{"id":31470,"date":"2011-05-03T00:00:00","date_gmt":"2011-05-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/resolucao-do-pt-destaca-tarefas-pioritarias-para-2011\/"},"modified":"2011-05-03T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-03T03:00:00","slug":"resolucao-do-pt-destaca-tarefas-pioritarias-para-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/resolucao-do-pt-destaca-tarefas-pioritarias-para-2011\/","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o do PT destaca tarefas piorit\u00e1rias para 2011"},"content":{"rendered":"<p>O PT aprovou s&aacute;bado, 30, a resolu&ccedil;&atilde;o com as tarefas priorit&aacute;rias para 2011. No documento, as prioridades s&atilde;o: a reforma pol&iacute;tico-eleitoral com participa&ccedil;&atilde;o popular; a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o de massas; a aprova&ccedil;&atilde;o de uma reforma tribut&aacute;ria; a organiza&ccedil;&atilde;o do partido com vistas &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2012.<\/p>\n<p>E ainda&nbsp; a continuidade do debate ideol&oacute;gico, cultural e pol&iacute;tico contra as vis&otilde;es de mundo conservadoras, derrotadas em outubro de 2010. Leia a seguir a &iacute;ntegra do documento.<\/p>\n<p>\n<strong>RESOLU&Ccedil;&Atilde;O POL&Iacute;TICA<\/strong><\/p>\n<p>Os fatos que marcam o intervalo entre a &uacute;ltima e a atual reuni&atilde;o do Diret&oacute;rio Nacional s&atilde;o amplamente favor&aacute;veis ao Partido dos Trabalhadores e a nosso projeto pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Primeiro, porque permanece inconteste a prefer&ecirc;ncia do PT sobre os demais partidos brasileiros, em todos os setores sociais, &ndash; prest&iacute;gio que sobreleva quando se consolida a popularidade, aqui e no exterior, do companheiro Lula, lideran&ccedil;a m&aacute;xima e presidente de honra do PT.<\/p>\n<p>Depois, mas n&atilde;o menos importante, &eacute; a expressiva aprova&ccedil;&atilde;o popular da presidenta Dilma Rousseff, que, ao final dos 100 primeiros dias de governo, confirma nossas expectativas de que daria continuidade, com atualiza&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, &agrave;s mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas, sociais e culturais empreendidas pelo governo Lula. Reportagem recente da revista Time inclui a companheira Dilma entre as 100 personalidades mais influentes do mundo.<\/p>\n<p>Esse amplo apoio inicial ao nosso governo resulta da grande confian&ccedil;a do povo brasileiro no caminho iniciado pelo Presidente Lula e do qual ele &ndash; o povo brasileiro &ndash; &eacute; sujeito e benefici&aacute;rio. Esse apoio tamb&eacute;m deve-se &agrave;s primeiras a&ccedil;&otilde;es do nosso governo, que vem refor&ccedil;ando as bases do desenvolvimento econ&ocirc;mico com justi&ccedil;a social iniciado pelo presidente Lula: prosseguem as pol&iacute;ticas sociais e de gera&ccedil;&atilde;o de empregos, ao mesmo tempo em que o combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o obedece aos ditames do capital financeiro e rentista, que sempre foram obst&aacute;culo &agrave; redistribui&ccedil;&atilde;o da renda e ao investimento.<\/p>\n<p>Num quadro internacional marcado pela instabilidade, provocada simultaneamente pela crise e decl&iacute;nio dos EUA, o governo da presidenta Dilma reafirma o papel altivo e soberano do Brasil no mundo.Tamb&eacute;m no plano internacional, as negocia&ccedil;&otilde;es exitosas com a China, na forma&ccedil;&atilde;o de relevante parceria, convalidam as diretrizes da pol&iacute;tica externa implementada pelo governo Lula: rela&ccedil;&otilde;es Sul-Sul, integra&ccedil;&atilde;o regional, &ecirc;nfase na rela&ccedil;&atilde;o com &Aacute;frica, democratiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es internacionais, multilateralismo, paz.