{"id":34416,"date":"2011-01-21T00:00:00","date_gmt":"2011-01-21T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/por-mais-emprego-formal-dilma-quer-cortar-tributos-diz-folha-de-s-paulo\/"},"modified":"2011-01-21T00:00:00","modified_gmt":"2011-01-21T02:00:00","slug":"por-mais-emprego-formal-dilma-quer-cortar-tributos-diz-folha-de-s-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/por-mais-emprego-formal-dilma-quer-cortar-tributos-diz-folha-de-s-paulo\/","title":{"rendered":"Por mais emprego formal, Dilma quer cortar tributos, diz Folha de S. Paulo"},"content":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff propor&aacute; uma redu&ccedil;&atilde;o escalonada na tributa&ccedil;&atilde;o sobre a folha de pagamento, com um corte inicial de pelo menos dois pontos percentuais na al&iacute;quota de contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria das empresas, hoje de 20%.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o dessas medidas, a ideia &eacute; fazer outros cortes, que tamb&eacute;m podem continuar sendo de dois pontos, at&eacute; que a contribui&ccedil;&atilde;o patronal ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fique em 14%.<\/p>\n<p>A medida beneficiaria imediatamente as empresas por meio da redu&ccedil;&atilde;o de custos com a folha de pagamento. Os trabalhadores devem ser beneficiados indiretamente a m&eacute;dio prazo, j&aacute; que um dos efeitos esperados pelo governo &eacute; o aumento da contrata&ccedil;&atilde;o de trabalhadores com carteira assinada.<\/p>\n<p>A expectativa mais otimista no governo &eacute; que, com a redu&ccedil;&atilde;o dos encargos trabalhistas, o mercado formal -hoje estimado em 52%- alcance o patamar de 60% apenas nos primeiros 12 meses de redu&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota.<\/p>\n<p>PROPOSTA<br \/>\nEssa &eacute; a principal proposta em estudo pela equipe respons&aacute;vel por elaborar projetos pontuais de reforma tribut&aacute;ria, que a presidente quer enviar ao Congresso ainda em fevereiro, logo depois da abertura dos trabalhos legislativos.<\/p>\n<p>A medida j&aacute; vinha sendo estudada pela equipe do ministro Guido Mantega (Fazenda), que pretende incluir ainda algum tipo de compensa&ccedil;&atilde;o &agrave; Previd&ecirc;ncia Social pela perda de arrecada&ccedil;&atilde;o no primeiro momento com o corte na contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria das empresas.<\/p>\n<p>O projeto ainda n&atilde;o est&aacute; fechado. H&aacute; quem defenda, por exemplo, que a al&iacute;quota caia no m&eacute;dio prazo para 12% ou 10% ao longo de tr&ecirc;s ou seis anos, mas est&aacute; praticamente definido que no primeiro ano ela seria reduzida em dois pontos percentuais.<\/p>\n<p>A equipe da Previd&ecirc;ncia Social preferia uma redu&ccedil;&atilde;o menor, de um ponto percentual a cada ano na contribui&ccedil;&atilde;o, temendo efeitos sobre o financiamento das aposentadorias do setor privado.<\/p>\n<p>Assessores de Dilma argumentam, por&eacute;m, que para atingir os efeitos desejados de redu&ccedil;&atilde;o dos custos das empresas e torn&aacute;-las mais competitivas &eacute; preciso fazer, de sa&iacute;da, um corte de pelo menos dois pontos percentuais na al&iacute;quota.<\/p>\n<p>COMPETI&Ccedil;&Atilde;O<br \/>\nPreocupada com o aumento da competi&ccedil;&atilde;o de empresas estrangeiras por conta do d&oacute;lar barato, a presidente espera que o projeto compense a valoriza&ccedil;&atilde;o do real, que torna os produtos brasileiros mais caros no exterior, e os importados mais atraentes para consumo interno.<br \/>\nAl&eacute;m da redu&ccedil;&atilde;o na contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria das empresas, o governo estuda tamb&eacute;m acabar com o sal&aacute;rio-educa&ccedil;&atilde;o, uma tributa&ccedil;&atilde;o de 2,5% sobre a folha de pagamento. A contribui&ccedil;&atilde;o ao INSS dos trabalhadores do setor privado, que varia de 8% a 11% conforme a faixa salarial, n&atilde;o mudaria.<br \/>\nA desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamento &eacute; um dos quatro projetos de reforma tribut&aacute;ria que Dilma vai enviar ao Congresso. Os demais devem tratar da redu&ccedil;&atilde;o de tributos sobre investimentos e unifica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o do ICMS.<\/p>\n<p>RESIST&Ecirc;NCIA<br \/>\nAs centrais sindicais resistiam &agrave; proposta de desonera&ccedil;&atilde;o da folha por n&atilde;o conter uma compensa&ccedil;&atilde;o direta pela perda de receita para o sistema previdenci&aacute;rio. Elas defendem a vincula&ccedil;&atilde;o direta para a Previd&ecirc;ncia de um outro imposto, o que a equipe econ&ocirc;mica n&atilde;o aceita.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o dos sindicalistas, sem essa compensa&ccedil;&atilde;o, o resultado ser&aacute; um aumento do deficit da Previd&ecirc;ncia, que deve ter fechado o ano passado em R$ 45 bilh&otilde;es -o n&uacute;mero fechado ainda n&atilde;o foi divulgado. Segundo eles, isso pode refor&ccedil;ar a necessidade de uma reforma previdenci&aacute;ria.<br \/>\nDilma, por&eacute;m, j&aacute; deu indica&ccedil;&otilde;es de que n&atilde;o pretende fazer uma reforma da Previd&ecirc;ncia durante seu governo, apesar de assessores defenderem pelo menos uma proposta que atinja apenas as gera&ccedil;&otilde;es futuras.<\/p>\n<p>Assim, os trabalhadores hoje no mercado de trabalho n&atilde;o seriam atingidos. Com isso, seria dada uma sinaliza&ccedil;&atilde;o de que o setor seria sustent&aacute;vel no futuro.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff propor\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o escalonada na tributa\u00e7\u00e3o sobre a folha de pagamento, com um corte inicial de pelo menos dois pontos percentuais na al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria das empresas, hoje de 20%.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o dessas medidas, a ideia \u00e9 fazer outros cortes, que tamb\u00e9m podem continuar sendo de dois pontos, at\u00e9 que a contribui\u00e7\u00e3o patronal ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fique em 14%.<\/p>\n<p>de Valdo Cruz na Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 21. Leia a seguir a \u00edntegra da mat\u00e9ria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34415,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[601],"class_list":["post-34416","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-dilma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34416\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}