{"id":37177,"date":"2010-10-23T00:00:00","date_gmt":"2010-10-23T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/pais-esta-proximo-de-atingir-o-pleno-emprego-segundo-economistas\/"},"modified":"2010-10-23T00:00:00","modified_gmt":"2010-10-23T02:00:00","slug":"pais-esta-proximo-de-atingir-o-pleno-emprego-segundo-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/pais-esta-proximo-de-atingir-o-pleno-emprego-segundo-economistas\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds est\u00e1 pr\u00f3ximo de atingir o pleno emprego, segundo economistas"},"content":{"rendered":"<p>O forte ritmo de crescimento da economia nos &uacute;ltimos meses e o desempenho vigoroso do mercado de trabalho no Brasil, com a conseq&uuml;ente redu&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de desemprego, deve al&ccedil;ar o Pa&iacute;s a um cen&aacute;rio de pleno emprego.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo especialistas, esse quadro est&aacute; pr&oacute;ximo de se concretizar. Com uma taxa de desemprego na faixa entre 5% e 6% esse cen&aacute;rio pode se confirmar, afirmam os analistas, entre o fim de 2010 e o primeiro semestre de 2011. Hoje, o desemprego nas principais regi&otilde;es metropolitanas do Pa&iacute;s &eacute; de 7,5%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&ldquo;Com uma taxa de crescimento econ&ocirc;mico de mais de 5%, chegaremos a um desemprego de 6%, que &eacute; o pleno emprego. Isso pode acontecer ainda este ano&rdquo;, avalia o professor de rela&ccedil;&otilde;es do trabalho na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Jos&eacute; Pastore.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO Pa&iacute;s s&oacute; viveu situa&ccedil;&atilde;o semelhante no in&iacute;cio dos anos 70, durante o per&iacute;odo que ficou conhecido como &ldquo;Milagre Brasileiro&rdquo;, lembra o economista Jo&atilde;o Paulo dos Reis Veloso, que foi o titular do Minist&eacute;rio do Planejamento de 1969 a 1979. Naquele per&iacute;odo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu na faixa de 10% ao ano, por quatro anos consecutivos, de 1970 a 1973.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&ldquo;Toda a d&eacute;cada de 70 foi de expans&atilde;o muito r&aacute;pida no emprego porque o Pa&iacute;s vinha de um per&iacute;odo de crescimento desde os anos 50. Mas a diferen&ccedil;a &eacute; que antes havia um r&aacute;pido crescimento do PIB e baixo crescimento do emprego. A partir de 1968 houve um grande crescimento do PIB e do emprego. No fim dos anos 70, a taxa de desemprego aberto estava em cerca de 2%&rdquo;, acrescenta Reis Veloso.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo Pastore, o desempenho da economia brasileira tem mostrado for&ccedil;a e continuar&aacute; assim at&eacute; o fim de 2010, impulsionando a gera&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho. &ldquo;A menos que aconte&ccedil;a algo imprevis&iacute;vel, como um forte esfriamento da demanda interna, a trajet&oacute;ria de queda no desemprego n&atilde;o se confirmaria. Algo impens&aacute;vel no momento&rdquo;, observa.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nJanine Berg, especialista em Emprego do Escrit&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, acredita que para que o Brasil atinja o patamar de pleno emprego e mantenha o quadro por um per&iacute;odo longo &eacute; necess&aacute;rio que o Pa&iacute;s cres&ccedil;a a uma taxa de 6% ao ano, pelos pr&oacute;ximos cinco a seis anos. &ldquo;Mas essa trajet&oacute;ria est&aacute; sujeita a varia&ccedil;&otilde;es. No longo prazo n&atilde;o &eacute; suficiente s&oacute; gerar empregos. &Eacute; necess&aacute;rio qualificar melhor. Pessoas com mais qualifica&ccedil;&atilde;o tendem a ser menos afetadas pelo desemprego&rdquo;, diz.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO pleno emprego n&atilde;o significa o fim do desemprego, mas ocorre quando o n&iacute;vel de trabalhadores sem emprego se situa em uma faixa que os especialistas definem como friccional, ou seja, quando o trabalhador fica fora do mercado de trabalho por um curto per&iacute;odo de tempo, entre 30 e 60 dias.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nIsso ocorreu nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, quando houve uma forte expans&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o e o desemprego oscilava na faixa de 2%. Na avalia&ccedil;&atilde;o dos especialistas, o per&iacute;odo de governo do presidente Bill Clinton, de 1993 a 2001, tamb&eacute;m podem ser considerados como de pleno emprego. Naquele momento, a taxa de desemprego entre os americanos chegou a ser de 4%.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo os analistas, um fator que demonstra a proximidade de um cen&aacute;rio de pleno emprego no Pa&iacute;s &eacute; a maior press&atilde;o por aumentos salariais. Para Jos&eacute; Pastore, isso j&aacute; est&aacute; ocorrendo em alguns setores. &ldquo;Os aumentos est&atilde;o acima da infla&ccedil;&atilde;o e da produtividade em v&aacute;rias categorias. J&aacute; est&aacute; faltando m&atilde;o de obra qualificada e n&atilde;o-qualificada&rdquo;, diz. De acordo com dados do Dieese, 93% dos pisos salariais, em diversas categorias profissionais, tiveram reajustes acima da infla&ccedil;&atilde;o no ano passado.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O forte ritmo de crescimento da economia nos \u00faltimos meses e o desempenho vigoroso do mercado de trabalho no Brasil, com a conseq\u00fcente redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de desemprego, deve al\u00e7ar o Pa\u00eds a um cen\u00e1rio de pleno emprego.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, esse quadro est\u00e1 pr\u00f3ximo de se concretizar. Com uma taxa de desemprego na faixa entre 5% e 6% esse cen\u00e1rio pode se confirmar, afirmam os analistas, entre o fim de 2010 e o primeiro semestre de 2011. Hoje, o desemprego nas principais regi\u00f5es metropolitanas do Pa\u00eds \u00e9 de 7,5%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37176,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[705],"class_list":["post-37177","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-emprego"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37177\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37176"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}