<\/p>\n<p>Por fim, ainda sofrendo seq&uuml;elas do &uacute;ltimo pleito e envolvidos em contradi&ccedil;&otilde;es internas, os advers&aacute;rios do PT e do governo Dilma fragmentam-se. O esvaziamento do DEM, desidratado pelo lan&ccedil;amento do PSD em forma&ccedil;&atilde;o, acena para eventual fus&atilde;o com o PSDB. Envoltos numa guerra de c&uacute;pula pelo comando do partido e &agrave;s voltas com a debandada de seis vereadores paulistanos, os tucanos debatem-se &agrave; procura de um rumo para a oposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em grande medida, tanto o DEM quanto o PSDB, que sempre atuaram a servi&ccedil;o da globaliza&ccedil;&atilde;o neoliberal, hoje em crise, vivem tamb&eacute;m &#8212; e por isso mesmo &#8212; uma profunda crise de identidade. Carecendo de projeto nacional soberano, &oacute;rf&atilde;os at&eacute; de um programa oposicionista, v&ecirc;m se pulverizando. Resumo da hist&oacute;ria: em artigo que acendeu pol&ecirc;mica em suas pr&oacute;prias hostes, at&eacute; seu patrono intelectual desistiu de dialogar com o povo.<\/p>\n<p>A dispers&atilde;o, a t&aacute;tica confusa, a fragilidade aparente dos oponentes n&atilde;o nos deve levar a subestim&aacute;-los: a oposi&ccedil;&atilde;o representa setores consider&aacute;veis da classe dominante, controla o poder em v&aacute;rios estados e tem a seu lado importantes aparelhos de poder.<\/p>\n<p>Nestes primeiros quatro meses do ano, em meio &agrave; expans&atilde;o do d&eacute;ficit p&uacute;blico e da d&iacute;vida dos EUA &#8212; express&otilde;es de uma crise que se manifesta em todos os terrenos: financeiro, comercial, cambial, energ&eacute;tico, alimentar, ambiental &#8212; o mundo foi sacudido por subleva&ccedil;&otilde;es populares no Norte da &Aacute;frica e em pa&iacute;ses &aacute;rabes, prenunciando o fim em s&eacute;rie de longevos regimes ditatoriais. O PT manifestou-se publicamente em defesa das popula&ccedil;&otilde;es oprimidas, contra a interven&ccedil;&atilde;o militar externa e a favor de solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica dos conflitos &ndash; particularmente no caso da L&iacute;bia, invadida por for&ccedil;as anglo-franco-americanas &ndash; posi&ccedil;&atilde;o por sinal convergente com o voto do Brasil no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU.<\/p>\n<p>As pol&iacute;ticas de ajuste dos EUA, que se prolongam desde a &uacute;ltima crise global, repercutem no mundo todo e, como n&atilde;o poderia deixar de ser, tamb&eacute;m no Brasil. Durante a visita do presidente Obama ao Pa&iacute;s, a presidenta Dilma fez ouvir nossas discord&acirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o ao protecionismo americano e cobrou uma nova postura, em defesa da nossa economia. Por ocasi&atilde;o da visita de Obama, as for&ccedil;as democr&aacute;ticas populares tamb&eacute;m reafirmaram seu recha&ccedil;o &agrave; base de Guantanamo e ao bloqueio contra Cuba; assim como reafirmamos nossa critica &agrave; inger&ecirc;ncia dos EUA na Am&eacute;rica Latina, onde continuam os ventos de mudan&ccedil;a, a exemplo do que est&aacute; ocorrendo no segundo turno das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais do Peru, marcadas para o dia 5 de junho pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>A desvaloriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar diante de v&aacute;rias moedas, inclusive do real, reavivou, na m&iacute;dia e na sociedade, o debate sobre a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e os riscos &ndash; mais propagand&iacute;sticos que reais &ndash; de uma escalada inflacion&aacute;ria, e da aprecia&ccedil;&atilde;o do real, que favorece as importa&ccedil;&otilde;es e dificulta as exporta&ccedil;&otilde;es nacionais.<\/p>\n<p>Sob a hegemonia do &ldquo;pensamento &uacute;nico&rdquo; e das pol&iacute;ticas neoliberais do per&iacute;odo FHC, o debate sobre as op&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica era desqualificado. A valoriza&ccedil;&atilde;o artificial do real, desmascarada logo ap&oacute;s a reelei&ccedil;&atilde;o de FHC; a sucess&atilde;o de crises e o desemprego em massa; os descalabros que quase levaram o Brasil &agrave; bancarrota &ndash; tudo isso eram cr&iacute;ticas dos &ldquo;neobobos&rdquo; da oposi&ccedil;&atilde;o ou fruto do radicalismo petista, partid&aacute;rio do &ldquo;quanto pior, melhor&rdquo;&hellip;<\/p>\n<p>Agora, depois que o pa&iacute;s cresceu com inclus&atilde;o social, distribui&ccedil;&atilde;o de renda e gera&ccedil;&atilde;o de empregos, reviveu o interesse pelo debate sobre a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo. E &eacute; bom que assim seja, para que a popula&ccedil;&atilde;o toda possa fazer as escolhas sobre quais caminhos trilhar.