{"id":37695,"date":"2010-10-10T00:00:00","date_gmt":"2010-10-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/forca-samurai-a-elite-da-nossa-policia-militar\/"},"modified":"2010-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2010-10-10T03:00:00","slug":"forca-samurai-a-elite-da-nossa-policia-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/forca-samurai-a-elite-da-nossa-policia-militar\/","title":{"rendered":"For\u00e7a Samurai, a elite da nossa Pol\u00edcia Militar"},"content":{"rendered":"<p>A For&ccedil;a Samurai, servi&ccedil;o especial da Pol&iacute;cia Militar do Paran&aacute; criado em maio de 2008, completou o m&ecirc;s de setembro com a pris&atilde;o de mais de mil traficantes no Estado. O trabalho da unidade, a elite da nossa PM, &eacute; tema de uma extensa reportagem da Gazeta do Povo deste domingo (10). <\/p>\n<p>O grupo, com pouco mais de 50 integrantes, n&atilde;o tem esse nome &agrave; toa. Os pr&eacute;-requisitos para ingressar na for&ccedil;a se assemelham com as diretrizes dos pr&oacute;prios samurais. &Eacute; preciso ter disciplina, lealdade e uma habilidade incomum, assim como os guerreiros japoneses.<\/p>\n<p>Com essas qualidades, os policiais da For&ccedil;a Samurai tentam fazer a diferen&ccedil;a. Pelo trabalho, n&atilde;o ganham nem um real a mais que o sal&aacute;rio de qualquer policial militar. Desde a cria&ccedil;&atilde;o da equipe at&eacute; o final de setembro, foram apreendidas 342 armas, 25,8 mil muni&ccedil;&otilde;es, 315 ve&iacute;culos, 13,6 toneladas de maconha, 279 quilos de crack, 161 quilos de coca&iacute;na, 9 quilos de pasta-base e 9 de haxixe, al&eacute;m de 24.132 pontos de LSD (&aacute;cido lis&eacute;rgico) e 356 comprimidos de ecstasy. Para um efetivo enxuto, &eacute; um feito e tanto.<\/p>\n<p>A maioria das apreens&otilde;es foi realizada em pontos de venda de drogas, principal alvo desses policiais. &ldquo;A For&ccedil;a Samurai foi criada para combater o microtraficante, aquele que incomoda muito a popula&ccedil;&atilde;o, que traz a viol&ecirc;ncia e outros crimes&rdquo;, explica o co&shy;&shy;mandante da Ag&ecirc;ncia de Intelig&ecirc;ncia da PM e da For&ccedil;a Samurai, coronel Milton Isaac Fadel. Nos primeiros meses de trabalho do grupo, os policiais ficaram restritos ao combate ao pequeno vendedor de drogas. No entanto, n&atilde;o foi poss&iacute;vel continuar apenas nesses alvos e as incurs&otilde;es contra grandes traficantes ocorreram naturalmente.<\/p>\n<p><strong>Sil&ecirc;ncio e sigilo<\/strong> &#8211; Para chegar aos traficantes, esses policiais recebem den&uacute;ncias di&aacute;rias do telefone 181, o Narco&shy;den&uacute;ncia, principal fonte de informa&ccedil;&otilde;es do grupo. O telefone faz parte do programa do governo estadual de pol&iacute;cia comunit&aacute;ria e tem sido refer&ecirc;ncia em den&uacute;ncias contra traficantes no Paran&aacute; inteiro. Com a informa&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;a a correria. Os policiais se dividem nas atividades, entram em territ&oacute;rio inimigo e come&ccedil;am a procurar pelos criminosos.<\/p>\n<p>Com carros descaracterizados e sem fardas, ningu&eacute;m desconfia, mas um policial da Samurai pode estar por perto. E, quando menos se espera, um traficante &eacute; preso. Os detalhes das buscas, as t&eacute;cnicas n&atilde;o s&atilde;o divulgadas por seguran&ccedil;a, mas uma coisa &eacute; clara, o sil&ecirc;ncio e o sigilo andam juntos nas opera&ccedil;&otilde;es da For&ccedil;a Samurai, mas, se precisar, os barulhos de disparos podem ser ouvidos quando s&atilde;o recebidos a tiros. Um dos oficiais diz que em 97% das pris&otilde;es realizadas pela For&ccedil;a Samurai n&atilde;o houve confronto.