{"id":29937,"date":"2011-06-30T00:00:00","date_gmt":"2011-06-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/financiamento-de-imoveis-surpreende-e-cresce-48\/"},"modified":"2011-06-30T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-30T03:00:00","slug":"financiamento-de-imoveis-surpreende-e-cresce-48","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/financiamento-de-imoveis-surpreende-e-cresce-48\/","title":{"rendered":"Financiamento de im\u00f3veis surpreende e cresce 48%"},"content":{"rendered":"<div id=\"psdotexto\" style=\"line-height: 16px; font-size: 12px\">\n<p><tadmidia src=\"456407\"><\/tadmidia>Depois do recorde do ano passado, bancos e incorporadoras come&ccedil;aram 2011 com proje&ccedil;&atilde;o de que o mercado imobili&aacute;rio cresceria menos. Mas a forte procura est&aacute; surpreendendo at&eacute; mesmo as institui&ccedil;&otilde;es financeiras. Em maio, o saldo das opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito imobili&aacute;rio atingiu R$ 151,8 bilh&otilde;es, 48% superior ao do mesmo per&iacute;odo do ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O cr&eacute;dito habitacional, mesmo com a desacelera&ccedil;&atilde;o da economia, continua evoluindo num ritmo que &eacute; o dobro do registrado pelas demais modalidades de cr&eacute;dito, que avan&ccedil;aram, em m&eacute;dia, 20% no acumulado de 12 meses.<\/p>\n<p>O ritmo deste ano est&aacute;, inclusive, muito pr&oacute;ximo do ano passado, quando o saldo aumentou 50% na compara&ccedil;&atilde;o com 2009, e fechou no recorde de R$ 131,4 bilh&otilde;es. Segundo estimativas de mercado, somente no Paran&aacute; pelo menos R$ 8 bilh&otilde;es em financiamentos devem ser liberados para a compra de im&oacute;veis em 2011 &ndash; a maior parte pela Caixa Econ&ocirc;mica Federal, que prev&ecirc; contratar at&eacute; R$ 5,6 bilh&otilde;es no estado.<\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\">\n\t\tultima = 0;\n\t<\/script><\/p>\n<div id=\"conteudoesquerda\">\n<div id=\"extraconteudo\">\n<h5>Maior fonte de recursos est&aacute; secando<\/h5>\n<p>Embora aquecido, o cr&eacute;dito imobili&aacute;rio pode ficar mais caro a partir de 2013, quando devem se esgotar os recursos da poupan&ccedil;a para financiar o setor. Bancos e governo v&ecirc;m discutindo que outras fontes de capta&ccedil;&atilde;o podem ser usadas, mas, por ora, ainda n&atilde;o h&aacute; consenso. A poupan&ccedil;a &eacute; hoje a principal fonte de recursos para habita&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Um dinheiro barato, mas cujos dep&oacute;sitos n&atilde;o v&ecirc;m acompanhando a velocidade da demanda por financiamentos imobili&aacute;rios, cujo montante praticamente dobra a cada dois anos no Brasil.<\/p>\n<p>Atualmente 65% do saldo da poupan&ccedil;a vai para a habita&ccedil;&atilde;o. A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Entidades de Cr&eacute;dito Imobili&aacute;rio e Poupan&ccedil;a (Abecip) estima que a partir de 2013 o &ldquo;d&eacute;ficit&rdquo; de cr&eacute;dito da poupan&ccedil;a para o mercado imobili&aacute;rio pode superar R$ 100 bilh&otilde;es. Essa tend&ecirc;ncia j&aacute; aparece nos n&uacute;meros. Em abril de 2011, o volume financiado para aquisi&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis com recursos da caderneta somou R$ 6,16 bilh&otilde;es, 42% mais que no mesmo per&iacute;odo do ano passado; a poupan&ccedil;a, por&eacute;m, registrou uma capta&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida negativa no m&ecirc;s, com retiradas superando os dep&oacute;sitos em R$ 612 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Basicamente duas alternativas de &ldquo;funding&rdquo; para o setor imobili&aacute;rio v&ecirc;m sendo discutidas. A primeira &eacute; a securitiza&ccedil;&atilde;o, opera&ccedil;&atilde;o muito comum nos Estados Unidos, na qual as pr&oacute;prias carteiras imobili&aacute;rias s&atilde;o transformadas em t&iacute;tulos que ser&atilde;o vendidos no mercado como forma de refinanciamento para investidores. Nesse caso, as empresas securitizadoras &ldquo;empacotam&rdquo; as carteiras e as vendem no mercado. Por sinal, esse &eacute; o modelo que deu origem &agrave; bolha do cr&eacute;dito &ldquo;subprime&rdquo;.