{"id":32540,"date":"2011-03-26T00:00:00","date_gmt":"2011-03-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/31-milhoes-de-brasileiros-subiram-de-classe-social-em-2010\/"},"modified":"2011-03-26T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-26T03:00:00","slug":"31-milhoes-de-brasileiros-subiram-de-classe-social-em-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/31-milhoes-de-brasileiros-subiram-de-classe-social-em-2010\/","title":{"rendered":"31 milh\u00f5es de brasileiros subiram de classe social em 2010"},"content":{"rendered":"<p>A distribui&ccedil;&atilde;o dos brasileiros por classes socioecon&ocirc;micas mudou nos &uacute;ltimos cinco anos. Deixou de ter o formato de pir&acirc;mide, t&iacute;pico de pa&iacute;ses pobres, com grande contingente de baixa renda, e passou a ser um losango, figura geom&eacute;trica que se aproxima de uma distribui&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica mais equilibrada entre os estratos sociais e frequente em pa&iacute;ses desenvolvidos.<\/p>\n<p>Essa &eacute; a principal constata&ccedil;&atilde;o da 6.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da pesquisa O Observador Brasil 2011, esp&eacute;cie de radiografia do mercado de consumo, executada pelo instituto Ipsos Public Affairs, a pedido da Cetelem BGN, do grupo financeiro franc&ecirc;s BNP Paribas.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA mudan&ccedil;a de formato da distribui&ccedil;&atilde;o das classes socioecon&ocirc;micas entre 2005 e 2010 ocorreu em raz&atilde;o do ganho de renda que levou a uma grande mobilidade social. S&oacute; no ano passado, quase 31 milh&otilde;es de brasileiros ascenderam socialmente. Desse total, cerca de 19 milh&otilde;es sa&iacute;ram das classes D\/E e engrossaram a grande classe m&eacute;dia, a classe C. E perto de 12 milh&otilde;es de pessoas pularam da classe C para as classes de maior poder aquisitivo A\/B.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&quot;Eu n&atilde;o me surpreenderia se no ano que vem houvesse um empate entre as classes D\/E e A\/B em n&uacute;mero de brasileiros&quot;, afirma o presidente da Cetelem BGN, Marcos Etchegoyen.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDe acordo com a pesquisa, a classe C j&aacute; representava no ano passado mais da metade (53%) da popula&ccedil;&atilde;o brasileira de 191,7 milh&otilde;es de pessoas. Em 2009, a fatia da classe C era de 49% e em 2005, de 34%.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nJ&aacute; as classes D\/E responderam em 2010 por 25% da popula&ccedil;&atilde;o, ante 35% no ano anterior e 51% em 2005. No sentido oposto, a participa&ccedil;&atilde;o das classes A\/B est&aacute; aumentando. Cinco anos atr&aacute;s, elas representavam 15% da popula&ccedil;&atilde;o. Esse &iacute;ndice subiu para 16% em 2009 e atingiu 21% no ano passado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nRenda. Outro resultado relevante da pesquisa &eacute; que em 2010 houve ganho de renda dispon&iacute;vel para os brasileiros de todas as classes sociais e especialmente para os estratos mais pobres. A renda dispon&iacute;vel &eacute; aquela que sobra no or&ccedil;amento das fam&iacute;lias depois de pagas todas as despesas e &eacute; basicamente sin&ocirc;nimo de consumo para as classes sociais de menor renda.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo ano passado, sobraram, em m&eacute;dia, R$ 368 por m&ecirc;s no or&ccedil;amento das fam&iacute;lias, cifra 60% maior que no ano anterior. Mas foram as classes D\/E que registraram os maiores ganhos de renda dispon&iacute;vel no per&iacute;odo. &quot;Em 2010, a renda dispon&iacute;vel dos mais pobres superou R$ 100&quot;, observa Miltonleise Carreiro Filho, vice-presidente da Cetelem BGN. No ano passado, a renda dispon&iacute;vel desse estrato social atingiu R$ 104, com crescimento de 70% ante 2009.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNas contas de Carreiro Filho, a maior renda dispon&iacute;vel entre as camadas mais pobres equivale a um total de recursos de cerca de R$ 1,4 bilh&atilde;o livre para o consumo. Ele lembra tamb&eacute;m que houve uma mudan&ccedil;a radical na renda dispon&iacute;vel das classes D\/E ao longo dos anos. Em 2005, essa camada da popula&ccedil;&atilde;o tinha renda dispon&iacute;vel negativa em R$ 17, ou seja, a renda era insuficiente para cobrir as despesas do m&ecirc;s. &quot;Faltava renda para fechar as contas&quot;, observa.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDepois dos mais pobres, as classes mais ricas, A\/B, registraram a maior taxa de crescimento da renda dispon&iacute;vel em 2010, com aumento de 46%, de R$ 680 em 2009 para R$ 991 em 2010. J&aacute; a classe m&eacute;dia teve o menor ganho de renda dispon&iacute;vel no per&iacute;odo. Em 2009, a renda dispon&iacute;vel da classe C era de R$ 204 e subiu para R$ 243 no ano passado, com acr&eacute;scimo de 19%.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOtimismo<br \/>\nEntre 13 pa&iacute;ses pesquisados pelo BNP Paribas, o Brasil foi o mais bem avaliado pela sua popula&ccedil;&atilde;o em 2010. De zero a dez, o Pa&iacute;s obteve nota 6,8 e ficou um ponto &agrave; frente da Alemanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2010, 31 milh\u00f5es de brasileiros ascenderam socialmente. Desse total, 19 milh\u00f5es sa\u00edram das classes D\/E e engrossaram a grande classe m\u00e9dia brasileira, a classe C. E 12 milh\u00f5es pularam da classe C para as classes A\/B. Os dados s\u00e3o da pesquisa O Observador Brasil 2011, radiografia do mercado de consumo, do instituto Ipsos Public Affairs.<\/p>\n<p>A classe C j\u00e1 representava mais da metade (53%) da popula\u00e7\u00e3o brasileira de 191,7 milh\u00f5es de pessoas. Em 2009, a fatia da classe C era de 49% e em 2005, de 34%. J\u00e1 as classes D\/E responderam em 2010 por 25% da popula\u00e7\u00e3o, ante 35% no ano anterior e 51% em 2005.  No sentido oposto, a participa\u00e7\u00e3o das classes A\/B est\u00e1 aumentando. Cinco anos atr\u00e1s, elas representavam 15% da popula\u00e7\u00e3o. Esse \u00edndice subiu para 16% em 2009 e atingiu 21% no ano passado.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de M\u00e1rcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo. Leia a seguir a \u00edntegra da mat\u00e9ria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32539,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[7912,2686,7911],"class_list":["post-32540","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-31-milhoes","tag-brasileiros","tag-classe-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}