{"id":39701,"date":"2010-08-14T00:00:00","date_gmt":"2010-08-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/o-campo-de-dilma-e-de-lula-artigo-do-ministro-guilherme-cassel\/"},"modified":"2010-08-14T00:00:00","modified_gmt":"2010-08-14T03:00:00","slug":"o-campo-de-dilma-e-de-lula-artigo-do-ministro-guilherme-cassel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/o-campo-de-dilma-e-de-lula-artigo-do-ministro-guilherme-cassel\/","title":{"rendered":"O campo de Dilma e de Lula, artigo do ministro Guilherme Cassel"},"content":{"rendered":"<p><strong>O campo de Dilma e de Lula<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<\/strong><em><strong>Na pesquisa Vox Populi, divulgada em 25 de julho, a vantagem de Dilma sobre Serra no meio urbano &eacute; de 4 pontos percentuais (43 X 39); no rural a vantagem &eacute; de 25 pontos (55 X 30). Na pesquisa Sensus, do per&iacute;odo 31 de julho a 2 de agosto, divulgada pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Transportes, a hist&oacute;ria se repete. A vantagem de Dilma no urbano &eacute; de 7,6 pontos (39,9 X 32,3) e no rural &eacute; de 24 pontos (51,2 X 27,2).<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>&ldquo;a hist&oacute;ria &eacute; um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente todo aquele que a negue&#8230;&rdquo;. (Chico Buarque e Pablo Milan&ecirc;s)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Guilherme Cassel<\/strong><\/p>\n<p>Mais: nesta mesma pesquisa o Governo Lula tem 79,3% de aprova&ccedil;&atilde;o no meio urbano e 87% no rural. O &iacute;ndice de desaprova&ccedil;&atilde;o ao governo no urbano &eacute; de 15,1%, enquanto no rural &eacute; de 10%.<\/p>\n<p>Ou seja, estamos muito bem no meio rural, aquele mesmo que historicamente sempre nos pareceu refrat&aacute;rio &agrave;s propostas da esquerda e que sempre foi visto, com raz&atilde;o, como territ&oacute;rio eleitoral dos partidos conservadores. Quem vive e trabalha no campo aprova o Governo Federal e quer continuidade. Ficou dif&iacute;cil continuar afirmando que n&atilde;o fizemos nada ou muito pouco. Aos mais c&eacute;ticos talvez valha a pena tentar entender porque tem tanta gente satisfeita com nossos programas. A menos que prefiram a m&aacute;xima de que &ldquo;o povo n&atilde;o sabe votar e n&atilde;o entende de pol&iacute;tica&rdquo;. A seguir algumas pistas para tentar compreender este povo que &ndash; aposto! &ndash; &eacute; s&aacute;bio:<\/p>\n<p>1) Reconhecemos a diversidade do meio rural e de caminhos para o seu desenvolvimento. Ouvimos a voz e defendemos direitos a outras popula&ccedil;&otilde;es que estavam condenadas a invisibilidade: sem terra, agricultores familiares, extrativistas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de coco, varzeteiros, ind&iacute;genas e quilombolas;<\/p>\n<p>2) Contribu&iacute;mos para democratizar o acesso a terra. Em sete anos o Governo assentou 574,6 mil fam&iacute;lias. Isto significa 59% do total das fam&iacute;lias assentadas em toda a hist&oacute;ria do pa&iacute;s. Foram 46 milh&otilde;es de hectares de terra destinados para a Reforma Agr&aacute;ria (53% do total de terras destinadas para a Reforma agr&aacute;ria em toda a hist&oacute;ria do pa&iacute;s e uma &aacute;rea maior que o estado de S&atilde;o Paulo e Paran&aacute;). E, ainda, 74 mil fam&iacute;lias conseguiram acessar a terra via o cr&eacute;dito fundi&aacute;rio.<\/p>\n<p>3) Garantimos o direito &agrave; terra com a regulariza&ccedil;&atilde;o de 134 mil posses (Cear&aacute;, Piau&iacute;, Minas Gerais etc), dos territ&oacute;rios de 82 comunidades quilombolas, beneficiando 4.217 fam&iacute;lias com a emiss&atilde;o de 60 t&iacute;tulos numa &aacute;rea total de 174,4 mil hectares.