eacute;rebros, forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e acad&ecirc;mica e desenvolvimento tecnol&oacute;gico e cient&iacute;fico.<\/p>\n<p>Chegamos a uma situa&ccedil;&atilde;o na qual o desemprego est&aacute; sendo combatido com sucesso e os sal&aacute;rios est&atilde;o tendo ganho real. Isto &eacute; &oacute;timo, desde que tamb&eacute;m consigamos formar profissionais para preencher os postos de trabalho ofertados por uma economia em pleno crescimento.<\/p>\n<p>O governo brasileiro est&aacute; atento a este desafio. Obviamente, a quest&atilde;o come&ccedil;a na educa&ccedil;&atilde;o, em todos os n&iacute;veis, e neste sentido o Brasil avan&ccedil;ou consideravelmente nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>O presidente Lula ressalta com raz&atilde;o a import&acirc;ncia dos investimentos em educa&ccedil;&atilde;o, como a expans&atilde;o das universidades federais, a cria&ccedil;&atilde;o dos Ifets (institutos federais de educa&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica) e a abertura de escolas t&eacute;cnicas, cujo n&uacute;mero deve chegar a mais de 350 entregues por este governo at&eacute; o final deste ano.<\/p>\n<p>Por outro lado, o incentivo dado pelo governo &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de empresas de alta tecnologia &eacute; not&aacute;vel. Foi inaugurada em Porto Alegre, por exemplo, a primeira f&aacute;brica de chips eletr&ocirc;nicos da Am&eacute;rica Latina, com investimentos de R$ 400 milh&otilde;es do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Com isso, cerca de 100 engenheiros que estavam no exterior por falta de coloca&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho interno puderam voltar ao Brasil.<\/p>\n<p>Durante os mais de cinco anos em que fui prefeito de Cruzeiro do Oeste, consegui adotar diversas medidas combinando educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, forma&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra e desenvolvimento econ&ocirc;mico. Investimos muito na educa&ccedil;&atilde;o em per&iacute;odo integral.<\/p>\n<p>Criamos o programa F&aacute;brica de M&atilde;o-de-Obra, que qualificou profissionais para os mais diferentes setores da economia do munic&iacute;pio. Iniciamos a constru&ccedil;&atilde;o da nova sede da Universidade Aberta do Brasil (UAB), p&oacute;lo regional de Cruzeiro do Oeste. A UAB forma principalmente profissionais na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, que atendem a toda a regi&atilde;o.<\/p>\n<p>O resultado dessas iniciativas foi incentivar os empreendimentos econ&ocirc;micos, tanto os do pr&oacute;prio munic&iacute;pio quanto as empresas de foram que l&aacute; acabaram se instalando, porque passaram a dispor de m&atilde;o-de-obra qualificada. Cruzeiro do Oeste desenvolveu-se e o pr&ecirc;mio Prefeito Empreendedor concedido pelo Sebrae foi um reconhecimento deste trabalho.<\/p>\n<p>O Brasil vai crescer de forma acelerada e consistente, porque tomou consci&ecirc;ncia de que precisa criar a principal base para este crescimento: investimentos pesados em educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o profissional, desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegamos a uma situa\u00e7\u00e3o na qual o desemprego est\u00e1 sendo combatido com sucesso e os sal\u00e1rios est\u00e3o tendo ganho real. Isto \u00e9 \u00f3timo, desde que tamb\u00e9m consigamos formar profissionais para preencher os postos de trabalho ofertados por uma economia em pleno crescimento.<\/p>\n<p>O governo brasileiro est\u00e1 atento a este desafio. Obviamente, a quest\u00e3o come\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis, e neste sentido o Brasil avan\u00e7ou consideravelmente nos \u00faltimos anos. <\/p>\n<p>Trechos do meu artigo &#8220;O desenvolvimento exige m\u00e3o-de-obra qualificada&#8221;, publicado em blogs e jornais. Leia-o a seguir na \u00ednrtegra.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40866,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[981],"class_list":["post-40867","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40867\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}