<br \/>\n<strong><br \/>\nTodos os integrantes s&atilde;o escolhidos a dedo<\/strong><\/p>\n<p>Os profissionais da For&ccedil;a Samurai s&atilde;o escolhidos a dedo pelo comandante. Eles permanecem em treinamento constante de tiros, estrat&eacute;gias e tecnologias. &ldquo;H&aacute; dois cursos por ano, um da parte t&eacute;cnica e outro operacionalidade&rdquo;, conta o coronel Milton Isaac Fadel. Policial com qualquer patente est&aacute; apto a integrar a for&ccedil;a desde que tenha experi&ecirc;ncia no servi&ccedil;o velado da PM, onde os policiais trabalham sem farda no setor de intelig&ecirc;ncia da corpora&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de um curr&iacute;culo ilibado.<\/p>\n<p>E para que esse curr&iacute;culo se mantenha sem arranh&otilde;es, oficiais permanecem em vig&iacute;lia e fiscaliza&ccedil;&atilde;o permanentes. Fadel conta que um dos policiais que teve seu comportamento sob d&uacute;vida em certa ocasi&atilde;o foi afastado da for&ccedil;a, num exemplo para qualquer deslize. O policial voltou a integrar as equipes comuns da PM. &ldquo;E nem havia provas. J&aacute; h&aacute; pelo menos mais dez policiais querendo entrar para o grupo&rdquo;, comenta o coronel.<\/p>\n<p>Para os policiais que integram a For&ccedil;a Samurai, a credibilidade &eacute; o principal fator de estar nesse grupo. &ldquo;&Eacute; um trabalho eficiente. No mesmo momento que o traficante &eacute; preso a gente percebe uma mudan&ccedil;a no local. E o respaldo da popula&ccedil;&atilde;o tem aumentado&rdquo;, relata um deles, h&aacute; cerca de seis anos na corpora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Outro ressalta que a viol&ecirc;ncia est&aacute; cada vez maior entre os criminosos. &ldquo;&Eacute; necess&aacute;rio estar melhorando sempre porque temos de estar um passo &agrave; frente das quadrilhas&rdquo;, afirma. Essa viol&ecirc;ncia, muitas vezes pode ser evitada com intelig&ecirc;ncia, de acordo com eles.<\/p>\n<p><strong>Escolhidos<\/strong> &#8211; Os escolhidos da For&ccedil;a Samurai formam equipes menores que trabalham se movimentando em todo o Paran&aacute;, inclusive nas fronteiras. Segundo o promotor do Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Gua&iacute;ra, ligado ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual, Marcos Cristiano Andrade, h&aacute; a&ccedil;&otilde;es do &oacute;rg&atilde;o que n&atilde;o seriam poss&iacute;veis sem o apoio dos policiais militares.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; um trabalho que preencheu uma lacuna. A Divis&atilde;o Estadual de Narc&oacute;ticos da Pol&iacute;cia Civil e o MP podem investigar, mas n&atilde;o fosse o trabalho deles, n&atilde;o seria poss&iacute;vel executar as opera&ccedil;&otilde;es&rdquo;, elogia. A For&ccedil;a Samurai tamb&eacute;m colabora com a&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Federal quando requisitada. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A For\u00e7a Samurai, servi\u00e7o especial da Pol\u00edcia Militar do Paran\u00e1 criado em maio de 2008, completou o m\u00eas de setembro com a pris\u00e3o de mais de mil traficantes no Estado. O trabalho da unidade, a elite da nossa PM, \u00e9 tema de uma extensa reportagem da Gazeta do Povo deste domingo (10).<\/p>\n<p>O grupo, com pouco mais de 50 integrantes, n\u00e3o tem esse nome \u00e0 toa. 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