{"id":30347,"date":"2011-06-14T00:00:00","date_gmt":"2011-06-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/brasil-lanca-defesa-contra-ataque-de-hackers\/"},"modified":"2011-06-14T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-14T03:00:00","slug":"brasil-lanca-defesa-contra-ataque-de-hackers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/brasil-lanca-defesa-contra-ataque-de-hackers\/","title":{"rendered":"Brasil lan\u00e7a defesa contra ataque de hackers"},"content":{"rendered":"<p><em>O&nbsp;governo brasileiro come&ccedil;ou a colocar em pr&aacute;tica medidas para proteger o pa&iacute;s no ciberespa&ccedil;o. As a&ccedil;&otilde;es, que j&aacute; vinham sendo planejadas h&aacute; mais de um ano, ganharam corpo em meio &agrave; recente escalada dos ataques de hackers a redes p&uacute;blicas, empresas privadas e organismos internacionais, como o FMI.<\/em><\/p>\n<p><strong>Brasil inicia plano de prote&ccedil;&atilde;o no ciberespa&ccedil;o<\/strong><\/p>\n<p>Seguran&ccedil;a: Unidade controlada pelo Ex&eacute;rcito vai coordenar a&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p>Moacir Drska e Gustavo Brigatto | De S&atilde;o Paulo<\/p>\n<p>O governo brasileiro n&atilde;o quer que o pa&iacute;s entre na lista negra que recentemente passou a incluir do FMI ao Departamento de Com&eacute;rcio dos Estados Unidos, passando por companhias t&atilde;o diversas como a Sony, o Citigroup e a Lockheed Martin. Esses foram alguns dos alvos recentes da onda maci&ccedil;a de ataques de hackers a redes de computadores.O movimento de defesa do Brasil no ciberespa&ccedil;o come&ccedil;ou no fim do ano passado, com o lan&ccedil;amento do &quot;Livro Verde&quot; &#8211; um documento que define os par&acirc;metros de prote&ccedil;&atilde;o das redes governamentais -, mas est&aacute; ganhando corpo, agora, com a intensifica&ccedil;&atilde;o dos ataques na internet. O cen&aacute;rio &eacute; refor&ccedil;ado pela posi&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos em equiparar a sabotagem virtual &agrave;s amea&ccedil;as tradicionais, o que permite ao Pent&aacute;gono responder &agrave;s a&ccedil;&otilde;es dos hackers com for&ccedil;a militar convencional.<\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica, o assunto ganhou contornos de seguran&ccedil;a nacional no Brasil. Por decis&atilde;o do governo, a tarefa de efetivar as medidas de defesa e contra-ataque na internet ser&aacute; de uma unidade criada recentemente para esse fim &#8211; o Centro de Defesa Cibern&eacute;tica (CDciber). Concebido h&aacute; um ano, o CDciber est&aacute; sob o comando do Ex&eacute;rcito e come&ccedil;a a sair do papel. A ideia &eacute; reunir ao redor dele todas as a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas em rela&ccedil;&atilde;o ao ciberespa&ccedil;o.<\/p>\n<p>O assunto vem sendo tratado como prioridade pelo governo federal, por meio do Gabinete de Seguran&ccedil;a Institucional (GSI) da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Respons&aacute;vel por criar as normas de seguran&ccedil;a que devem ser adotadas na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o &oacute;rg&atilde;o est&aacute; mapeando as vulnerabilidades das redes que controlam sistemas estrat&eacute;gicos no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O GSI gerencia 320 grandes redes p&uacute;blicas de computadores, envolvendo 1 milh&atilde;o de usu&aacute;rios de 37 minist&eacute;rios e 6 mil entidades governamentais. Segundo Raphael Mandarino Jr., diretor-geral do Departamento de Seguran&ccedil;a da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&otilde;es do GSI, os ataques que visam o roubo de informa&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas s&atilde;o o principal ponto de aten&ccedil;&atilde;o, apesar de representar apenas 1% das amea&ccedil;as.<\/p>\n<p>&quot;Registramos 2,1 mil tentativas de invas&atilde;o a sites do governo por hora. Quanto mais se destaca no cen&aacute;rio internacional, mais o Brasil desperta o interesse dos hackers&quot;, afirma Mandarino.<\/p>\n<p>Assim que essas amea&ccedil;as s&atilde;o identificadas, o sistema em quest&atilde;o &eacute; isolado do restante da rede federal; a resolu&ccedil;&atilde;o do problema fica sob responsabilidade de um dos 188 centros de respostas de incidentes do governo.