{"id":38139,"date":"2010-09-26T00:00:00","date_gmt":"2010-09-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/a-onda-vermelha\/"},"modified":"2010-09-26T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-26T03:00:00","slug":"a-onda-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/a-onda-vermelha\/","title":{"rendered":"A onda vermelha"},"content":{"rendered":"<p>De cima a baixo no Pa&iacute;s, o eleitor apoia a continuidade e tende a garantir uma quase in&eacute;dita maioria governista no Congresso<\/p>\n<p><span style=\"font-size: smaller\"><strong><font size=\"2\">SEM PARAR<br \/>\nEleitores de todas as classes sociais <br \/>\nmostram desejo de continuidade<\/font><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na esteira da candidatura de Dilma Rousseff &agrave; Presid&ecirc;ncia, uma onda vermelha est&aacute; tomando conta do Pa&iacute;s. No in&iacute;cio da corrida eleitoral, essa imagem foi cunhada pelos estrategistas da campanha do PT para motivar a milit&acirc;ncia. Mas, agora, tornou-se realidade. As pesquisas de opini&atilde;o revelam a supremacia dos candidatos governistas na maioria dos Estados, o que poder&aacute; garantir a um eventual governo Dilma ampla maioria na C&acirc;mara e no Senado. Surfando numa mar&eacute; mais favor&aacute;vel do que aquela que levou o ex-metal&uacute;rgico Lula ao Pal&aacute;cio do Planalto em 2002, os candidatos da base aliada aos governos estaduais lideram as elei&ccedil;&otilde;es em 19 das 27 unidades da Federa&ccedil;&atilde;o. Na disputa pelas cadeiras do Senado, a onda vermelha &eacute; t&atilde;o volumosa que dever&aacute; eleger 58 dos 81 representantes e deixar sem mandato quadros hist&oacute;ricos da oposi&ccedil;&atilde;o. Na C&acirc;mara, os partidos governistas devem conquistar 401 dos 513 assentos.<br \/>\n&ldquo;Acho que vamos assistir a uma vit&oacute;ria esmagadora dos partidos da coaliz&atilde;o do governo&rdquo;, prev&ecirc; o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, Geraldo Monteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong><span style=\"font-size: medium\">MAIORIA <br \/>\nS&oacute;lido apoio no Congresso pode facilitar a aprova&ccedil;&atilde;o <br \/>\ndas reformas estruturais de que o Pa&iacute;s necessita<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>N&atilde;o bastasse a lideran&ccedil;a em 21 Estados, Dilma est&aacute; na frente de Jos&eacute; Serra (PSDB) em locais em que Lula foi derrotado pela oposi&ccedil;&atilde;o em 2006. Apesar da oscila&ccedil;&atilde;o registrada na &uacute;ltima semana, a ex-ministra est&aacute; perto da vit&oacute;ria em antigos redutos oposicionistas como S&atilde;o Paulo, Santa Catarina e Paran&aacute;. Na maioria dos Estados em que ela lidera as pesquisas, os candidatos que apoia tamb&eacute;m est&atilde;o na dianteira. Bons exemplos s&atilde;o o Rio de Janeiro e a Bahia, onde os governadores S&eacute;rgio Cabral (PMDB) e Jaques Wagner (PT) s&atilde;o favoritos para se reeleger no primeiro turno. Como exce&ccedil;&otilde;es aparecem Minas Gerais, com Antonio Anastasia (PSDB) na lideran&ccedil;a, e S&atilde;o Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) supera Aloizio Mercadante (PT). No Paran&aacute;, a onda vermelha j&aacute; proporcionou uma grande virada. As &uacute;ltimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT). Reviravoltas tamb&eacute;m t&ecirc;m ocorrido na disputa para o Senado. At&eacute; ent&atilde;o cotado para uma das vagas do Rio, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Igua&ccedil;u Lind&shy;berg Farias (PT). No Amazonas, Arthur Virg&iacute;lio perdeu o segundo lugar para Vanessa Grazziotin (PCdoB). Em Pernambuco, Marco Maciel (DEM), segundo colocado atr&aacute;s de Humberto Costa (PT), foi ultrapassado por Armando Monteiro Neto (PTB). <\/p>\n<p>A in&eacute;dita sintonia fina entre Executivo e Legislativo, a partir de 2011, trar&aacute; benef&iacute;cios para o Brasil. Caso se confirme a s&oacute;lida maioria no Congresso do poss&iacute;vel futuro governo Dilma Rous&shy;seff, o Brasil ter&aacute; finalmente a chance de aprovar as mudan&ccedil;as estruturais que se fazem necess&aacute;rias h&aacute; anos, como as reformas pol&iacute;tica e tribut&aacute;ria. &ldquo;A agenda congressual a partir do ano que vem exigir&aacute; a vota&ccedil;&atilde;o das reformas. Com maioria no Legislativo e vontade pol&iacute;tica, ser&aacute; poss&iacute;vel avan&ccedil;ar nessas quest&otilde;es&rdquo;, afirma David Fleischer, cientista