{"id":29999,"date":"2011-06-28T00:00:00","date_gmt":"2011-06-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/quase-30-milhoes-deixam-baixa-renda-em-18-anos\/"},"modified":"2011-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-28T03:00:00","slug":"quase-30-milhoes-deixam-baixa-renda-em-18-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/quase-30-milhoes-deixam-baixa-renda-em-18-anos\/","title":{"rendered":"Quase 30 milh\u00f5es deixam baixa renda em 18 anos"},"content":{"rendered":"<p>Um total de 29,3 milh&otilde;es de brasileiros deixou a base da pir&acirc;mide econ&ocirc;mica (baixa renda) nos &uacute;ltimos 18 anos. O n&uacute;mero equivale &agrave; popula&ccedil;&atilde;o do Peru, de acordo com a pesquisa &quot;Os Emergentes dos Emergentes&quot;, divulgada nesta segunda-feira (27), em S&atilde;o Paulo, pela Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>O levantamento mostra que a popula&ccedil;&atilde;o pertencente &agrave;s classes D e E (com renda familiar de at&eacute; R$ 1.200) caiu de 92,8 milh&otilde;es em 1993 para 63,5 milh&otilde;es em 2011. No mesmo per&iacute;odo, a classe C (renda familiar entre R$ 1.200 e R$ 5.174) saltou de 45,6 milh&otilde;es de brasileiros para 105,4 milh&otilde;es, enquanto as classes A e B (renda familiar maior que R$ 5.174) juntas tiveram crescimento de 8,8 milh&otilde;es para 22,5 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>A pesquisa revela ainda que a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero pessoas de baixa renda foi impulsionada s&oacute; a partir de 2003, quando as classes D e E juntas chegaram a ter 96,2 milh&otilde;es de pessoas.<\/p>\n<p>&quot;O Brasil est&aacute; se tornando um pa&iacute;s normal. Antes, ele estava atrasado&quot;, afirmou Marcelo Neri, economista chefe do Centro de Pol&iacute;ticas Sociais da FGV. Na avalia&ccedil;&atilde;o dele, a melhoria na pir&acirc;mide econ&ocirc;mica do Pa&iacute;s pode ser explicada por uma s&eacute;rie de fatores encabe&ccedil;ados pelo aumento da oferta de empregos e pelo crescimento real da renda dos trabalhadores nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que a renda m&eacute;dia dos brasileiros cresceu 2,7% entre maio de 2002 e maio de 2008, depois desacelerou para 0,5% entre os mesmos meses de 2008 e 2009, j&aacute; descontados os efeitos sazonais. Em seguida, voltou a acelerar o crescimento para 4,6% entre maio de 2009 e maio de 2010, at&eacute; chegar a alta de 6,1% entre os mesmos meses de 2010 e 2011, segundo a pesquisa da FGV, que tamb&eacute;m utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<\/p>\n<p>&quot;A classe m&eacute;dia tamb&eacute;m &eacute; resultado do esfor&ccedil;o dela mesma, que alcan&ccedil;ou mais anos de educa&ccedil;&atilde;o na escola e passou a ter menos filhos&quot;, acrescentou Neri, lembrando que a educa&ccedil;&atilde;o e a quantidade de filhos tamb&eacute;m influenciam a mobilidade social.<\/p>\n<p>O estudo da FGV mostra ainda que a classe m&eacute;dia &eacute; a &uacute;nica que continua crescendo no Pa&iacute;s do ano passado pra c&aacute;. Neste per&iacute;odo, a popula&ccedil;&atilde;o que se encaixa na classe C aumentou de 53,6% para 55 05%, enquanto as classes A e B juntas recuaram de 11,98% para 11 76%, interrompendo a linha de alta apresentada nos &uacute;ltimos anos. J&aacute; a sa&iacute;da da popula&ccedil;&atilde;o dos estratos de baixa renda seguiu o resultado dos &uacute;ltimos anos e voltou a cair, passando de 34,4% para 33,19%.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um total de 29,3 milh\u00f5es de brasileiros deixou a base da pir\u00e2mide econ\u00f4mica (baixa renda) nos \u00faltimos 18 anos. 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