<\/p>\n<p>4) Fortalecemos a agricultura familiar: Mais de um milh&atilde;o de fam&iacute;lias foram incorporadas ao sistema de cr&eacute;dito agr&iacute;cola ( PRONAF), especialmente no norte e nordeste do pa&iacute;s. O volume de cr&eacute;dito passou de minguados R$ 2,4 bilh&otilde;es em 2003 para R$ 16 bilh&otilde;es em 2010. Com o Seguro Agr&iacute;cola de clima e de pre&ccedil;os, que j&aacute; beneficiam mais de 2,5 milh&otilde;es de fam&iacute;lias, n&atilde;o h&aacute; mais o risco do endividamento.<\/p>\n<p>5) Garantimos mais mercado e mais renda para a agricultura familiar. O Programa Mais Alimentos permitiu a aquisi&ccedil;&atilde;o, nos &uacute;ltimos dois anos, de 30 mil novos tratores (de 1996 a 2006, em 10 anos somente 7,2 mil estabelecimentos tinham conseguido comprar um trator). O Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos &ndash; PAA j&aacute; beneficiou 764 mil fam&iacute;lias, com investimentos de R$ 2,7 bilh&otilde;es, adquirindo a pre&ccedil;o justo quase 2 milh&otilde;es de toneladas de alimentos. O PAA Leite organizou a cadeia produtiva do leite no nordeste, aumentado e regularizando a oferta e melhorando o pre&ccedil;o pago aos agricultores.<\/p>\n<p>6) Agora podemos ter uma alimenta&ccedil;&atilde;o escolar com produtos de qualidade da pr&oacute;pria regi&atilde;o. Este ano come&ccedil;ou a vigorar a Lei da Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar que determina que pelo menos 30% dos recursos da alimenta&ccedil;&atilde;o escolar dever&atilde;o ser gastos na compra direta de alimentos da agricultura familiar. Isto representa uma reserva de mercado de mais de R$ 1 bilh&atilde;o, incentivo para o desenvolvimento local e mais sa&uacute;de para as crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>7) O Programa Nacional de Biodiesel j&aacute; incorporou na cadeia produtiva 54 mil fam&iacute;lias, nas regi&otilde;es mais empobrecidas do pa&iacute;s, com uma receita m&eacute;dia em 2009 de R$ 9 mil por fam&iacute;lia. Em 2010, as compras de mat&eacute;ria prima da agricultura familiar chegar&atilde;o a R$ 1,1 bilh&atilde;o. A Petrobr&aacute;s Biocombust&iacute;veis, al&eacute;m de ofertar assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, corre&ccedil;&atilde;o de solos e sementes, estabelece contratos de compra da produ&ccedil;&atilde;o de oleaginosas por um prazo de cinco anos a pre&ccedil;os justos.<\/p>\n<p>8) Apostamos na autonomia econ&ocirc;mica para garantir a igualdade das mulheres rurais. Mais de 550 mil mulheres foram beneficiadas com a emiss&atilde;o de documentos &#8211; CPF, RG, Carteira de Trabalho, Registro de Nascimento; com a titula&ccedil;&atilde;o conjunta obrigat&oacute;ria da terra na reforma agr&aacute;ria as mulheres titulares de lote j&aacute; s&atilde;o 56%. O Pronaf Mulher j&aacute; beneficiou 37 mil projetos exclusivos e de 2003 a 2008 foram 1,9 milh&otilde;es de opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito tendo as mulheres como titulares.<\/p>\n<p>9) Apostamos no desenvolvimento das regi&otilde;es. De forma in&eacute;dita as pol&iacute;ticas agr&iacute;colas, de educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, cultura e seguridade social come&ccedil;am a chegar ao mesmo tempo. O Programa Territ&oacute;rios da Cidadania coordena e integra pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de 22 minist&eacute;rios e estados em 120 territ&oacute;rios (1.852 munic&iacute;pios) com a aloca&ccedil;&atilde;o de mais de R$ 27 bilh&otilde;es em 2010.