{"id":30159,"date":"2011-06-22T00:00:00","date_gmt":"2011-06-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/qual-o-papel-social-das-cooperativas-paranaenses\/"},"modified":"2011-06-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-22T03:00:00","slug":"qual-o-papel-social-das-cooperativas-paranaenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/qual-o-papel-social-das-cooperativas-paranaenses\/","title":{"rendered":"Qual o papel social das cooperativas paranaenses?"},"content":{"rendered":"<p>As cooperativas agr&iacute;colas do Paran&aacute; retornaram mais de R$ 40 milh&otilde;es em investimentos sociais, segundo o &uacute;ltimo balan&ccedil;o divulgado pela Ocepar em 2008. Os investimentos se concentraram principalmente em quest&otilde;es relacionadas ao meio ambiente. <\/p>\n<p>Desse montante, mais de R$ 10 milh&otilde;es foram aplicados em programas de reflorestamento ambiental; R$ 9 milh&otilde;es no combate &agrave; polui&ccedil;&atilde;o do ar; R$ 8 milh&otilde;es em novas fontes de energia renov&aacute;vel; outros R$ 6 milh&otilde;es na melhoria da qualidade da &aacute;gua e no tratamento de efluentes, entre outros investimentos.<\/p>\n<p>Os investimentos aplicados &agrave; sociedade (pouco mais de R$ 40 milh&otilde;es) parecem significativos, entretanto representam uma &iacute;nfima parte do capital de giro assegurado no mesmo ano pela safra agropecu&aacute;ria no Paran&aacute;. Naquele ano, 2008, as cooperativas faturaram R$ 22 bilh&otilde;es. Os valores ainda cresceram em 2009 (R$ 25 bilh&otilde;es) e em 2010, com novo recorde (28 bilh&otilde;es). A meta para 2011 &eacute; elevar o lucro orbital para R$ 30 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>De todo faturamento e esse potencial de demanda de recursos, o que de fato retorna para a sociedade? Segundo dados da pr&oacute;pria Ocepar, de 2001 a 2010, quase R$ 8 bilh&otilde;es foram investidos pelas associadas nas &aacute;reas de tecnologia, infraestrutura e ind&uacute;strias. Todos os investimentos, entretanto, atingiram especificamente a pr&oacute;pria estrutura&ccedil;&atilde;o do grupo de cooperativas e n&atilde;o necess&aacute;ria ou diretamente &agrave; sociedade.<\/p>\n<p><strong>Investimentos &#8211; <\/strong>O retorno &eacute; confirmado pelo presidente da Ocepar, Jo&atilde;o Paulo Koslovski. Segundo ele, em 2011, ser&aacute; investido R$ 1,3 bilh&atilde;o, 28,6% mais que em 2010, basicamente na industrializa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Cerca de R$ 900 milh&otilde;es ser&atilde;o destinados a projetos agroindustriais, o equivalente a 70% do total, e R$ 400 milh&otilde;es ser&atilde;o usados para melhorar a estrutura de recebimento e armazenagem de gr&atilde;os, na aquisi&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos e equipamentos e em inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas.<\/p>\n<p>Retorno social &#8211; Boa parte dos R$ 40 milh&otilde;es de investimento social e ambiental n&atilde;o se originou das receitas obtidas pelos grupos cooperados.&nbsp; <\/p>\n<p>Os recursos, todavia, partiram de v&aacute;rios programas governamentais e de institui&ccedil;&otilde;es financeiras nacionais. Em 2009, o retorno social assegurado pelas cooperativas tamb&eacute;m n&atilde;o saiu propriamente do bolso dos cooperados, mas, novamente, de programas, fundos constitucionais e institui&ccedil;&otilde;es do estado.<\/p>\n<p><strong>Programas &#8211; <\/strong>Naquele ano, grande parte dos recursos, R$ 10 milh&otilde;es, proveio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social). Os outros R$ 4 milh&otilde;es advieram de programas de incentivo agr&iacute;cola e social, como o Moderfrota, o Prodecoop e o Produsa, entre mais linhas de apoio financeiro. <\/p>\n<p>O setor cooperativista tem cooptado, no entanto, partes quase insignificantes referentes aos contratos de financiamento promovidos pelo BNDES no Paran&aacute;. Para quantificar, em 2010, as empresas paranaenses, em todas as esferas, receberam R$ 9,5 bilh&otilde;es em cr&eacute;dito, valor 43% superior aos R$ R$ 6,7 bilh&otilde;es contra&iacute;dos no per&iacute;odo de janeiro a novembro de 2009.