{"id":30209,"date":"2011-06-20T00:00:00","date_gmt":"2011-06-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/confira-a-integra-da-entrevista-da-ministra-tereza-campello-a-revista-carta-capital\/"},"modified":"2011-06-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-20T03:00:00","slug":"confira-a-integra-da-entrevista-da-ministra-tereza-campello-a-revista-carta-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/confira-a-integra-da-entrevista-da-ministra-tereza-campello-a-revista-carta-capital\/","title":{"rendered":"Confira a \u00edntegra da entrevista da ministra, Tereza Campello, \u00e0 revista Carta Capital"},"content":{"rendered":"<p><strong>A S&eacute;rgio Lirio<br \/>\n<\/strong><br \/>\nDesde janeiro, a m&iacute;nistra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, enfrenta dois desafios da mesma forma: com discri&ccedil;&atilde;o. O primeiro, um drama pessoal, parece definitivamente vencido. Em abril &uacute;ltimo, a ministra encerrou o tratamento de um c&acirc;ncer de mama descoberto no fim de 2010. Tereza sente-se renovada com os primeiros fios de cabelo que nascem ap&oacute;s o t&eacute;rmino das intensas sess&otilde;es de quimioterapia <\/p>\n<p>&quot;Acho que me caiu bem esse cabelo curto&quot;, brinca durante a entrevista. O segundo desafio acaba de come&ccedil;ar e a forma de combat&ecirc;-lo foi urdida com muitas horas de trabalho nos cinco primeiros meses de governo. Coube &agrave; ministra formatar e caber&aacute; a ela conduzir o mais ousado plano na &aacute;rea social da administra&ccedil;&atilde;o Dilma Rousseff, o Brasil sem Mis&eacute;ria. O objetivo &eacute; at&eacute; 2014 tirar da extrema pobreza 16 milh&otilde;es de brasileiros que s&atilde;o o retrato acabado de nossas mais profundas desigualdades: 71% s&atilde;o negros, metade vive na zona rural, 40% t&ecirc;m menos de14 anos. &quot;Aprendemos uma li&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos anos. S&oacute; &eacute; poss&iacute;vel crescer hoje com inclus&atilde;o social.&quot; A seguir, a ministra explica o plano e rebate as primeiras cr&icirc;ticas.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Carta Capital: H&aacute; quem diga que o Brasil sem Mis&eacute;ria n&atilde;o passa de um reempacotamento dos programas sociais j&aacute; existentes&#8230;<br \/>\nTereza Campello: <\/strong>N&atilde;o &eacute; verdade. Trabalhamos com um plano mesmo, cujo objetivo &eacute; atender 16 milh&otilde;es de brasileiros em situa&ccedil;&otilde;es absolutamente diversas. N&atilde;o existe uma solu&ccedil;&atilde;o &uacute;nica. Al&eacute;m disso, consideramos insuficiente trabalhar exclusivamente com a ideia de transfer&ecirc;ncia de renda, embora este seja um componente importante do plano. O Brasil de hoje cresce em todos os sentidos: nas cidades, no campo, no Sul e no Norte. Tem oportunidades para todo mundo. Engana-se quem pensa que os mais pobres querem receber uma grana por m&ecirc;s para n&atilde;o fazer nada. Querem a oportunidade de participar do crescimento. De trabalhar, de abrir seu pr&oacute;prio neg&oacute;cio, de estudar, de ter acesso a servi&ccedil;os. O plano responde a este momento da realidade brasileira. Seu objetivo &eacute; melhorar a capacidade dessa por&ccedil;&atilde;o totalmente exclu&iacute;da.<br \/>\n<strong>&nbsp;<br \/>\nCC: Mas o que h&aacute; de diferente no que tem sido feito at&eacute; agora?