{"id":30984,"date":"2011-05-22T00:00:00","date_gmt":"2011-05-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/metade-do-consumo-no-parana-ocorre-em-dez-cidades\/"},"modified":"2011-05-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-22T03:00:00","slug":"metade-do-consumo-no-parana-ocorre-em-dez-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/metade-do-consumo-no-parana-ocorre-em-dez-cidades\/","title":{"rendered":"Metade do consumo no Paran\u00e1 ocorre em dez cidades"},"content":{"rendered":"<p>Dez cidades concentram mais da metade do consumo do Paran&aacute;. Levantamento da consultoria Target realizado a pedido da Gazeta do Povo mostra que, juntas, Curitiba, Londrina, Maring&aacute;, Cascavel, Ponta Grossa, S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais, Foz do Igua&ccedil;u, Colombo, Guarapuava e Paranagu&aacute; representar&atilde;o R$ 77,6 bilh&otilde;es em gastos das fam&iacute;lias em 2011, o que equivale a 53% do potencial total do estado, que deve alcan&ccedil;ar R$ 147 bilh&otilde;es. <\/p>\n<p>Desse total, R$ 38,3 bilh&otilde;es ficar&atilde;o em Curitiba, que, depois de dois anos, voltou a figurar como a quinta cidade com maior potencial de consumo do Brasil, depois de perder o posto, em 2008, para Salvador. O levantamento, batizado de IPC Maps, leva em conta quanto as fam&iacute;lias dos munic&iacute;pios devem gastar em 2011. O estudo, que toma como base dados coletados junto ao IBGE, computa despesas como alimenta&ccedil;&atilde;o dentro e fora do domic&iacute;lio, manuten&ccedil;&atilde;o do lar, artigos de limpeza, eletrodom&eacute;sticos e equipamentos, vestu&aacute;rio, cal&ccedil;ados, transporte, higiene e cuidados pessoais, medicamentos e sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, recrea&ccedil;&atilde;o, viagens, fumo e outras despesas, como aquisi&ccedil;&otilde;es de im&oacute;veis. <\/p>\n<p>As dez cidades com maior poder de compra, al&eacute;m de serem representativas do ponto de vista populacional &ndash; 40% do total &ndash;, agregam mais emprego e sal&aacute;rios m&eacute;dios maiores, o que ajuda a explicar por que o consumo no estado &eacute; puxado por esses munic&iacute;pios, de acordo com Julio Suzuki, coordenador de an&aacute;lise conjuntural do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico Social (Ipardes). <\/p>\n<p>&ldquo;Em geral s&atilde;o munic&iacute;pios com uma estrutura produtiva mais baseada na ind&uacute;stria, que, tradicionalmente, paga remunera&ccedil;&otilde;es superiores &agrave; da agropecu&aacute;ria, por exemplo. S&atilde;o cidades que tamb&eacute;m t&ecirc;m uma presen&ccedil;a maior da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, cujos empregos tamb&eacute;m t&ecirc;m uma m&eacute;dia de sal&aacute;rios superior &agrave; da iniciativa privada&rdquo;, acrescenta.<br \/>\nA concentra&ccedil;&atilde;o do poder de compra &eacute; uma caracter&iacute;stica brasileira, mas no Paran&aacute; ela &eacute; maior. Em termos nacionais, as dez maiores cidades participam com 26% dos gastos das fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>O consumo forte coloca essas cidades na rota de investimentos de ind&uacute;strias, do com&eacute;rcio e dos servi&ccedil;os, mas tamb&eacute;m ajuda a polarizar o desenvolvimento. Hoje 5% das cidades do Paran&aacute; concentram mais de 50% das popula&ccedil;&atilde;o, 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e 74% do PIB industrial. As dez cidades que est&atilde;o na lanterna do ranking &ndash; com menor potencial de consumo no estado &ndash; devem somar, juntas, gastos de apenas R$ 144 milh&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Concentra&ccedil;&atilde;o<br \/>\n<\/strong><br \/>\n&ldquo;O desafio para diminuir essa concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; promover a descentraliza&ccedil;&atilde;o da economia. Alguns estados v&ecirc;m conseguindo fazer isso, como S&atilde;o Paulo e Santa Catarina. N&oacute;s ainda estamos pelo menos oito anos atrasados nessa estrat&eacute;gia&rdquo;, diz o secret&aacute;rio de Planejamento e Coordena&ccedil;&atilde;o Geral, Cassio Taniguchi.