{"id":38397,"date":"2010-09-19T00:00:00","date_gmt":"2010-09-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ministerio-da-saude-desmente-revista-veja\/"},"modified":"2010-09-19T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-19T03:00:00","slug":"ministerio-da-saude-desmente-revista-veja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ministerio-da-saude-desmente-revista-veja\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio da Sa\u00fade desmente revista Veja"},"content":{"rendered":"<p>O ministro da Sa&uacute;de, Jos&eacute; Gomes Tempor&atilde;o esclareceu hoje que a compra do rem&eacute;dio usado para o tratamento da influenza H1N1 (gripe su&iacute;na), o Tamiflu, foi feita usando crit&eacute;rios t&eacute;cnicos e n&atilde;o houve intermedia&ccedil;&atilde;o da Casa Civil.<\/p>\n<p>A informa&ccedil;&atilde;o desmente por completo a reportagem divulgada pela revista Veja que, sem prova alguma, denuncia um suposto esquema da Casa Civil. &ldquo;Todo o processo de compra foi realizado diretamente entre o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e o laborat&oacute;rio La Roche, sem nenhum tipo de intermedia&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse Tempor&atilde;o, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A revista informou de forma equivocada que o governo havia fechado, em junho de 2009, uma compra emergencial do Tamiflu, com aval da Casa Civil. Teriam sido comprados mais medicamentos que o necess&aacute;rio, no valor de R$ 34,7 milh&otilde;es. A mat&eacute;ria afirma que o advogado Vin&iacute;cius de Oliveira Castro &#8211; ex-assessor da Casa Civil, que deixou o cargo na semana passada ap&oacute;s as primeiras den&uacute;ncias contra Erenice &#8211; teria recebido R$ 200 mil.<\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por&eacute;m, afirma que adquiriu &quot;quantidade suficiente do antiviral para tratar 14,5 milh&otilde;es de pessoas&quot;, no valor global de R$ 400 milh&otilde;es. Explica que o valor foi definido a partir de &quot;crit&eacute;rios exclusivamente t&eacute;cnicos&quot;, para tratar de 10% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.&nbsp; A nota do minist&eacute;rio ainda afirma que &quot;as negocia&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio com o laborat&oacute;rio resultaram num pre&ccedil;o 76,7% mais baixo que o de mercado&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Leia a nota do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esclarecimento sobre compra de antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu)<\/strong><\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compra do antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu) para o tratamento contra a gripe H1N1, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de esclarece que:<\/p>\n<p>Adquiriu em 2009 quantidade do antiviral suficiente para tratar 14,5 milh&otilde;es de pessoas contra influenza. O total foi definido a partir de crit&eacute;rios exclusivamente t&eacute;cnicos estabelecidos pelo Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. As compras foram realizadas diretamente entre o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e a diretoria do &uacute;nico laborat&oacute;rio produtor do medicamento, sem intermedi&aacute;rios. Portanto, ao contr&aacute;rio do que afirma reportagem da revista Veja, a Casa Civil n&atilde;o teve interfer&ecirc;ncia neste processo.<\/p>\n<p>As negocia&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de com o laborat&oacute;rio produtor para a compra do antiviral resultaram num pre&ccedil;o 76,7% mais baixo que o pre&ccedil;o de mercado do produto. Os crit&eacute;rios t&eacute;cnicos adotados levaram em conta a previs&atilde;o de 10% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira com indica&ccedil;&atilde;o para o tratamento (o medicamento &eacute; indicado para casos graves e pessoas com fatores de risco), o que representaria aproximadamente 20 milh&otilde;es de pessoas. Este percentual tem com base em modelo matem&aacute;tico do Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, que considerou o n&uacute;mero de casos graves em outras pandemias de influenza ocorridas historicamente.