<br \/>\nTC:<\/strong> Antes, &eacute; preciso ressaltar: o Brasil vai continuar a apostar no que tem dado certo, a inclus&atilde;o econ&ocirc;mica e social dos brasileiros. H&aacute; quem diga que o governo Lula foi bem-sucedido por ter crescido e distribu&iacute;do renda. Penso diferente. S&oacute; crescemos por termos distribu&iacute;do renda. Se isso funcionou t&atilde;o bem, por que mudar&iacute;amos tudo? Outra coisa: muitos dos programas sociais brasileiros s&atilde;o elogiados e copiados mundo afora. Temos solu&ccedil;&otilde;es inovadoras. Pergunto novamente: por que n&atilde;o melhorar o que j&aacute; fazemos com excel&ecirc;ncia? O Bolsa Fam&iacute;lia &eacute; o maior programa de transfer&ecirc;ncia de renda do mundo, e o mais bem focalizado, como reconhecem as Na&ccedil;&otilde;es Unidas e o Banco Mundial. S&oacute; n&atilde;o t&ecirc;m algo semelhante ao Bolsa Fam&iacute;lia pa&iacute;ses extremamente ricos. Mas o n&iacute;vel de inteiven&ccedil;&atilde;o do Estado, em diferentes sentidos, se dar&aacute; em uma escala muito maior. E queremos tratar o indiv&iacute;duo como indiv&iacute;duo, por isso a import&acirc;ncia de lidar com intelig&ecirc;ncia com a grande quantidade de informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>CC: O Brasil sem Mis&eacute;ria prev&ecirc; uma importante participa&ccedil;&atilde;o de estados e munic&iacute;pios. Isso n&atilde;o tende a dificultar a execu&ccedil;&atilde;o?<br \/>\nTC:<\/strong> Quem fez o Bolsa Fam&iacute;lia em parceria com a Uni&atilde;o foram os munic&iacute;pios. O recurso &eacute; federal, mas a execu&ccedil;&atilde;o &eacute; municipal. S&atilde;o as cidades que organizam e cadastram os benefici&aacute;rios. Essa &eacute; a base de sucesso do Bolsa e &eacute; a partir dessa experi&ecirc;ncia que organizamos o Brasil sem Mis&eacute;ria. O cadastro das fam&iacute;lias mantido pelos munic&iacute;pios re&uacute;ne dados essenciais: quantos integrantes, quem estuda, se tem idosos ou deficientes, se os familiares t&ecirc;m acesso a atendimento de sa&uacute;de etc. H&aacute; um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es essenciais que nos permitir&aacute; agir com bastante foco. Estamos organizando o Estado e o Pa&iacute;s para cumprir uma meta. N&atilde;o vamos contratar um monte de servidores p&uacute;blicos. O Bolsa Fam&iacute;lia tende a ser um programa permanente, mas o Brasil sem Mis&eacute;ria come&ccedil;a agora e termina em 2014, &eacute; uma for&ccedil;a-tarefa para acabar com a extrema pobreza nesse prazo. &Eacute; um recorte de pol&iacute;ticas com uma meta clara e espec&iacute;fica, que ser&aacute; acompanhada e aprimorada ao longo dos pr&oacute;ximos anos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>CC: Vencer a pobreza extrema no meio rural &eacute; tarefa complexa, n&atilde;o?<br \/>\nTC:<\/strong> Por isso vamos come&ccedil;ar pela zona rural do Nordeste. A intensidade da pobreza no campo &eacute; muito mais grave que na cidade. De cada quatro moradores do meio rural, um &eacute; extremamente pobre. Mas h&aacute; uma diferen&ccedil;a: em geral, s&atilde;o assentados ou agricultores familiares. Portanto, ao contr&aacute;rio dos trabalhadores urbanos, eles t&ecirc;m terra. Ela pode ser insuficiente ou de dificil manejo, como no Semi&aacute;rido, mas &eacute; um meio a ser explorado a favor dessa popula&ccedil;&atilde;o. Vamos contratar equipes t&eacute;cnicas para analisar o cultivo e ajud&aacute;-los a ganhar produtividade. Isso ser&aacute; feito de acordo com o calend&aacute;rio agr&iacute;cola, baseado em um cronograma organizado. Cada equipe ser&aacute; formada por um t&eacute;cnico de n&iacute;vel superior e dez de n&iacute;vel secund&aacute;rio, de prefer&ecirc;ncia que vivam e conhe&ccedil;am a regi&atilde;o onde v&atilde;o trabalhar. E com preparo para atender as fam&iacute;lias. Por exemplo: teremos especialistas em caprino cultura atuando na regi&atilde;o do Cear&aacute; com essa voca&ccedil;&atilde;o. Vamos tentar melhorar o que essas fam&iacute;lias j&aacute; fazem. A assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica vai acompanh&aacute;-las por dois anos. O governo colocar&aacute; &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, a fundo perdido, 2,4 mil reais por fam&iacute;lia, em quatro parcelas de 600 reais, para que elas invistam na propriedade. Seja para melhorar o galinheiro, cercar a &aacute;rea onde ficam as cabras, ou aumentar a produtividade do plantio do feij&atilde;o. Os agricultores receber&atilde;o sementes da Embrapa, ter&atilde;o acesso a &aacute;gua, caso n&atilde;o a tenham, ser&atilde;o ligados &agrave; rede de luz, se assim for necess&aacute;rio. As equipes tamb&eacute;m fornecer&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es mais completas sobre essas fam&iacute;lias. A partir desses dados, poderemos levar os servi&ccedil;os p&uacute;blicos at&eacute; essas pessoas, que, em geral, nem sequer sabem quais s&atilde;o seus direitos.<\/p>\n<p><strong>CC: A ideia &eacute; s&oacute; garantir o sustento pr&oacute;prio ou integr&aacute;-los ao mercado?<br \/>\nTC:<\/strong>Todos receber&atilde;o o Bolsa Fam&iacute;lia, portanto, imaginamos que o m&iacute;nimo sustento estar&aacute; garantido. As outras a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para estimular o aumento da produtividade. E n&atilde;o somente para o consumo pr&oacute;prio. Queremos criar alternativas de comercializa&ccedil;&atilde;o do excedente. Acreditamos que 70% dos beneficiados ter&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es de produzir para al&eacute;m do autoconsumo, produzir&atilde;o excedente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>CC: Como comercializ&aacute;-lo?<br \/>\nTC:<\/strong> Vamos nos organizar em duas frentes. A primeira vai ampliar de forma extraordin&aacute;ria o programa de compras da produ&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar. J&aacute; temos quase 160 mil agricultores fornecendo regularmente para a Conab. Parte vira estoque, parte &eacute; distribu&iacute;da como cesta b&aacute;sica para popula&ccedil;&otilde;es contempladas por programas de seguran&ccedil;a alimentar ou &eacute; usada na merenda escolar. Vamos quadruplicar os recursos da Conab at&eacute; 2014, de 680 milh&otilde;es para 2 bilh&otilde;es de reais. O programa de aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos permitiu &agrave; agricultura familiar organizar-se de forma muito eficiente. Ao criar demanda firme, ele d&aacute; horizonte aos produtores. A Conab ensina, por exemplo, a emitir nota fiscal, a participar ou organizar cooperativas, a montar o pr&oacute;prio neg&oacute;cio. O n&uacute;mero de agricultores extremamente pobres que vendem ao Estado deve subir de 66 mil para 255 mil, ou seja, metade das fam&iacute;lias pobres no setor rural ser&aacute; inclu&iacute;da. Al&eacute;m disso, come&ccedil;amos a negociar com restaurantes e supermercados para que comprem da agricultura familiar. A Conab vai recolher a produ&ccedil;&atilde;o e oferec&ecirc;-la em pontos de distribui&ccedil;&atilde;o de f&aacute;cil acesso. Vamos incluir esse pequeno produtor em uma rota comercial. E veja, n&atilde;o &eacute; caridade. Ser&aacute; uma oferta de produtos de primeira qualidade, produzidos com sementes da Embrapa, com apoio t&eacute;cnico, s&oacute; que na terra de um agricultor extremamente pobre. Todos v&atilde;o ganhar. O agricultor familiar conseguir&aacute; escoar sua produ&ccedil;&atilde;o, o Brasil incentivar&aacute; a diversifica&ccedil;&atilde;o e o aumento da oferta e a popula&ccedil;&atilde;o ter&aacute; acesso a produtos de primeira qualidade e geralmente produzidos perto de sua casa. H&aacute; ainda outro componente, antenado &agrave;s necessidades de sustentabilidade. Tentaremos evitar que o produto seja transportado por longas dist&acirc;ncias, por caminh&otilde;es ou avi&otilde;es que emitem gases de efeito estufa. Queremos que ele seja comercializado localmente, regionalmente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>CC: H&aacute; uma quest&atilde;o filos&oacute;fica a&iacute;: como transformar o inclu&iacute;do economicamente em um cidad&atilde;o no completo sentido da palavra?