{"id":31406,"date":"2011-05-05T00:00:00","date_gmt":"2011-05-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/tcu-defende-revisao-dos-contratos-de-pedagio-no-parana\/"},"modified":"2011-05-05T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-05T03:00:00","slug":"tcu-defende-revisao-dos-contratos-de-pedagio-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/tcu-defende-revisao-dos-contratos-de-pedagio-no-parana\/","title":{"rendered":"TCU defende revis\u00e3o dos contratos de ped\u00e1gio no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Creio que n&atilde;o h&aacute; no Paran&aacute;, motorista que n&atilde;o reclame ou n&atilde;o reclamou dos pre&ccedil;os abusivos cobrados nas pra&ccedil;as de ped&aacute;gio espalhadas pelas rodovias do Estado. A regra vale para todo o Brasil. <\/p>\n<p>Em raz&atilde;o dessa rentabilidade das rodovias privatizadas no Brasil &ndash; entre 17% e 24% acima da infla&ccedil;&atilde;o &ndash;, superior &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o dos demais neg&oacute;cios da privatiza&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) defende a revis&atilde;o dos contratos celebrados nos anos 90, sob o governo Fernando Henrique Cardoso. Inclusive o das pra&ccedil;as instaladas no Paran&aacute; durante o governo Jaime Lerner.<\/p>\n<p>O debate no tribunal come&ccedil;ou em 2007, logo depois de o governo Lula concluir a segunda fase do programa de concess&atilde;o de rodovias federais &agrave; iniciativa privada. Diante da disputa acirrada, os pre&ccedil;os dos ped&aacute;gios foram reduzidos nessa &eacute;poca, e a chamada taxa interna de retorno caiu de 17%, em m&eacute;dia, para 8,95%, no m&aacute;ximo. <\/p>\n<p>T&eacute;cnicos do TCU propuseram, ent&atilde;o, a revis&atilde;o dos primeiros contratos de concess&atilde;o rodovi&aacute;ria, e a proposta foi encampada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues. Depois de algum tempo parado, o debate quase teve um desfecho na sess&atilde;o de quarta-feira passada do tribunal. A vota&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi conclu&iacute;da porque o ministro Raimundo Carreiro alegou que a revis&atilde;o da taxa de retorno representaria &ldquo;quebra&rdquo; de contrato e consequente inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica na &aacute;rea. O voto diferente dividiu o plen&aacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;As taxas de retorno s&atilde;o realmente muito altas, a melhor alternativa seria rever a situa&ccedil;&atilde;o que prejudica os consumidores&rdquo;, defendeu o ministro Jos&eacute; Jorge, fa&not;&not;vo&not;&not;r&aacute;vel a uma tentativa de negocia&ccedil;&atilde;o com as concession&aacute;rias. &ldquo;Temos um impasse no tribunal porque muitos entendem que n&atilde;o pode haver quebra unilateral de contrato&rdquo;, disse. O ministro Jos&eacute; M&uacute;cio defendeu, ent&atilde;o, uma nova rodada de conversas com as concession&aacute;rias. Rodrigues e Carreiro s&oacute; ir&atilde;o se manifestar depois de uma decis&atilde;o final do tribunal, que ainda n&atilde;o tem data marcada.<\/p>\n<p><strong>Outra realidade<br \/>\n<\/strong><br \/>\nDe acordo com a avalia&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do tribunal, os contratos das primeiras concess&otilde;es de rodovias federais, leiloadas nos anos 90, refletiam uma situa&ccedil;&atilde;o de instabilidade econ&ocirc;mica. As incertezas da &eacute;poca justificaram taxas de retorno do investimento mais elevadas, al&eacute;m dos reajustes pela infla&ccedil;&atilde;o a que as concession&aacute;rias t&ecirc;m direito na revis&atilde;o do pre&ccedil;o dos ped&aacute;gios a cada ano.<\/p>\n<p>A primeira avalia&ccedil;&atilde;o, feita ainda em 2007, j&aacute; apontava ind&iacute;cios de que os contratos de concess&atilde;o de rodovias &ndash; de 20 ou 25 anos de dura&ccedil;&atilde;o &ndash; estavam fora do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro, provocando preju&iacute;zos aos usu&aacute;rios, com a cobran&ccedil;a de tarifas de ped&aacute;gio acima do pre&ccedil;o razo&aacute;vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Creio que n\u00e3o h\u00e1 no Paran\u00e1, motorista que n\u00e3o reclame ou n\u00e3o reclamou dos pre\u00e7os abusivos cobrados nas pra\u00e7as de ped\u00e1gio espalhadas pelas rodovias do Estado. 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