<\/p>\n<p>No que tange ao controle da infla&ccedil;&atilde;o, o governo tem adotado uma pol&iacute;tica de combinar a varia&ccedil;&atilde;o da taxa de juros com a ado&ccedil;&atilde;o das chamadas medidas macroprudenciais, tais como o aumento do compuls&oacute;rio dos bancos, a eleva&ccedil;&atilde;o do IOF e a conten&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos para o consumo. O combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o implica sacrificar as pol&iacute;ticas de desenvolvimento social do governo, que requerem um crescimento do PIB entre 4 e 4,5% este ano. Ali&aacute;s, as pol&iacute;ticas de desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, como o investimento na amplia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos por parte da pequena e media produ&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o essenciais para combater alguns dos fatores causadores da infla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O PT considera correta a orienta&ccedil;&atilde;o geral que o governo vem imprimindo, sobretudo sua decis&atilde;o de manter as pol&iacute;ticas de gera&ccedil;&atilde;o de empregos e distribui&ccedil;&atilde;o de renda; as obras do PAC e de infra-estrutura para a Copa de 2014 e as Olimp&iacute;adas de 2016; os investimentos do Programa &ldquo;Minha Casa, Minha Vida&rdquo;; a amplia&ccedil;&atilde;o do Bolsa Fam&iacute;lia; bem como os anunciados programas de melhoria da condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Na atual conjuntura &eacute; papel do PT, junto aos partidos aliados, movimentos sociais e intelectualidade progressista, empenhar-se em outras tarefas, al&eacute;m de apoiar, dar sustenta&ccedil;&atilde;o e fazer avan&ccedil;ar o governo Dilma. At&eacute; porque, o sucesso destas iniciativas concorre para fortalecer nosso projeto e contribui para o seu prosseguimento futuro. S&atilde;o elas, entre outras:<\/p>\n<p>a) a realiza&ccedil;&atilde;o de uma reforma pol&iacute;tico-eleitoral com participa&ccedil;&atilde;o popular; <br \/>\nb) a luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o de massas;<br \/>\nc) a aprova&ccedil;&atilde;o de uma reforma tribut&aacute;ria;<br \/>\nd) a organiza&ccedil;&atilde;o do partido com vistas &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2012;<br \/>\ne) a continuidade do debate ideol&oacute;gico, cultural e pol&iacute;tico contra as vis&otilde;es de mundo conservadoras, derrotadas em outubro de 2010, mas que tentam impor suas pautas na sociedade e ao governo. Destaca-se neste ponto a defesa dos direitos humanos e da aprova&ccedil;&atilde;o, no Congresso Nacional, da Comiss&atilde;o da Verdade e da Justi&ccedil;a;<br \/>\nf) a amplia&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;nculos com a classe trabalhadora, engajando nossa milit&acirc;ncia em lutas como a redu&ccedil;&atilde;o da jornada sem redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios, que aguarda vota&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Os temas acima listados devem ser objeto de debate no Congresso que o partido realizar&aacute; este ano, sendo obrigat&oacute;rio considerar os projetos apresentados pelo governo Dilma, tais como o marco regulat&oacute;rio, no caso das comunica&ccedil;&otilde;es; e as propostas de reforma do ICMS, desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamentos, restitui&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos PIS-CONFINS e aumento do teto do super simples, no caso da reforma tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p>Definida como um dos pontos priorit&aacute;rios no 3o. e 4o. Congresso do PT, a bandeira da reforma pol&iacute;tica