<br \/>\nTC: <\/strong>Cidad&atilde;o no sentido de que ele &eacute; ignorado hoje pelo Estado, n&atilde;o? Porque, em muitos casos, s&atilde;o fam&iacute;lias bem organizadas, minimamente estruturadas, principalmente essas da &aacute;rea rural do Nordeste. Mas elas, em geral, nem t&ecirc;m ideia de como acessar o Estado, de cobrar pelos servi&ccedil;os. E elas nunca ser&atilde;o atingidas se n&atilde;o formos at&eacute; eles.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>CC: Como o governo chegou aos 16 milh&otilde;es de beneficiados? Os cr&iacute;ticos dizem tratar-se de um n&uacute;mero pensado eleitoralmente.<br \/>\nTC: <\/strong>Arbitramos uma linha de corte. O que &eacute; extrema pobreza? Cada pesquisador tem sua opini&atilde;o. H&aacute; quem aponte dezenas de linhas de pobreza. Isso talvez seja interessante para fins de pesquisa, mas n&atilde;o para a execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Definimos que o nosso alvo s&atilde;o as fam&iacute;lias com renda de 70 reais per capita. O Bolsa Fam&iacute;lia tem dois tetos: at&eacute; 70 reais, os extremamente pobres, e de 70 a 140 reais, os pobres. Os dois grupos recebem o Bolsa, mas quem tem renda de at&eacute; 70 reais embolsa uma parcela fixa, al&eacute;m das vari&aacute;veis que dependem de alguns crit&eacute;rios (se o filho est&aacute; na escola ou n&atilde;o, por exemplo). Al&eacute;m disso, o valor coincide com o que internacionalmente &eacute; considerado extrema pobreza. A ONU estabeleceu o rendimento di&aacute;rio de 1,25 d&oacute;lar, o que, na cota&ccedil;&atilde;o de hoje, d&aacute; perto de 67 reais no m&ecirc;s. Ent&atilde;o, &eacute; simples: definimos o valor de 70 reais, pegamos o &uacute;ltimo Censo do IBGE, fizemos as contas e chegamos aos 16 milh&otilde;es de brasileiros. E uma popula&ccedil;&atilde;o extremamente fr&aacute;gil: 60% est&aacute; no Nordeste, 71% &eacute; de negros, metade na zona rural, apesar de s&oacute; 15% da popula&ccedil;&atilde;o viver no campo, e 40% tem menos de 14 anos. &Eacute; entre crian&ccedil;as e adolescentes que se concentra a maior fragilidade.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>CC: Qual o principal desafio para reduzir a extrema pobreza urbana?<br \/>\nTC:<\/strong> Melhorar a capacidade de arrumar trabalho. Vamos oferecer 1,7 milh&atilde;o de vagas nesses quatro anos, &eacute; o compromisso da presidenta Dilma Rousseff. Nosso objetivo &eacute; discutir com os gestores do sistema S (Sesi, Senai, Senac) maneiras de adaptar os cursos para essa popula&ccedil;&atilde;o. Falamos de analfabetos ou gente com baix&iacute;ssima escolaridade, com menos de quatro anos de estudo. Al&eacute;m do apoio profissional, ser&aacute; preciso oferecer refor&ccedil;os de portugu&ecirc;s e matem&aacute;tica, por exemplo. H&aacute; uma hist&oacute;ria em Osasco, simb&oacute;lica do que falo. Eles ofereceram um curso de auxiliar de cozinha para dezenas de mulheres. Terminado o curso, as estudantes n&atilde;o conseguiram emprego, apesar de haver vagas. O motivo? Muitas n&atilde;o tinham dentes. N&atilde;o eram contratadas n&atilde;o por est&eacute;tica, mas por uma quest&atilde;o de higiene b&aacute;sica. Ent&atilde;o, faz sentido acoplar um atendimento odontol&oacute;gico ao curso de auxiliar de cozinha. Veja o caso da constru&ccedil;&atilde;o civil. Hipertensos e diab&eacute;ticos