{"id":31162,"date":"2011-05-15T00:00:00","date_gmt":"2011-05-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/campus-federais-dobram-no-pais\/"},"modified":"2011-05-15T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-15T03:00:00","slug":"campus-federais-dobram-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/campus-federais-dobram-no-pais\/","title":{"rendered":"C\u00e2mpus federais dobram no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Em menos de dez anos, o n&uacute;mero de c&acirc;mpus das universidades federais praticamente dobrou no Brasil, passando de 148, em 2003, para 274, neste ano. O Paran&aacute; foi um dos estados mais beneficiados pela expans&atilde;o da rede: ao lado de S&atilde;o Paulo, &eacute; o terceiro estado que mais recebeu unidades federais de ensino superior. Oito novas se somaram &agrave;s 12 j&aacute; existentes. S&oacute; Rio Grande do Sul, que tinha 16 c&acirc;mpus e recebeu mais 18, e Minas Gerais, que tinha 21 e agora soma 33, tiveram expans&atilde;o maior.<\/p>\n<p>Observando o desempenho por regi&otilde;es, Sul e Nordeste foram as mais favorecidas. Juntos, os tr&ecirc;s estados do Sul receberam 30 unidades federais. J&aacute; o Nordeste concentrou quase um ter&ccedil;o das novas institui&ccedil;&otilde;es: foram 42 c&acirc;mpus &ndash; um crescimento acentuado, considerando que at&eacute; 2003 a regi&atilde;o tinha 30 sedes de universidades federais.<\/p>\n<p>Do lado oposto est&atilde;o estados que viram sua rede crescer muito pouco no per&iacute;odo. Os piores casos s&atilde;o os de Goi&aacute;s e Amap&aacute;, que n&atilde;o tiveram nenhum c&acirc;mpus federal criado desde 2003. Rond&ocirc;nia, Acre e Roraima, todos no Norte, tiveram a abertura de apenas uma nova sede, mesma situa&ccedil;&atilde;o vivida pelo Esp&iacute;rito Santo (veja o quadro).<br \/>\nAvalia&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo concordam que a expans&atilde;o observada no per&iacute;odo foi expressiva e importante, mas ressaltam que o n&uacute;mero de universidades federais ainda est&aacute; longe de atender &agrave;s necessidades do pa&iacute;s. &ldquo;Se consideramos as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, que ainda est&aacute; vigorando, ter&iacute;amos de ter 30% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos no ensino superior. A nossa taxa l&iacute;quida, por&eacute;m, &eacute; de 12,9%&rdquo;, ressalta a professora Maria Am&eacute;lia Sabbag Zainko, pr&oacute;-reitora de Gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR) e coordenadora de projetos no Observat&oacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o Superior.<\/p>\n<p>Maria Am&eacute;lia lembra ainda que a expans&atilde;o da rede federal n&atilde;o se limita &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos c&acirc;mpus. Tamb&eacute;m &eacute; preciso abrir vagas e cursos nas sedes j&aacute; existentes. Na UFPR, desde 2009, foram 1.439 vagas abertas em cursos presenciais, al&eacute;m dos cursos &agrave; dist&acirc;ncia.<br \/>\nImpacto<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; unanimidade, por&eacute;m, quando o assunto &eacute; o impacto decorrente da expans&atilde;o da rede federal no Brasil. O professor Valmor Bolan, doutor em So&not;&not;ciologia, conselheiro da Orga&not;niza&ccedil;&atilde;o Universit&aacute;ria Interame&not;ricana no Brasil e membro da Comiss&atilde;o Ministerial do ProUni, considera equivocado o modelo de universidade que continua a ser implantado no pa&iacute;s, o que comprometeria os resultados do crescimento da rede. &ldquo;A implanta&ccedil;&atilde;o de universidades federais deveria obedecer a um plano nacional de inclus&atilde;o da juventude no ensino superior. Mas n&atilde;o &eacute; isso que se v&ecirc;. Ainda se alimenta uma vis&atilde;o de universidade que prov&eacute;m do s&eacute;culo 19, que &eacute; aquela focada em ensino, pesquisa e extens&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>Para incluir os mais pobres no ensino superior, o professor defende a cria&ccedil;&atilde;o de universidades que atendam de forma pontual &agrave;s demandas das diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s. &ldquo;O governo precisa ouvir a classe produtora e ver o que ela necessita. Um curso n&atilde;o precisa ter quatro anos para ser bom. Por que n&atilde;o criarmos cursos mais curtos e aplicados?&rdquo;, questiona.<\/p>\n<p>A professora Maria Am&eacute;lia tem uma vis&atilde;o diferente. Para ela, a universidade p&uacute;blica do Brasil est&aacute;, sim, comprometida com a inclus&atilde;o social e com o desenvolvimento regional. &ldquo;Hoje, a universidade se aproxima mais da sociedade, repensa seu papel, se colocada na perspectiva de fazer ensino, pesquisa e extens&atilde;o com qualidade. E a pesquisa desenvolvida na faculdade tem o objetivo de promover a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>Gustavo Balduino, secret&aacute;rio-executivo da Andifes (Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Dirigentes das Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior), ressalta que em todos os c&acirc;mpus criados nos &uacute;ltimos anos houve a preocupa&ccedil;&atilde;o de criar cursos que atendessem &agrave; voca&ccedil;&atilde;o natural da regi&atilde;o. &ldquo;Em &aacute;reas agr&iacute;colas, como exemplo, os cursos criados foram de Agronomia e Veterin&aacute;ria. Essa conex&atilde;o com as necessidades da comunidade &eacute; fundamental, at&eacute; porque uma universidade naturalmente induz ao desenvolvimento.&rdquo; O secret&aacute;rio ressalta que a expans&atilde;o precisa continuar e que t&atilde;o importante quanto esse avan&ccedil;o &eacute; a consolida&ccedil;&atilde;o da rede j&aacute; existente.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em menos de dez anos, o n\u00famero de c\u00e2mpus das universidades federais praticamente dobrou no Brasil, passando de 148, em 2003, para 274, neste ano. O Paran\u00e1 foi um dos estados mais beneficiados pela expans\u00e3o da rede: ao lado de S\u00e3o Paulo, \u00e9 o terceiro estado que mais recebeu unidades federais de ensino superior.<\/p>\n<p> Oito novas se somaram \u00e0s 12 j\u00e1 existentes. S\u00f3 Rio Grande do Sul, que tinha 16 c\u00e2mpus e recebeu mais 18, e Minas Gerais, que tinha 21 e agora soma 33, tiveram expans\u00e3o maior.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31161,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[644,574,410],"class_list":["post-31162","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-campus","tag-federais","tag-universidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}