vem sendo empunhada h&aacute; anos pelos partidos e movimentos sociais, sem que o Congresso Nacional promovesse qualquer mudan&ccedil;a no ordenamento em vigor. Altera&ccedil;&otilde;es nas regras eleitorais e no funcionamento dos partidos t&ecirc;m sido promovidas pela Justi&ccedil;a Eleitoral, algumas delas resultando em demandas no Supremo Tribunal Federal, como foi o caso da impugna&ccedil;&atilde;o de candidatos considerados &quot;fichas sujas&quot;. A chamada judicializa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica, neste aspecto, provoca inseguran&ccedil;a nos partidos, entre candidatos e entre os pr&oacute;prios eleitores, inconformados por elegerem algu&eacute;m que depois &eacute; barrado por decis&otilde;es que ignoram.<\/p>\n<p>A &uacute;ltima tentativa de realizar uma reforma pol&iacute;tica ocorreu em 2007 e seu insucesso gerou des&acirc;nimo. Mas, agora, o clima parece mais prop&iacute;cio. Tanto o Senado como a C&acirc;mara dos Deputados, com processos pr&oacute;prios, encamparam o tema. O primeiro, por meio de uma comiss&atilde;o, aprovou propostas importantes como o financiamento p&uacute;blico de campanhas eleitorais, a fidelidade partid&aacute;ria, o voto proporcional em lista pr&eacute;-ordenada, entre outras. Na C&acirc;mara, uma comiss&atilde;o formada por 51 parlamentares e com relatoria do petista Henrique Fontana , avan&ccedil;a para construir at&eacute; julho uma proposta global de reforma pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>O PT tem uma enorme responsabilidade na transforma&ccedil;&atilde;o desse anseio democr&aacute;tico em realidade. A reforma pol&iacute;tica com participa&ccedil;&atilde;o popular pode modernizar nosso sistema pol&iacute;tico, garantir o pluralismo e as identidades program&aacute;ticas presentes na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Nosso partido tem defendido, em todos os foros, os pontos aprovados no 4o. Congresso: manuten&ccedil;&atilde;o do sistema de voto proporcional, financiamento p&uacute;blico exclusivo das campanhas eleitorais, voto em lista pr&eacute;-ordenada democraticamente elaborada, fidelidade partid&aacute;ria, fim das coliga&ccedil;&otilde;es proporcionais, facilita&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de democracia participativa (iniciativa popular em mat&eacute;ria legislativa, referendos e plebiscitos).<\/p>\n<p>A necessidade de mudan&ccedil;as nos processos eleitorais encontra eco na sociedade. Sobretudo, quando a id&eacute;ia do financiamento p&uacute;blico exclusivo, desvestido da manipula&ccedil;&atilde;o de que os recursos sairiam da sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o ou viriam de um novo imposto, aparece como capaz de baratear as elei&ccedil;&otilde;es ou de ajudar no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O financiamento p&uacute;blico &eacute; a mudan&ccedil;a at&eacute; agora mais consensual entre os partidos e funda&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias com quem o PT tem dialogado. O mesmo vale dizer para as centrais sindicais, a Plataforma de Movimentos Sociais e o movimento de combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o eleitoral.<\/p>\n<p>Em conjunto com os representantes de nossas bancadas no Congresso, com a Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, ouvida a presidenta Dilma e j&aacute; assegurada a participa&ccedil;&atilde;o do companheiro Lula, o DN orienta, em Resolu&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, o encaminhamento para o di&aacute;logo com partidos, centrais sindicais, organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade, prefeitos e governadores, tendo por objetivo culminar numa campanha nacional para realizar uma reforma pol&iacute;tico-eleitoral.