<\/p>\n<p>O movimento de concentra&ccedil;&atilde;o do consumo come&ccedil;ou nos anos 70 e se consolidou nos anos 80, com a migra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o do campo para as cidades maiores, e foi refor&ccedil;ada &agrave; medida que os munic&iacute;pios de m&eacute;dio porte e a capital foram atraindo mais investimentos. <\/p>\n<p>Para o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estat&iacute;sticas e Estudos Socioecon&ocirc;micos (Dieese), falta ao Paran&aacute; um plano de desenvolvimento econ&ocirc;mico que leve em considera&ccedil;&atilde;o a necessidade de gerar empregos de maior valor agregado e com maiores sal&aacute;rios em regi&otilde;es menos favorecidas. <\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o se trata apenas de conceder incentivo. &Eacute; preciso pensar no tipo de investimento, na qualidade do emprego e na renda para estimular o consumo. E isso tem um custo fiscal e de infraestrutura. H&aacute; uma vontade e um discurso de mudan&ccedil;a, mas as atuais condi&ccedil;&otilde;es apontam para o sentido contr&aacute;rio&rdquo;, diz. <br \/>\nSegundo Cordeiro, um exemplo disso &eacute; a pr&oacute;pria infraestrutura rodovi&aacute;ria do estado, que est&aacute; centrada no Anel de Integra&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O pr&oacute;prio Anel acabou criando um eixo concentrado de desenvolvimento para essas cidades&rdquo;, considera.<\/p>\n<p><strong>Migra&ccedil;&atilde;o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nAs campe&atilde;s de consumo tamb&eacute;m t&ecirc;m em comum a forte migra&ccedil;&atilde;o social, com mais pessoas ingressando nas classes C e B, movimento que deve se manter por pelo menos mais cinco anos, segundo Marcos Pazzini, coordenador do levantamento. <\/p>\n<p>Nas dez cidades que v&atilde;o gastar mais no Paran&aacute;, a classe B &ndash; fam&iacute;lias com renda entre R$ 2,75 mil e R$ 4,9 mil &ndash; representar&aacute; entre 40% e 50% do potencial de consumo. <br \/>\nApesar de ainda altamente concentrado no Brasil, o consumo vem ganhando espa&ccedil;o em cidades de m&eacute;dio porte e h&aacute; uma perda relativa da participa&ccedil;&atilde;o das capitais. Em 1996 e 1997, as capitais lideravam o consumo nacional, com 45% de participa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Neste ano, a participa&ccedil;&atilde;o das capitais ser&aacute; de 32,7%, ante os 34,5% registrados em 2010. Em valor, a participa&ccedil;&atilde;o das 27 capitais brasileiras ser&aacute; equivalente a R$ 802,8 bilh&otilde;es.<br \/>\nCuritiba gastou R$ 10 bi a mais no ano passado<\/p>\n<p>A capital paranaense voltou a ser a quinta cidade com maior potencial de consumo do Brasil em 2011. Curitiba havia perdido em 2008 o posto para Salvador, que, no embalo do crescimento da classe m&eacute;dia e dos programas de redistribui&ccedil;&atilde;o de renda, ganhou espa&ccedil;o no ranking nacional. &ldquo;Como Salvador registrou uma queda de potencial de consumo mais expressiva, Curitiba reassumiu a coloca&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Marcos Pazzini, diretor da Target. Neste ano, as fam&iacute;lias curitibanas dever&atilde;o gastar R$ 38, 3 bilh&otilde;es na economia &ndash; pouco menos do que no ano passado, R$ 38,7 bilh&otilde;es &ndash;, mas ainda assim bem acima de 2009. <\/p>\n<p>A cidade engordou seu consumo em cerca de R$ 10 bilh&otilde;es somente no ano passado, reflexo sobretudo do fortalecimento da classe B, que representa hoje 42,3% dos domic&iacute;lios &ndash; parcela superior, inclusive, ao n&uacute;mero de domic&iacute;lios da classe C (39,6%). De acordo com o levantamento, a classe B deve responder por 48,6% do consumo total &ndash; contra 20,1% da classe C. <\/p>\n<p>A taxa recorde de crescimento do emprego em Curitiba no ano passado, o aumento da renda e o sal&aacute;rio m&iacute;nimo regional s&atilde;o est&iacute;mulos ao consumo, segundo Christian Majzak, analista da GO4! Consultoria. O crescimento do poder de compra na capital tamb&eacute;m coincidiu com o boom imobili&aacute;rio nos &uacute;ltimos dois anos, gerando um ciclo &ldquo;virtuoso&rdquo; de gera&ccedil;&atilde;o de renda e emprego, segundo Majzak.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 ainda uma esp\u00e9cie de concentra\u00e7\u00e3o de renda no Paran\u00e1. Segundo levantamento da consultoria Target, dez cidades concentram mais da metade do consumo do Paran\u00e1. <\/p>\n<p>Juntas, Curitiba, Londrina, Maring\u00e1, Cascavel, Ponta Grossa, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, Foz do Igua\u00e7u, Colombo, Guarapuava e Paranagu\u00e1 representar\u00e3o R$ 77,6 bilh\u00f5es em gastos das fam\u00edlias em 2011, o que equivale a 53% do potencial total do estado, que deve alcan\u00e7ar R$ 147 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[145,1092,86],"class_list":["post-30984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-cidades","tag-consumo","tag-parana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30984\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}