<\/p>\n<p>Em outra frente, Mandarino destaca o desafio de incorporar as melhores pr&aacute;ticas de seguran&ccedil;a a cada um dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos. Apesar das recomenda&ccedil;&otilde;es do GSI, muitas institui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o atrasadas na ado&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas. Uma pesquisa recente realizada pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) mostra, por exemplo, que 64% dos &oacute;rg&atilde;os federais n&atilde;o possuem sequer uma pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para Douglas Viudez, diretor de produ&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os da Companhia de Processamento de Dados do Estado de S&atilde;o Paulo (Prodesp), a exist&ecirc;ncia de diversas redes que d&atilde;o estrutura e interconectam diferentes &oacute;rg&atilde;os aumenta os custos de manuten&ccedil;&atilde;o e cria riscos, principalmente com rela&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios. &quot;Em 80% dos problemas de seguran&ccedil;a, &eacute; o usu&aacute;rio quem deixa a porta aberta para um ataque&quot;, diz.<\/p>\n<p>Respons&aacute;vel pelo armazenamento de 70% dos dados do Governo do Estado de S&atilde;o Paulo, a Prodesp vem investindo na certifica&ccedil;&atilde;o de seus funcion&aacute;rios e na colabora&ccedil;&atilde;o com institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa na &aacute;rea de seguran&ccedil;a para proteger os 1,6 mil computadores que comp&otilde;em seu centro de dados. S&oacute; no m&ecirc;s de maio, foram bloqueadas 67 milh&otilde;es de tentativas de invas&atilde;o &agrave;s redes da companhia.<\/p>\n<p>Sob esse cen&aacute;rio de riscos potenciais, um dos principais medos de &oacute;rg&atilde;os de governo &eacute; que a recente onda de ataques a empresas, feitos pelos chamados hackers ativistas, migre para os sistemas de infraestrutura dos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>No in&iacute;cio de junho, a Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (Otan) divulgou um relat&oacute;rio sobre a poss&iacute;vel extens&atilde;o desses ataques a novas fronteiras. Para a Otan, &quot;o surgimento de ativistas hackers pode levar a uma nova classe de conflitos internacionais entre esses grupos e na&ccedil;&otilde;es, ou mesmo a conflitos entre entidades exclusivamente virtuais&quot;.<\/p>\n<p>A Otan observa que pelo que se sabe, grupos terroristas como a Al Qaeda ainda n&atilde;o t&ecirc;m a capacidade de executar ataques cibern&eacute;ticos, mas que no futuro, o crime organizado e grupos de hackers podem vir a vender seus servi&ccedil;os a essas organiza&ccedil;&otilde;es terroristas.<\/p>\n<p>Apesar de n&atilde;o ter um hist&oacute;rico de confrontos b&eacute;licos e de movimentos ativistas atuantes, vem crescendo no Brasil a preocupa&ccedil;&atilde;o com a defesa de redes ligadas &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Respons&aacute;vel por quinze empresas de gera&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, a Eletrobras criou h&aacute; cerca de um ano um comit&ecirc; de seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o para identificar e minimizar os riscos de ataques.<\/p>\n<p>Uma das iniciativas do comit&ecirc; foi separar a rede de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o &#8211; ligada &agrave; gest&atilde;o administrativa da Eletrobras &#8211; da rede de automa&ccedil;&atilde;o, que controla a opera&ccedil;&atilde;o de usinas e equipamentos de transmiss&atilde;o. &quot;A rede de automa&ccedil;&atilde;o tem o m&iacute;nimo contato com a internet, o que reduz significativamente os riscos&quot;, diz Rodrigo Costa dos Santos, coordenador de seguran&ccedil;a de tecnologia e comunica&ccedil;&otilde;es da Eletrobras.<\/p>\n<p>A estrat&eacute;gia de segregar as redes de automa&ccedil;&atilde;o e TI tamb&eacute;m vem sendo adotada pela Petrobras. &quot;A probabilidade de uma invas&atilde;o ter sucesso nesses sistemas ainda &eacute; baixa, mas j&aacute; h&aacute; casos no mundo que mostram que &eacute; preciso se precaver, pois o impacto seria imensur&aacute;vel&quot;, diz Flavio Baruzzi, gerente de seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o da companhia.<\/p>\n<p><em><br \/>\nFonte: Jornal Valor Econ&ocirc;mico<br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo brasileiro come\u00e7ou a colocar em pr\u00e1tica medidas para proteger o pa\u00eds no ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es, que j\u00e1 vinham sendo planejadas h\u00e1 mais de um ano, ganharam corpo em meio \u00e0 recente escalada dos ataques de hackers a redes p\u00fablicas, empresas privadas e organismos internacionais, como o FMI.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30346,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[7314,7167],"class_list":["post-30347","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-brasil-defesa","tag-hackers"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30347\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}