<\/p>\n<p>Os resultados est&atilde;o a&iacute;. De 2003 a 2008 a renda da Agricultura Familiar cresceu 30% acima da infla&ccedil;&atilde;o, enquanto a m&eacute;dia do pa&iacute;s foi de 11%. Neste mesmo per&iacute;odo, 4,8 milh&otilde;es de pessoas sa&iacute;ram das condi&ccedil;&otilde;es de pobreza no meio rural. Nos &uacute;ltimos anos surgiram novas 412 mil propriedades da agricultura familiar no pa&iacute;s. Ou seja, estamos invertendo a tend&ecirc;ncia de &ecirc;xodo rural. Com cr&eacute;dito, assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, seguro e pol&iacute;tica de pre&ccedil;os, a agricultura familiar e os assentados da reforma agr&aacute;ria passaram a produzir 70% de tudo aquilo que os brasileiros consomem no dia-a-dia.<\/p>\n<p>Na contram&atilde;o desta transforma&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, o candidato Jos&eacute; Serra recentemente defendeu o fim do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio e a unifica&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Rural em &uacute;nico &oacute;rg&atilde;o. Vale dizer, o fim de pol&iacute;ticas pr&oacute;prias e distintas para a agricultura familiar e para a reforma agr&aacute;ria, motor destas mudan&ccedil;as.<\/p>\n<p>O que fica claro &eacute; que estas elei&ccedil;&otilde;es apresentam op&ccedil;&otilde;es muito diferentes e com enormes conseq&uuml;&ecirc;ncias para o meio rural. O aprofundamento do caminho atual com Dilma ou um radical retrocesso com Serra.<\/p>\n<p>A julgar pelas pesquisas o meio rural brasileiro j&aacute; percebeu isto e j&aacute; fez sua op&ccedil;&atilde;o. Como sempre acontece, &eacute; o povo que escreve o melhor da hist&oacute;ria. E mais uma vez o nosso povo &ndash; mulheres e homens camponeses, agricultores familiares, assentados, popula&ccedil;&otilde;es tradicionais, trabalhadores rurais &ndash; mostra-nos que sabe comemorar conquistas e continuar lutando.<\/p>\n<p>Uma li&ccedil;&atilde;o de lucidez e persist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>* Guilherme Cassel, do PT-RS, &eacute;, atualmente, Ministro do Desenvolvimento Agr&aacute;rio<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou seja, estamos muito bem no meio rural, aquele mesmo que historicamente sempre nos pareceu refrat\u00e1rio \u00e0s propostas da esquerda e que sempre foi visto, com raz\u00e3o, como territ\u00f3rio eleitoral dos partidos conservadores. Quem vive e trabalha no campo aprova o Governo Federal e quer continuidade. Ficou dif\u00edcil continuar afirmando que n\u00e3o fizemos nada ou muito pouco. Aos mais c\u00e9ticos talvez valha a pena tentar entender porque tem tanta gente satisfeita com nossos programas. A menos que prefiram a m\u00e1xima de que \u201co povo n\u00e3o sabe votar e n\u00e3o entende de pol\u00edtica\u201d. A seguir algumas pistas para tentar compreender este povo que \u2013 aposto! \u2013 \u00e9 s\u00e1bio:<\/p>\n<p>1) Reconhecemos a diversidade do meio rural e de caminhos para o seu desenvolvimento. Ouvimos a voz e defendemos direitos a outras popula\u00e7\u00f5es que estavam condenadas a invisibilidade: sem terra, agricultores familiares, extrativistas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de coco, varzeteiros, ind\u00edgenas e quilombolas;<\/p>\n<p>Trechos do artigo &#8220;O Campo de Diilma e de Lula&#8221;, do ministro Guilherme Cassel. Leia a seguir a sua \u00edntegra.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39700,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[981],"class_list":["post-39701","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39701"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39701\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}