{"id":38735,"date":"2010-09-09T00:00:00","date_gmt":"2010-09-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/aumento-da-renda-media-do-trabalhador-e-destaque-da-pnad-diz-paulo-bernardo\/"},"modified":"2010-09-09T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-09T03:00:00","slug":"aumento-da-renda-media-do-trabalhador-e-destaque-da-pnad-diz-paulo-bernardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/aumento-da-renda-media-do-trabalhador-e-destaque-da-pnad-diz-paulo-bernardo\/","title":{"rendered":"Aumento da renda m\u00e9dia do trabalhador \u00e9 destaque da Pnad, diz Paulo Bernardo"},"content":{"rendered":"<p>O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considera o aumento da renda m&eacute;dia do trabalhador como um dos dados mais importantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (Pnad) 2009, divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<\/p>\n<p>Entre 2004 e 2009, a renda real m&eacute;dia do trabalho cresceu 20% segundo os dados da pesquisa. A Regi&atilde;o Nordeste teve o melhor resultado, apresentando crescimento de quase 29%, praticamente 50% acima da m&eacute;dia nacional. O Centro-Oeste foi a &uacute;nica regi&atilde;o que apresentou queda do rendimento m&eacute;dio mensal do trabalhador em 2009 em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, de 0,6%.<\/p>\n<p>O ministro tamb&eacute;m enfatizou a diminui&ccedil;&atilde;o da desigualdade de renda dos trabalhadores. &ldquo;Os trabalhadores mais pobres tiveram um aumento real de 5,9%, que continuou crescendo mais rapidamente do que a renda dos trabalhadores mais ricos, com rendas mais altas&rdquo;, observou.<\/p>\n<p>Outro destaque, de acordo com Paulo Bernardo, foi o n&uacute;mero de trabalhadores com carteira assinada, mesmo com o desemprego provocado pela crise internacional, cujos reflexos come&ccedil;aram a ser sentidos no &uacute;ltimo trimestre de 2008. Pelos n&uacute;meros da pesquisa, mais de 32 milh&otilde;es de trabalhadores brasileiros tinham carteira assinada em 2009, ou seja, 59,6% da popula&ccedil;&atilde;o que estava empregada.<\/p>\n<p>Isso mostra que 483 mil trabalhadores sa&iacute;ram da informalidade em 2009, na compara&ccedil;&atilde;o com o ano anterior. Otimista, o ministro prev&ecirc; que, com o reaquecimento da economia, o n&uacute;mero deve aumentar ainda mais em 2010. &ldquo;Este ano, n&oacute;s vamos ter praticamente 2 milh&otilde;es e meio de empregos com carteira assinada&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Quanto ao desemprego, o ministro justificou como consequ&ecirc;ncia direta da crise internacional. Pelos dados da Pnad, pelo menos 8,4 milh&otilde;es de pessoas estavam desocupadas no Brasil em 2009. Isso representava 18,5% a mais em compara&ccedil;&atilde;o a 2008, sendo que a taxa de desocupa&ccedil;&atilde;o passou de 7,1%, em 2008, para 8,3%.<\/p>\n<p>&ldquo;Na quest&atilde;o do desemprego, houve um impacto muito forte da crise. Isso, no primeiro semestre, principalmente. Como a pesquisa foi feita em setembro, mostra que, na &eacute;poca, os reflexos da crise ainda eram fortes, como o aumento do desemprego. Mas isso passou a ser superado depois de 2009 e, principalmente, em 2010&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o na agricultura, que caiu de 17,4% para 17%, o ministro justificou a queda devido ao clima, principalmente, &agrave; seca nas principais regi&otilde;es produtoras. &ldquo;A safra do ano passado foi muito prejudicada pelo clima. A seca teve impactos negativos e terminou provocando a queda ainda mais na renda do setor do que na &aacute;rea urbana&rdquo;. Para ele, j&aacute; em 2010, h&aacute; ind&iacute;cios de que a safra ser&aacute; muito maior.<\/p>\n<p>No caso da ind&uacute;stria, que recuou de 15,1% para 14,7%, o ministro culpou a queda na taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria crise, mas lembrou que, logo ap&oacute;s a crise, houve a recupera&ccedil;&atilde;o do setor.<\/p>\n<p>Do lado dos avan&ccedil;os sociais, Paulo Bernardo destacou a redu&ccedil;&atilde;o do analfabetismo e o n&uacute;mero de crian&ccedil;as em idade escolar matriculadas. &ldquo;Ou seja, &#91;o n&uacute;mero de] as crian&ccedil;as que est&atilde;o na idade de estar na escola aumentou e isso est&aacute; quase universalizado, representando um dado muito positivo&rdquo;, disse. O IBGE constatou que o analfabetismo funcional &ndash; calculado como o percentual de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudo &ndash; tamb&eacute;m teve queda em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, com taxa de 20,3%. O &iacute;ndice &eacute; 4,1 pontos percentuais menor que o de 2004 e 0,7 ponto percentual menor que o de 2008.<\/p>\n<p>Outro dado relevante registrado na Pnad foi o crescimento do n&uacute;mero de domic&iacute;lios com computador, que aumentou de 12,2%, em 2004, para 27,4% no ano passado. Isso representa um avan&ccedil;o na utiliza&ccedil;&atilde;o da internet seja para lazer, seja para a produtividade do brasileiro. &ldquo;Se voc&ecirc; somar com as escolas p&uacute;blicas que t&ecirc;m banda larga, n&oacute;s j&aacute; temos mais de 50% da popula&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m acesso regular &agrave; internet. Isso &eacute; uma coisa muito positiva&rdquo;, afirmou.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considera o aumento da renda m\u00e9dia do trabalhador como um dos dados mais importantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) 2009, divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Entre 2004 e 2009, a renda real m\u00e9dia do trabalho cresceu 20% segundo os dados da pesquisa. A Regi\u00e3o Nordeste teve o melhor resultado, apresentando crescimento de quase 29%, praticamente 50% acima da m\u00e9dia nacional. O Centro-Oeste foi a \u00fanica regi\u00e3o que apresentou queda do rendimento m\u00e9dio mensal do trabalhador em 2009 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, de 0,6%.<\/p>\n<p>O ministro tamb\u00e9m enfatizou a diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade de renda dos trabalhadores. \u201cOs trabalhadores mais pobres tiveram um aumento real de 5,9%, que continuou crescendo mais rapidamente do que a renda dos trabalhadores mais ricos, com rendas mais altas\u201d, observou.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38734,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4073],"class_list":["post-38735","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-paulo-bernardo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}