pol&iacute;tico da UnB. Outro aspecto importante &eacute; a possibilidade da forma&ccedil;&atilde;o de uma concerta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, composta por partidos aliados chancelados pelo desejo popular. Desde a redemocratiza&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s, os governos constru&iacute;ram suas maiorias pelas artes do fisiologismo e das pol&iacute;ticas do toma-l&aacute;-d&aacute;-c&aacute;, numa esp&eacute;cie de balc&atilde;o de neg&oacute;cios em pleno Congresso. Nesse novo cen&aacute;rio, queiram ou n&atilde;o, deputados e senadores ser&atilde;o levados a participar de uma a&ccedil;&atilde;o conjunta, na qual &eacute; de esperar que os objetivos pol&iacute;ticos se sobreponham &agrave; vis&atilde;o patrimonialista do mandato.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: smaller\"><strong><font size=\"2\">APOIO<br \/>\nParticipa&ccedil;&atilde;o de Lula na campanha<br \/>\nde Dilma incomodou a oposi&ccedil;&atilde;o<\/font><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\nH&aacute; quem afirme que a concentra&ccedil;&atilde;o de poder nas m&atilde;os do Executivo, com o Legislativo d&oacute;cil &agrave; vontade do Planalto, pode permitir uma reca&iacute;da autorit&aacute;ria. O temor n&atilde;o se justifica. N&atilde;o h&aacute; ambiente no Brasil para esse tipo de surto. As institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o s&oacute;lidas e democr&aacute;ticas, e n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para mudan&ccedil;as constitucionais em benef&iacute;cio de um partido, como aconteceu na hist&oacute;ria do M&eacute;xico, onde o PRI controlou a vida pol&iacute;tica por 71 anos, gra&ccedil;as ao dom&iacute;nio da m&aacute;quina p&uacute;blica. &ldquo;O que aconteceu no M&eacute;xico foi muito diferente. O PRI chegou ao poder quando a economia mexicana, a sociedade e os pol&iacute;ticos eram muito rudimentares e eles forjaram institui&ccedil;&otilde;es para guiar o desenvolvimento em todas as &aacute;reas. J&aacute; o PT emergiu no momento em que a economia e as institui&ccedil;&otilde;es j&aacute; estavam consolidadas&rdquo;, compara o brasilianista Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialog.<\/p>\n<p>Oct&aacute;vio Costa e S&eacute;rgio Pardellas<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/102658_A+ONDA+VERMELHA?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage\">http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/102658_A+ONDA+VERMELHA?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De cima a baixo no Pa\u00eds, o eleitor apoia a continuidade e tende a garantir uma quase in\u00e9dita maioria governista no Congresso<\/p>\n<p>SEM PARAR<\/p>\n<p>Eleitores de todas as classes sociais mostram desejo de continuidade<\/p>\n<p>Na esteira da candidatura de Dilma Rousseff \u00e0 Presid\u00eancia, uma onda vermelha est\u00e1 tomando conta do Pa\u00eds. No in\u00edcio da corrida eleitoral, essa imagem foi cunhada pelos estrategistas da campanha do PT para motivar a milit\u00e2ncia. Mas, agora, tornou-se realidade. As pesquisas de opini\u00e3o revelam a supremacia dos candidatos governistas na maioria dos Estados, o que poder\u00e1 garantir a um eventual governo Dilma ampla maioria na C\u00e2mara e no Senado. Surfando numa mar\u00e9 mais favor\u00e1vel do que aquela que levou o ex-metal\u00fargico Lula ao Pal\u00e1cio do Planalto em 2002, os candidatos da base aliada aos governos estaduais lideram as elei\u00e7\u00f5es em 19 das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o. Na disputa pelas cadeiras do Senado, a onda vermelha \u00e9 t\u00e3o volumosa que dever\u00e1 eleger 58 dos 81 representantes e deixar sem mandato quadros hist\u00f3ricos da oposi\u00e7\u00e3o. Na C\u00e2mara, os partidos governistas devem conquistar 401 dos 513 assentos.<br \/>\n\u201cAcho que vamos assistir a uma vit\u00f3ria esmagadora dos partidos da coaliz\u00e3o do governo\u201d, prev\u00ea o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, Geraldo Monteiro.<\/p>\n<p>Oct\u00e1vio Costa e S\u00e9rgio Pardellas<br \/>\nhttp:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/102658_A+ONDA+VERMELHA?pathImagens=&#038;path=&#038;actualArea=internalPage<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38138,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[117],"class_list":["post-38139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38139\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}