<\/p>\n<p>Cabe, finalmente, ao PT, desde j&aacute;, preparar-se nacionalmente para as elei&ccedil;&otilde;es de 2012, quando se nos imp&otilde;e o desafio de responder &agrave;s disputas locais de forma articulada com o projeto nacional que vem recebendo o apoio da maioria do povo brasileiro. Devemos destacar companheiros da CEN para definirem com precis&atilde;o uma t&aacute;tica que favore&ccedil;a nosso crescimento nas prefeituras e c&acirc;maras de vereadores e que coordenem o di&aacute;logo com todas as for&ccedil;as pol&iacute;ticas e sociais interessadas na amplia&ccedil;&atilde;o, no plano local, das conquistas alcan&ccedil;adas durante o governo Lula e que continuam com a presidenta Dilma. Uma grande vit&oacute;ria em 2012 ser&aacute; fundamental para o avan&ccedil;o da hegemonia democr&aacute;tica e popular, al&eacute;m de fortalecer nosso governo para sua continuidade em 2014.<\/p>\n<p>O DN, ao encerrar sua reuni&atilde;o, sa&uacute;da as trabalhadoras e os trabalhadores neste 1&ordm; de Maio, que tem um significado especial para nosso Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O Brasil vive um momento &uacute;nico na sua hist&oacute;ria, para o qual a capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e formula&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, atrav&eacute;s do movimento sindical, muito contribuiu.<\/p>\n<p>Os 15 milh&otilde;es de empregos formais, os aumentos reais de sal&aacute;rios em mais de 90% das categorias profissionais e a valoriza&ccedil;&atilde;o permanente do sal&aacute;rio m&iacute;nimo s&atilde;o algumas das conquistas desse per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Isso se deu, entre outros motivos, pelo respeito com que os trabalhadores foram tratados no governo Lula e continuam sendo no governo Dilma. Exemplos dessa nova forma de rela&ccedil;&atilde;o est&atilde;o no reconhecimento das centrais sindicais e na presen&ccedil;a do movimento nas decis&otilde;es governamentais, atrav&eacute;s de conselhos, confer&ecirc;ncias e diversas formas de participa&ccedil;&atilde;o popular.<\/p>\n<p>Este protagonismo, no entanto, s&oacute; foi poss&iacute;vel porque os cutistas que militam no PT e os petistas com atua&ccedil;&atilde;o sindical acumularam experi&ecirc;ncia e organiza&ccedil;&atilde;o, permitindo a participa&ccedil;&atilde;o qualificada nas decis&otilde;es do Estado.<\/p>\n<p>O PT reconhece, por outro lado, que a extraordin&aacute;ria melhora de vida dos trabalhadores e trabalhadoras n&atilde;o foi suficiente para acabar com as seculares disparidades sociais. Muito ainda precisa ser conquistado. A redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho sem redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios, a luta pelo trabalho decente e contra as pr&aacute;ticas anti-sindicais e a organiza&ccedil;&atilde;o nos locais de trabalho s&atilde;o bandeiras que todos n&oacute;s devemos abra&ccedil;ar como instrumentos que podem melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro.<\/p>\n<p>Neste 1&ordm; de Maio, celebramos um pa&iacute;s que continuar&aacute; caminhando na dire&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a social, tendo trabalhadores e trabalhadoras como protagonistas desta caminhada.<\/p>\n<p>\n<strong>Bras&iacute;lia, 30 de abril de 2011.<br \/>\nDiret&oacute;rio Nacional do Partido dos Trabalhadores.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PT aprovou s\u00e1bado, 30, a resolu\u00e7\u00e3o com as tarefas priorit\u00e1rias para 2011. No documento, as prioridades s\u00e3o: a reforma pol\u00edtico-eleitoral com participa\u00e7\u00e3o popular; a democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o de massas; a aprova\u00e7\u00e3o de uma reforma tribut\u00e1ria; a organiza\u00e7\u00e3o do partido com vistas \u00e0s elei\u00e7\u00f5es municipais de 2012.<\/p>\n<p>E ainda  a continuidade do debate ideol\u00f3gico, cultural e pol\u00edtico contra as vis\u00f5es de mundo conservadoras, derrotadas em outubro de 2010. Leia a seguir a \u00edntegra do documento.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31469,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5377,5502,117,3021],"class_list":["post-31470","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-5377","tag-prioridades","tag-pt","tag-resolucao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31470\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}