{"id":31590,"date":"2011-04-27T00:00:00","date_gmt":"2011-04-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/em-artigo-no-jornal-o-globo-defendo-o-voto-em-lista-fechada\/"},"modified":"2011-04-27T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-27T03:00:00","slug":"em-artigo-no-jornal-o-globo-defendo-o-voto-em-lista-fechada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/em-artigo-no-jornal-o-globo-defendo-o-voto-em-lista-fechada\/","title":{"rendered":"Em artigo no jornal O Globo, defendo o voto em lista fechada"},"content":{"rendered":"<p>A reforma pol&iacute;tica toma corpo no Congresso Nacional. O PT decidiu criar um comit&ecirc; de senadores e deputados e de lideran&ccedil;as do partido para mobilizar a sociedade sobre a import&acirc;ncia do tema e iniciar conversas com outras legendas sobre o assunto. No Congresso, o PT vai construir uma maioria em torno de uma proposta que supere o sistema atual, mas que tenha o voto em lista e o financiamento p&uacute;blico de campanha, entre quatro pontos, como imprescind&iacute;veis e presentes no relat&oacute;rio final das comiss&otilde;es. <strong>Leiam a &iacute;ntegra do artigo, publicado nesta segunda-feira, no jornal O Globo.<\/p>\n<p><\/strong>&Eacute; importante dizer que o voto em lista fechada representa tamb&eacute;m a vontade do eleitor. &Eacute; um voto no candidato identificado com o programa e com as propostas apresentadas pelo partido. Em suma, um voto que respeita o eleitor e sua decis&atilde;o. Os que se op&otilde;em ao voto em lista dizem que os partidos e seus dirigentes v&atilde;o impor aos eleitores suas vontades e que a elei&ccedil;&atilde;o ser&aacute; apenas dos &quot;caciques&quot;, daqueles que comandam a m&aacute;quina partid&aacute;ria. N&atilde;o &eacute; verdade.<\/p>\n<p>No PT, por exemplo, a decis&atilde;o sobre quem vai ou n&atilde;o ser candidato &eacute; dos filiados atrav&eacute;s do voto direto. Inclusive, os pr&oacute;prios dirigentes s&atilde;o eleitos pelo voto direto. Os contr&aacute;rios tamb&eacute;m argumentam que o voto em lista tira o poder de decis&atilde;o do eleitor. Isso n&atilde;o faz sentido. Se os nomes que est&atilde;o &agrave; frente da lista do partido n&atilde;o agradam ao eleitor, ele vai escolher outro partido. Ou seja, o eleitor &eacute; quem decide, sim. O voto em lista tamb&eacute;m simplifica e diminui os custos, tira a for&ccedil;a do dinheiro privado nas elei&ccedil;&otilde;es e suas consequ&ecirc;ncias danosas que geram casos de corrup&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m a &uacute;nica forma de garantir o financiamento p&uacute;blico das campanhas. Vale lembrar, ainda, que o voto em lista aberta, como ocorre hoje, foi implantado em 1945, personalizou a pol&iacute;tica brasileira e obrigou a maioria dos partidos a correr atr&aacute;s de puxadores de votos sem qualquer compromisso com o eleitor. Esse sistema s&oacute; funciona em tr&ecirc;s pa&iacute;ses al&eacute;m do Brasil: Chile, Finl&acirc;ndia e Pol&ocirc;nia. J&aacute; a lista fechada &eacute; o sistema mais usado no mundo e nas novas democracias como Argentina, Bulg&aacute;ria, Portugal, Mo&ccedil;ambique, Espanha, Turquia, Uruguai, Col&ocirc;mbia, Costa Rica, &Aacute;frica do Sul e Paraguai. Nestes pa&iacute;ses, as listas fechadas s&atilde;o escolhidas em pr&eacute;vias partid&aacute;rias em que todos os filiados votam e definem a ordem da lista. No Brasil, todo processo de escolha e defini&ccedil;&atilde;o dos nomes pelos partidos pode ser acompanhado e fiscalizado pelo TSE e suas inst&acirc;ncias. Al&eacute;m do voto em lista, novo sistema eleitoral deve garantir, ainda, a fidelidade partid&aacute;ria, a continuidade do voto proporcional como base de c&aacute;lculo para o n&uacute;mero de parlamentares eleitos por cada partido e o fim de coliga&ccedil;&otilde;es proporcionais.<\/p>\n<p>Todas essas propostas estar&atilde;o em discuss&atilde;o no Congresso Nacional. E o importante &eacute; aprovar uma reforma que substitua o atual modelo partid&aacute;rio, eleitoral e institucional que est&aacute; superado e &eacute; invi&aacute;vel. Sem a reforma, vamos continuar assistindo &agrave; judicializa&ccedil;&atilde;o do processo eleitoral decorrente de um sistema de voto individual, sem fidelidade partid&aacute;ria, que leva &agrave; depend&ecirc;ncia total do poder econ&ocirc;mico. Os que afirmam ser invi&aacute;vel fazer reforma est&atilde;o subestimando os riscos de uma crise pol&iacute;tico-institucional que o atual modelo acabar&aacute; por produzir. N&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil e nem simples. Nunca &eacute;. Mas o importante &eacute; desencadear o processo no rumo do aperfei&ccedil;oamento partid&aacute;rio, pol&iacute;tico-institucional e eleitoral do pa&iacute;s: com lista fechada e com respeito &agrave; vontade do eleitor.<\/p>\n<p><span id=\"1303933156326S\" style=\"display: none\">&nbsp;<\/span><strong>ZECA DIRCEU &eacute; deputado federal (PT-PR).<\/p>\n<p>Artigo publicado no Jornal O Globo, na edi&ccedil;&atilde;o de segunda-feira (25).<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma pol\u00edtica toma corpo no Congresso Nacional. 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