<\/p>\n<p>&Eacute; importante lembrar que, em setembro de 2009, o Brasil chegou a ser criticado por ter estoque para apenas 5% da sua popula&ccedil;&atilde;o, enquanto outros pa&iacute;ses adquiriram medicamentos para atender at&eacute; 80% de sua popula&ccedil;&atilde;o. Seguem exemplos dos estoques internacionais em 2009:<\/p>\n<p>&#8211; Reino Unido &#8211; estoque suficiente para atender 80% da popula&ccedil;&atilde;o; Fran&ccedil;a e Austr&aacute;lia &#8211; estoque suficiente para 50% da popula&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; &Aacute;ustria, Jap&atilde;o, Cingapura e Irlanda &#8211; estoque para 45% da popula&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; Su&iacute;&ccedil;a, Kuwait e Noruega &#8211; estoque para 40% da popula&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; Nova Zel&acirc;ndia, Luxemburgo, Isl&acirc;ndia e Catar &#8211; estoque para 35% da popula&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; Estados Unidos, Holanda, B&eacute;lgica, Hong Kong e Macau &#8211; estoque para 30% da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O volume adquirido tamb&eacute;m levou em conta a exig&ecirc;ncia de recomposi&ccedil;&atilde;o do estoque estrat&eacute;gico do oseltamivir, parcialmente utilizado na primeira onda da pandemia. A manuten&ccedil;&atilde;o de um estoque nacional para garantir o atendimento da popula&ccedil;&atilde;o em uma situa&ccedil;&atilde;o de pandemia mais grave, como a da gripe avi&aacute;ria, que tem letalidade de 70%, est&aacute; estabelecida no Plano de Prepara&ccedil;&atilde;o Brasileiro para o Enfrentamento de uma Pandemia de Influenza, elaborado em 2005, de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Em 2009, foram realizadas sete compras de medicamento de Tamiflu. Um total de 75 milh&otilde;es de comprimidos de 75 mg, 14 milh&otilde;es de comprimidos de 45 mg e outros 16 milh&otilde;es de 30 mg, al&eacute;m de 4 toneladas do medicamento em barril. Isso representa um total de 14,5 milh&otilde;es de tratamentos (o tratamento para uma pessoa &eacute; composto por 10 comprimidos). O valor da compra soma R$ 400 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>O pre&ccedil;o de cada tratamento saiu, em m&eacute;dia, por R$ 28. Cada tratamento adulto saiu por R$ 34, 93. O pre&ccedil;o autorizado pela CMED (C&acirc;mara de Regula&ccedil;&atilde;o do Mercado de Medicamentos) para a venda dos medicamentos de uso adulto nas drogarias privadas &eacute; de R$ 150.<\/p>\n<p>Foram distribu&iacute;dos aos Estados e DF, entre 2009 e 2010, um total de 4,86 milh&otilde;es de tratamentos. Al&eacute;m disso, conforme preconizado, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de mant&eacute;m, em sua reserva estrat&eacute;gica nacional, 20 milh&otilde;es de tratamentos, o suficiente para tratar cerca de 10% da popula&ccedil;&atilde;o em caso de nova pandemia.<\/p>\n<p>Ressalta-se que h&aacute; apenas um produtor mundial do medicamento. A vacina contra a doen&ccedil;a somente surgiu no segundo semestre de 2009 para os pa&iacute;ses do hemisf&eacute;rio Norte e a sinaliza&ccedil;&atilde;o dos laborat&oacute;rios produtores sobre a disponibilidade do insumo somente foi dada no final do ano. Para os pa&iacute;ses do Hemisf&eacute;rio Sul, a vacina somente estaria dispon&iacute;vel no in&iacute;cio deste ano. Ou seja, o medicamento era a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o indicada contra a doen&ccedil;a dispon&iacute;vel naquele momento.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro da Sa\u00fade, Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o esclareceu hoje que a compra do rem\u00e9dio usado para o tratamento da influenza H1N1 (gripe su\u00edna), o Tamiflu, foi feita usando crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e n\u00e3o houve intermedia\u00e7\u00e3o da Casa Civil.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o desmente por completo a reportagem divulgada pela revista Veja que, sem prova alguma, denuncia um suposto esquema da Casa Civil. \u201cTodo o processo de compra foi realizado diretamente entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e o laborat\u00f3rio La Roche, sem nenhum tipo de intermedia\u00e7\u00e3o\u201d, disse Tempor\u00e3o, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38396,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2496],"class_list":["post-38397","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-veja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38397"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38397\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}