{"id":32136,"date":"2011-04-08T00:00:00","date_gmt":"2011-04-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/tucanos-precisam-de-mudanca-de-geracao-e-discurso-para-sobreviver-diz-economist\/"},"modified":"2011-04-08T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-08T03:00:00","slug":"tucanos-precisam-de-mudanca-de-geracao-e-discurso-para-sobreviver-diz-economist","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/tucanos-precisam-de-mudanca-de-geracao-e-discurso-para-sobreviver-diz-economist\/","title":{"rendered":"Tucanos precisam de mudan\u00e7a de gera\u00e7\u00e3o e discurso para sobreviver, diz Economist"},"content":{"rendered":"<p>A fragilidade evidente da oposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica no Brasil, causada, sobretudo por diverg&ecirc;ncias ideol&oacute;gicas e interesses distantes, mostra-se evidente at&eacute; mesmo para os analistas pol&iacute;ticos de outros pa&iacute;ses.&nbsp; A revista brit&acirc;nica &ldquo;The Economist&rdquo; analisa o cen&aacute;rio brasileiro, apresentando a oposi&ccedil;&atilde;o esfacelada e o PSDB em estado de paralisia pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Segundo o artigo, O PSDB precisa resolver suas disputas internas e descobrir um novo discurso que o diferencie mais do PT se quiser se manter como a principal for&ccedil;a de oposi&ccedil;&atilde;o e reconquistar um dia a Presid&ecirc;ncia do Brasil, afirma artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o desta semana da revista brit&acirc;nica.<\/p>\n<p>&quot;(O PSDB) ainda &eacute; o maior partido de oposi&ccedil;&atilde;o do Brasil, mas nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s elei&ccedil;&otilde;es perdeu assentos de maneira constante em ambas as casas do Congresso&quot;, comenta o artigo.<\/p>\n<p>A revista observa que a pr&oacute;xima elei&ccedil;&atilde;o presidencial ocorre apenas em 2014, mas que &quot;j&aacute; h&aacute; tr&ecirc;s grandes bicos brigando sobre quem deveria ser o candidato&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Muitos acreditam que o partido se dividir&aacute; ao menos se conseguir se unir suavemente atr&aacute;s de um deles&quot;, afirma a revista, citando o ex-prefeito e ex-governador de S&atilde;o Paulo Jos&eacute; Serra, o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, e o ex-governador de Minas Gerais e senador A&eacute;cio Neves.<\/p>\n<p>A revista comenta que simpatizantes de Serra, candidato presidencial derrotado em 2002 e 2010, e de Alckmin, derrotado em 2006, observam que o ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (2003-2010) s&oacute; foi eleito em sua quarta tentativa. A publica&ccedil;&atilde;o afirma que o PT &quot;construiu uma organiza&ccedil;&atilde;o poderosa enquanto estava na oposi&ccedil;&atilde;o, mas o PSDB, em contraste, est&aacute; se enfraquecendo&quot;.<\/p>\n<p>O artigo comenta que o PSDB sempre foi visto como um partido de tecnocratas brilhantes, que constru&iacute;ram sua carreira na oposi&ccedil;&atilde;o a ditadura militar entre 1964 e 1985, mas que n&atilde;o vem conseguindo apresentar rostos novos.<\/p>\n<p>A revista afirma ainda que nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es jovens brasileiros votaram em peso na ex-ministra de Lula Marina Silva, do PV, e que o PSDB est&aacute; sob amea&ccedil;a tamb&eacute;m de perder o apoio dos eleitores da classe m&eacute;dia, entre os quais a popularidade da presidente Dilma Rousseff parece ser ainda maior do que a de Lula.<\/p>\n<p><strong>Programa<\/strong><\/p>\n<p>Para a revista, al&eacute;m da falta de uma lideran&ccedil;a clara, os tucanos v&ecirc;m sofrendo com uma falta de um programa diferenciado.<\/p>\n<p>\n&quot;Quando Lula tomou posse, adotou as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas tucanas. Agora h&aacute; pouca dist&acirc;ncia ideol&oacute;gica entre o PT, cujas bases est&atilde;o no movimento trabalhista, e o PSDB&quot;, afirma o artigo.<\/p>\n<p>A revista observa que, durante o governo Lula, o PSDB tentava se vender como &quot;o partido da boa administra&ccedil;&atilde;o&quot;, mas que esse discurso &eacute; mais dif&iacute;cil agora contra Dilma, cuja imagem &eacute; a de uma boa administradora.<\/p>\n<p>At&eacute; mesmo na quest&atilde;o das privatiza&ccedil;&otilde;es, promovidas durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e criticadas pelos petistas, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; tantas diferen&ccedil;as, observa a Economist, j&aacute; que Dilma j&aacute; afirmou que pretende abrir os aeroportos a investimentos privados.<\/p>\n<p>Para a revista, os tucanos t&ecirc;m agora de enfrentar o dilema de se manter no campo do centro-esquerda e esperar que a mar&eacute; se volte contra o PT por conta de algum eventual esc&acirc;ndalo ou mudan&ccedil;as no panorama econ&ocirc;mico ou mover-se &agrave; direita para ocupar um campo pol&iacute;tico quase vazio atualmente na pol&iacute;tica brasileira.<\/p>\n<p>O artigo sugere um poss&iacute;vel caminho para o partido: adotar o discurso da redu&ccedil;&atilde;o da carga tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p>Para a revista, apesar da cren&ccedil;a de que os eleitores brasileiros preferem os gastos p&uacute;blicos em programas sociais, como o Bolsa Fam&iacute;lia, a cortes de impostos, pesquisas mostrariam que os brasileiros, incluindo os mais pobres, estariam come&ccedil;ando a tomar consci&ecirc;ncia de que pagam muitos impostos.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fragilidade evidente da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil, causada, sobretudo por diverg\u00eancias ideol\u00f3gicas e interesses distantes, mostra-se evidente at\u00e9 mesmo para os analistas pol\u00edticos de outros pa\u00edses.  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