{"id":40651,"date":"2010-06-28T00:00:00","date_gmt":"2010-06-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/planos-de-saude-pecam-pela-ma-qualidade\/"},"modified":"2010-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2010-06-28T03:00:00","slug":"planos-de-saude-pecam-pela-ma-qualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/planos-de-saude-pecam-pela-ma-qualidade\/","title":{"rendered":"Planos de sa\u00fade pecam pela m\u00e1 qualidade"},"content":{"rendered":"<p>Longas esperas por atendimento m&eacute;dico. Dificuldade para agendar uma consulta. Recusa na hora de contratar exames complexos ou obter rem&eacute;dios caros. Eis algumas das principais queixas de clientes insatisfeitos com planos de sa&uacute;de aos &oacute;rg&atilde;os de defesa do consumidor. Durante o ano passado, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar (ANS) recebeu 12.728 den&uacute;ncias de infra&ccedil;&otilde;es cometidas pelas operadoras privadas. Al&eacute;m disso, pelo d&eacute;cimo ano consecutivo, as operadoras de seguro de sa&uacute;de ocuparam o topo da lista de reclama&ccedil;&otilde;es feitas ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).<\/p>\n<p>J&aacute; os procons de 24 estados brasileiros, juntos, contabilizaram 14,8 mil queixas contra as operadoras no Sistema Nacional de Informa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Consumidor (Sindec), do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Para a assistente de dire&ccedil;&atilde;o do Procon-SP, Selma do Amaral, esses n&uacute;meros s&atilde;o apenas um ind&iacute;cio da situa&ccedil;&atilde;o, que ela diz ser pior.<\/p>\n<p>&ldquo;A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; pior do que registramos. H&aacute; pesquisas que indicam que apenas 0,5% dos consumidores insatisfeitos reclama dos problemas com os planos&rdquo;, disse Selma &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil.<\/p>\n<p>A pr&oacute;pria presidente da Uni&atilde;o Nacional das Institui&ccedil;&otilde;es de Autogest&atilde;o em Sa&uacute;de (Unidas), Iolanda Ramos, admite a exist&ecirc;ncia de problemas, mas defende que n&atilde;o se pode atribu&iacute;-los ao sistema como um todo. &ldquo;O mercado de sa&uacute;de tem planos e planos. O que o consumidor tem que fazer para evitar aborrecimentos &eacute;, antes de assinar um contrato, pesquisar a rede de estabelecimentos conveniados que as empresas oferecem, o padr&atilde;o dos profissionais, os &oacute;rg&atilde;os de defesa do consumidor. &Eacute; preciso entender que n&atilde;o existem milagres e evitar comprar gato por lebre. &Oacute;bvio que um plano familiar por R$ 50\/m&ecirc;s n&atilde;o vai ter qualidade&rdquo;, afirmou a dirigente da entidade que representa 147 institui&ccedil;&otilde;es de autogest&atilde;o.<\/p>\n<p>Para o presidente do Sindicato dos M&eacute;dicos de S&atilde;o Paulo, Cid Carvalhaes, a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; essa. Apesar de reconhecer a import&acirc;ncia do sistema de sa&uacute;de suplementar, que ajuda a desafogar o atendimento nos hospitais p&uacute;blicos, Carvalhaes aponta a busca por maiores lucros como uma das causas do mau atendimento. Al&eacute;m disso, ele sugere que a ANS n&atilde;o tem cumprido a contento o papel de fiscalizar as operadoras e defende a primazia do sistema p&uacute;blico sobre o particular.<\/p>\n<p>&ldquo;A import&acirc;ncia dos planos privados &eacute; ineg&aacute;vel e ningu&eacute;m pretende que eles desapare&ccedil;am, mas &eacute; preciso que cumpram uma fun&ccedil;&atilde;o social mais relevante. As operadoras de sa&uacute;de suplementar perseguem o lucro f&aacute;cil, demonstrando enorme oportunismo e gan&acirc;ncia&quot;, afirmou Carvalhaes. &ldquo;H&aacute; v&aacute;rias operadoras cujo atendimento &eacute; p&eacute;ssimo. Falta um monte de coisas nos hospitais, ambulat&oacute;rios e prontos-socorros e toda a responsabilidade acaba recaindo sobre os m&eacute;dicos&rdquo;.<\/p>\n<p>Somados os clientes dos conv&ecirc;nios de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e odontol&oacute;gica, o n&uacute;mero de usu&aacute;rios de planos particulares ultrapassava 56 milh&otilde;es de pessoas em mar&ccedil;o deste ano. O que equivale a dizer que um em cada quatro brasileiros paga pelo acesso &agrave; sa&uacute;de que, constitucionalmente, deveria ser garantido pelo Estado.<\/p>\n<p>De acordo com dados da ANS, o n&uacute;mero de usu&aacute;rios cresceu acima dos 5% ao ano entre 2005 e 2008. Em 2009, a taxa foi de 4,9%. A distribui&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, contudo, reflete as discrep&acirc;ncias econ&ocirc;micas regionais, com quase 80% dos clientes concentrados nas regi&otilde;es Sul e Sudeste, sobretudo nos estados de S&atilde;o Paulo e do Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Longas esperas por atendimento m\u00e9dico. Dificuldade para agendar uma consulta. Recusa na hora de contratar exames complexos ou obter rem\u00e9dios caros. Eis algumas das principais queixas de clientes insatisfeitos com planos de sa\u00fade aos \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor.<\/p>\n<p> Durante o ano passado, a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) recebeu 12.728 den\u00fancias de infra\u00e7\u00f5es cometidas pelas operadoras privadas. Al\u00e9m disso, pelo d\u00e9cimo ano consecutivo, as operadoras de seguro de sa\u00fade ocuparam o topo da lista de reclama\u00e7\u00f5es feitas ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).<\/p>\n<p>J\u00e1 os procons de 24 estados brasileiros, juntos, contabilizaram 14,8 mil queixas contra as operadoras no Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00e3o de Defesa do Consumidor (Sindec), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40650,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4860],"class_list":["post-40651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-reclamacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40651\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40650"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}