{"id":32546,"date":"2011-03-26T00:00:00","date_gmt":"2011-03-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/falta-de-conservacao-das-estradas-rurais-provocam-prejuizos-de-30-nas-safras-colhidas\/"},"modified":"2011-03-26T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-26T03:00:00","slug":"falta-de-conservacao-das-estradas-rurais-provocam-prejuizos-de-30-nas-safras-colhidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/falta-de-conservacao-das-estradas-rurais-provocam-prejuizos-de-30-nas-safras-colhidas\/","title":{"rendered":"Falta de conserva\u00e7\u00e3o das estradas rurais provocam preju\u00edzos de 30% nas safras colhidas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Produ&ccedil;&atilde;o intransit&aacute;vel<\/p>\n<p><\/strong><em><strong>Estradas rurais n&atilde;o conservadas dificultam o escoamento da safra e trazem preju&iacute;zos de aproximadamente 30% aos produtores. Reclama&ccedil;&otilde;es s&atilde;o constantes e aumentam a cada chuva<\/strong><\/em><\/p>\n<p>As estradas rurais s&atilde;o o caminho pelo qual a produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria chega aos centros distribuidores e, consequentemente, &agrave;s ind&uacute;strias e &agrave; mesa do consumidor. Apesar de ser um dos principais elos entre o campo e a cidade, as reclama&ccedil;&otilde;es quanto ao estado de conserva&ccedil;&atilde;o de tais vias permanecem constantes e, praticamente a cada chuva, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a safra. Situa&ccedil;&atilde;o das vias tamb&eacute;m atinge os estudantes, que ficam sem acesso ao transporte escolar.<\/p>\n<p>No caso dos transportes a granel, o gasto com o deslocamento varia de 13% a 15% do custo total de produ&ccedil;&atilde;o, segundo dados da Federa&ccedil;&atilde;o da Agricultura do Estado do Paran&aacute; (Faep). Nilson Hanke Camargo, economista da entidade, explica que esse valor se refere ao transporte feito da porteira da propriedade rural at&eacute; o consumo final &#8211; em muitos casos, o porto de Paranagu&aacute;.<\/p>\n<p>Uma estrada m&aacute; conservada pode aumentar cerca de 30% o custo da baldea&ccedil;&atilde;o &#8211; transporte da lavoura at&eacute; os silos de armazenagem. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Narciso Pissinati, um caminh&atilde;o que poderia transportar 10 toneladas de soja acaba levando apenas seis ou sete toneladas devido aos problemas nas estradas rurais. Dessa forma, para escoar toda a produ&ccedil;&atilde;o, o produtor precisa contratar mais viagens de frete. &#8221;Principalmente no transporte de milho e soja, o preju&iacute;zo se d&aacute; pela quantidade que o produtor deixa de transportar porque a estrada est&aacute; ruim&#8221;, refor&ccedil;a.<\/p>\n<p>Para o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paran&aacute; (Fetranspar), Luiz Anselmo Trombini, &eacute; dif&iacute;cil mensurar os gastos causados pelas m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es das estradas rurais. Segundo ele, o preju&iacute;zo ocorre em fun&ccedil;&atilde;o do tempo maior que o produtor leva para escoar a produ&ccedil;&atilde;o em estradas ruins. &#8221;Quanto mais r&aacute;pida a log&iacute;stica, mais barato &eacute; o frete&#8221;, explica. Trombini afirma que os atuais pre&ccedil;os do transporte j&aacute; levam em considera&ccedil;&atilde;o o atual estado das estradas e, portanto, vias melhores poderiam baratear o frete. &#8221;As vezes, o transporte por 10 km de estradas ruins sai mais caro do que por 50 km de estradas boas&#8221;, salienta Trombini, alegando que o pre&ccedil;o leva em conta o tipo de estrada, a dist&acirc;ncia e o tempo do percurso.<\/p>\n<p>O produtor Ad&atilde;o de Pauli revela que a estrada Guarita, no distrito rural de Paiquer&ecirc;, tem moledo, mas alguns trechos &#8211; principalmente as subidas &#8211; est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es muito ruins. Ad&atilde;o faz o transporte da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os com caminh&atilde;o pr&oacute;prio ou fretado. Ele conta que, devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es da estrada, para fazer o transporte da &uacute;ltima safra de soja teve que carregar o ve&iacute;culo com duas toneladas a menos do que a capacidade total. &#8221;Tive que fazer mais viagens do que o necess&aacute;rio, tive mais gasto de combust&iacute;vel e mais desgaste do caminh&atilde;o. Nessa safra tive um preju&iacute;zo de 15% a 20% com o frete&#8221;, reclama.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade <\/strong><\/p>\n<p>Para Ad&atilde;o, falta estrutura por parte da Prefeitura de Londrina para fazer a manuten&ccedil;&atilde;o das estradas rurais. &#8221;A Prefeitura n&atilde;o tem compet&ecirc;ncia para administrar as estradas rurais&#8221;, critica. Segundo ele, &eacute; necess&aacute;rio equipamento adequado e pessoal capacitado para que a manuten&ccedil;&atilde;o da estrada dure mais tempo.<\/p>\n<p>De acordo com Narciso Pissinati, apesar de a responsabilidade pela conserva&ccedil;&atilde;o das estradas rurais ser das Secretarias Municipais de Agricultura, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel apontar apenas um culpado pelo problema, pois seria necess&aacute;ria uma parceria entre diversos &oacute;rg&atilde;os para resolver a situa&ccedil;&atilde;o. &#8221;N&atilde;o houve investimento para que as estradas fossem restauradas de acordo com a necessidade de cada terreno, levando em conta a bacia dos rios&#8221;, argumenta. Pissinati afirma que a coloca&ccedil;&atilde;o de moledo j&aacute; seria suficiente em muitos casos. &#8221;Se o servi&ccedil;o for bem feito, a conserva&ccedil;&atilde;o vai ser melhor e vai demorar mais para que seja preciso reparar a estrada&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p>\n<strong>Mariana Fabre <br \/>\nReportagem Local<\/strong><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3tima mat\u00e9ria de Mariana Fabre, na Folha de Londrina deste s\u00e1bado, 26, sobre a m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o das estradas rurais. Mariana nos conta que a cada chuva, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a safra os estudantes das comunidades rurais ficam sem acesso ao transporte escolar. <\/p>\n<p>No caso dos transportes a granel, o gasto com o deslocamento varia de 13% a 15% do custo total de produ\u00e7\u00e3o, segundo a Faep. Uma estrada m\u00e1 conservada pode aumentar cerca de 30% o custo da baldea\u00e7\u00e3o &#8211; transporte da lavoura at\u00e9 os silos de armazenagem. Leia a seguir a \u00edntegra da mat\u00e9ria &#8220;Produ\u00e7\u00e3o intransitpavel&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32545,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[7914,7915],"class_list":["post-32546","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-estradas-rurais","tag-prejuizos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32546\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}