<\/p>\n<p>&quot;O balan&ccedil;o mostra que as empresas aproveitaram o cen&aacute;rio de retomada da economia e usaram as linhas do BNDES para voltar a investir&quot;, afirma Andrezza Oikawa Rocha, coordenadora de fomento da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Paran&aacute; (Fiep).<\/p>\n<p>A maior parte das opera&ccedil;&otilde;es financeiras do banco, 21 mil, dirigiu-se aos setores de servi&ccedil;os e com&eacute;rcio. O segmento de infraestrutura teve 15 mil opera&ccedil;&otilde;es, seguido pela agropecu&aacute;ria, com 14 mil, e a ind&uacute;stria, com 10 mil.<\/p>\n<p>Responsabilidade &#8211; As cooperativas paranaenses desempenham um papel fundamental e de extrema responsabilidade social. A an&aacute;lise &eacute; do soci&oacute;logo e professor da Unioeste Jos&eacute; Afonso de Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo ele, hoje, as cooperativas geram cerca de 1,3 milh&otilde;es de postos de ocupa&ccedil;&atilde;o. Em 2009, por exemplo, cita Oliveira, somente os investimentos com indicadores sociais das cooperativas paranaenses somaram R$ 3,2 bilh&otilde;es, representando 12,8% da receita bruta daquele ano.<br \/>\n<strong><br \/>\nParcerias &#8211; <\/strong>Para o soci&oacute;logo, esses investimentos ainda devem estender-se, acompanhando a evolu&ccedil;&atilde;o do faturamento das cooperativas. As cooperativas agrupam 535 mil associados ao Sistema Ocepar, que re&uacute;ne tr&ecirc;s sociedades distintas, sem fins lucrativos: Ocepar, Sescoop Paran&aacute; e Feccopar.<\/p>\n<p>Por meio de uma estreita parceria, as entidades atuam na representa&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento, capacita&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o social das cooperativas paranaenses.<br \/>\nEssa rede engloba 238 cooperativas que procuram organizar estruturas comuns para a compra e venda da produ&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de suprirem suas necessidades de consumo e cr&eacute;dito atrav&eacute;s de sociedades cooperativistas.<\/p>\n<p>&ldquo;Em algumas d&eacute;cadas, as cooperativas paranaenses expandiram as fronteiras agr&iacute;colas e passaram a desenvolver-se tamb&eacute;m no meio urbano, principalmente nas &aacute;reas da sa&uacute;de, trabalho, servi&ccedil;os, cr&eacute;dito, consumo, educa&ccedil;&atilde;o e habita&ccedil;&atilde;o&rdquo;, analisou o soci&oacute;logo. <br \/>\n<strong><br \/>\nProjetos &#8211; <\/strong>Por conta desse avan&ccedil;o, o professor Afonso acredita que as cooperativas precisam ampliar as a&ccedil;&otilde;es de responsabilidade social no Paran&aacute;, como forma de retorno e agradecimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o paranaense. <\/p>\n<p>Um exemplo, diz ele, s&atilde;o os investimentos ambientais por meio de programas educativos, projetos de recupera&ccedil;&atilde;o de mata ciliar, tratamento de efluentes, coleta seletiva de lixo e reflorestamento, entre outros. &ldquo;O empenho em benef&iacute;cio do meio ambiente deve extrapolar a exig&ecirc;ncia da lei, com a inten&ccedil;&atilde;o de melhorar a sustentabilidade nos setores de atua&ccedil;&atilde;o das cooperativas&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Para o soci&oacute;logo, a responsabilidade social das cooperativas precisa voltar-se ainda a projetos culturais, art&iacute;sticos, de lazer, sa&uacute;de e &agrave;s quest&otilde;es assistenciais, bem como em novos projetos e tecnologias para melhorar os processos produtivos e agregar valor aos produtos e servi&ccedil;os dos cooperados. &ldquo;&Eacute; fundamental ampliar a responsabilidade das cooperativas para todas as &aacute;reas da sociedade paranaense&rdquo;, conclui Afonso de Oliveira.