n&atilde;o s&atilde;o contratados para um trabalho que exige tanto esfor&ccedil;o f&iacute;sico, embora muitos tenham qualifica&ccedil;&atilde;o profissional. Portanto, n&atilde;o faz sentido algu&eacute;m que tenha uma dessas doen&ccedil;as fazer um curso para trabalhar em obras. N&atilde;o vamos capacit&aacute;-los apenas do ponto de vista profissional. Na outra ponta, preparamos um mapa de ofertas, de oportunidades. Vamos olhar cidade a cidade, estado a estado. N&atilde;o faz sentido oferecer um curso de camareira onde n&atilde;o h&aacute; ou n&atilde;o haver&aacute; hot&eacute;is. Temos um banco de dados diversificado, estamos em contato com associa&ccedil;&otilde;es comerciais e industriais. E h&aacute; os grandes empreendimentos, as grandes obras de infraestrutura.<br \/>\n<strong>&nbsp;<br \/>\nCC: As politicas sociais e o aumento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo mudaram a din&acirc;mica da economia brasileira. A senhora imagina que o Brasil sem Mis&eacute;ria ter&aacute; impacto semelhante?<br \/>\nTC:<\/strong> Esses 16 milh&otilde;es n&atilde;o produzem e est&atilde;o fora do mercado. Consomem s&oacute; o b&aacute;sico. Ser&aacute; um refor&ccedil;o ao colch&atilde;o que criamos nos &uacute;ltimos anos. Por que o Brasil n&atilde;o chegou ao fundo do po&ccedil;o na crise de 2008 e por que fomos o primeiro pa&iacute;s a sair dela? Por termos esse colch&atilde;o, formado pelas pol&iacute;ticas sociais, pelos ganhos reais de sal&aacute;rio, pela consolida&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar. Cada real aplicado no Bolsa fam&iacute;lia gera 1,44 real &agrave; economia como um todo. O Brasil inteiro ganha. O dinheiro do Bolsa Fam&iacute;lia viabiliza que as pessoas comam, que se locomovam, que comprem material escolar, vestimenta, produtos de limpeza, de higiene pessoal. Temos um Pa&iacute;s cheio de oportunidades e as pessoas n&atilde;o querem ficar em casa recebendo 115 reais por m&ecirc;s. Ao contr&aacute;rio do que muitos pensam, o Bolsa Fam&iacute;lia n&atilde;o sustenta &quot;vagabundos&quot;. Mais de 70% dos beneficiados trabalham. O problema &eacute; que suas ocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o prec&aacute;rias, insuficientes para garantir uma renda minima para alimentar a fam&iacute;lia. Na din&acirc;mica atual do Brasil, as pessoas querem acesso &agrave;s oportunidades. &Eacute; um excelente momento para realizar uma inclus&atilde;o produtiva.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde janeiro, a m\u00ednistra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, enfrenta dois desafios da mesma forma: com discri\u00e7\u00e3o. O primeiro, um drama pessoal, parece definitivamente vencido. Em abril \u00faltimo, a ministra encerrou o tratamento de um c\u00e2ncer de mama descoberto no fim de 2010. Tereza sente-se renovada com os primeiros fios de cabelo que nascem ap\u00f3s o t\u00e9rmino das intensas sess\u00f5es de quimioterapia <\/p>\n<p>&#8220;Acho que me caiu bem esse cabelo curto&#8221;, brinca durante a entrevista. O segundo desafio acaba de come\u00e7ar e a forma de combat\u00ea-lo foi urdida com muitas horas de trabalho nos cinco primeiros meses de governo. Coube \u00e0 ministra formatar e caber\u00e1 a ela conduzir o mais ousado plano na \u00e1rea social da administra\u00e7\u00e3o Dilma Rousseff, o Brasil sem Mis\u00e9ria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3479,118,2484],"class_list":["post-30209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-carta-capital","tag-entrevista","tag-ministra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30209"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30209\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}