<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento &#8211;<\/strong> O Paran&aacute; abriga a maior cooperativa agroindustrial do mundo, a Coamo. A empresa re&uacute;ne 22,7 mil produtores rurais em todo o Estado. Somente, em 2010, a cooperativa faturou R$ 5 bilh&otilde;es. Para efeito comparativo, a soma &eacute; maior que receita anual da prefeitura de Curitiba (R$ 4,66 bilh&otilde;es) e superior &agrave;s vendas da divis&atilde;o brasileira da Bayer CropScience (R$ 3,8 bilh&otilde;es).<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, a cooperativa responde sozinha por 16% da safra paranaense e por 4% da nacional. Nas terras dos associados, o cultivo de soja, milho e trigo em quatro milh&otilde;es de hectares geraram 5,5 milh&otilde;es de toneladas de gr&atilde;os.<\/p>\n<p><strong>Mundo &#8211; <\/strong>Com a venda de commodities nas bolsas de Chicago e Londres e a industrializa&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os para o mercado interno, a cooperativa decolou do interior do Paran&aacute; para o mundo.<\/p>\n<p>&ldquo;Hoje, gra&ccedil;as a expans&atilde;o comercial, a cooperativa permite que o produtor venda a produ&ccedil;&atilde;o em qualquer &eacute;poca, aproveitando os pre&ccedil;os&rdquo;, disse o presidente e fundador da Coamo, Jos&eacute; Aroldo Gallassini. <\/p>\n<p>Mas a explos&atilde;o financeira da cooperativa e do agroneg&oacute;cio pode trazer um custo elevado &agrave; sociedade e ao meio ambiente, em especial. O coordenador do MST, Jo&atilde;o Pedro Stedile, em artigo &agrave; Revista &ldquo;Caros Amigos&rdquo;, apontou alguns problemas como a concentra&ccedil;&atilde;o da maior parte do lucro nas m&atilde;os de grandes latifundi&aacute;rios e a expans&atilde;o irrestrita da monocultura das lavouras. &ldquo;O agroneg&oacute;cio se baseia na produ&ccedil;&atilde;o em grande escala, em lavouras de monocultivo, e as cooperativas s&atilde;o as promotoras desse desatino&rdquo;, alertou.<\/p>\n<p>Segundo ele, cerca de 80% das terras utilizadas pelo agroneg&oacute;cio se destinam a apenas quatro produtos: soja, milho, cana e pecu&aacute;ria bovina. E grande parte dessa produ&ccedil;&atilde;o vai para exporta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Resultado &#8211;<\/strong> De acordo com um estudo divulgado pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Cooperativas Brasileiras (OCB), as cooperativas do pa&iacute;s obtiveram um bom resultado nas exporta&ccedil;&otilde;es do primeiro semestre de 2010, que cresceram depois da retomada de parcerias comerciais e da recupera&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os das commodities no mercado internacional.<\/p>\n<p>O faturamento das cooperativas ficou pr&oacute;ximo dos US$ 2 bilh&otilde;es nos primeiros seis meses deste ano. O setor sucroalcooleiro foi o que mais faturou: US$ 749 milh&otilde;es. Em seguida vem o a&ccedil;&uacute;car refinado, a&ccedil;&uacute;car bruto e &aacute;lcool et&iacute;lico comUS$ 388 milh&otilde;es, US$ 245 milh&otilde;es e US$ 115 milh&otilde;es respectivamente.<\/p>\n<p><strong>(<\/strong><a href=\"http:\/\/www.megafone.inf.br\"><strong>www.megafone.inf.br<\/strong><\/a><strong> &#8211; Pedro Lichtnow) <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bela reportagem produzida pelo site de jornalismo participativo Megafone sobre o papel social das cooperativas agr\u00edcolas do Paran\u00e1. <\/p>\n<p>A mat\u00e9ria apresenta um panorama geral, em n\u00fameros, sobre os investimentos feitos pelas cooperativas e a \u2018obrigatoriedade\u2019 de ampliar-se o retorno e o apoio social dessas entidades com a diversifica\u00e7\u00e3o de projetos no estado. Leiam reportagem na \u00edntegra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[973,3478,1113],"class_list":["post-30159","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-cooperativas","tag-papel","tag-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30159","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30159\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}