<\/p>\n<p>A outra alternativa &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;covered bonds&rdquo;, t&iacute;tulos emitidos pelos pr&oacute;prios bancos, com garantia tanto do im&oacute;vel quanto da institui&ccedil;&atilde;o. O modelo &eacute; comum na Europa. Mas, para ganhar escala, ambas as alternativas ter&atilde;o de se tornar atrativas para o investidor frente a outras op&ccedil;&otilde;es &ndash; como t&iacute;tulos do governo federal, cuja maioria tem remunera&ccedil;&atilde;o atrelada &agrave; Selic, hoje em 12,25% ao ano.<\/p>\n<p>Ou seja, se mantido o atual cen&aacute;rio e esses t&iacute;tulos ligados ao mercado imobili&aacute;rio tiverem de ser competitivos, eles provavelmente ser&atilde;o um dinheiro de capta&ccedil;&atilde;o mais cara, o que deve se refletir no cr&eacute;dito ao consumidor. &ldquo;Cada vez esse &lsquo;muro&rsquo; est&aacute; ficando mais perto, e governo e bancos ter&atilde;o de achar uma solu&ccedil;&atilde;o. O recurso da poupan&ccedil;a deve se esgotar dentro de 18 a 24 meses&rdquo;, afirma Jos&eacute; Roberto Machado Filho, diretor-executivo do Santander. (CR)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Dona de cerca de 70% do mercado, a Caixa financiou de janeiro a maio R$ 1,99 bilh&atilde;o em im&oacute;veis no Paran&aacute;, 25% a mais que no mesmo per&iacute;odo do ano passado. Em Curitiba, o volume cresceu 18,4%, para R$ 721 milh&otilde;es, na mesma base de compara&ccedil;&atilde;o. &ldquo;No in&iacute;cio do ano, nossa estimativa era a de repetir o volume do ano passado; imagin&aacute;vamos que a de&shy;&shy;manda j&aacute; estava pr&oacute;xima do limite. Mas o mercado continua muito aquecido. Devemos fechar o ano com aumento de 15% a 18%&rdquo;, diz o superintendente da Caixa em Curitiba, Herm&iacute;nio Basso.<\/p>\n<p>Do total financiado, R$ 1,12 bilh&atilde;o foi para im&oacute;veis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, na faixa de renda de tr&ecirc;s a dez sal&aacute;rios m&iacute;nimos. O crescimento foi registrado mesmo com a suspens&atilde;o, desde o in&iacute;cio do ano, das contrata&ccedil;&otilde;es de im&oacute;veis para as fam&iacute;lias que ganham de zero a tr&ecirc;s sal&aacute;rios, que, para serem retomadas, ainda dependem da regulamenta&ccedil;&atilde;o das regras da segunda fase do programa.<\/p>\n<p>Mesmo com o crescimento menor da economia, a oferta de cr&eacute;dito pelos bancos continua forte e o emprego est&aacute; em alta, o que mant&eacute;m o consumidor estimulado a comprar a casa pr&oacute;pria.<\/p>\n<p><strong>Apetite<\/strong><\/p>\n<p>Os bancos privados, que tradicionalmente eram pouco atuantes no cr&eacute;dito imobili&aacute;rio no Brasil, descobriram nesse fil&atilde;o &ndash; que tem potencial de crescimento &ndash; a chance de fidelizar clientes. Hoje esse tipo de cr&eacute;dito representa 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no pa&iacute;s, contra 37,7% na Alemanha e 61,2% na Espanha.<\/p>\n<p>O HSBC revisou de 50% para 80% sua previs&atilde;o de crescimento dos neg&oacute;cios imobili&aacute;rios em 2011. Os financiamentos devem chegar a R$ 1,8 bilh&atilde;o, segundo Jaime Chigam&ccedil;as, superintendente de cr&eacute;dito imobili&aacute;rio do HSBC, que fechou uma parceria com a imobili&aacute;ria Brasil Brokers nesse segmento. &ldquo;A procura est&aacute; muito forte. &Eacute; preciso lembrar que o mercado ficou parado 10, 15 anos. Existe uma demanda tanto pelo primeiro im&oacute;vel quanto pela substitui&ccedil;&atilde;o do atual por um melhor&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Classe alta<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os bancos, al&eacute;m da popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, que &eacute; beneficiada pelo Minha Casa, Minha Vida, a faixa de classe m&eacute;dia e m&eacute;dia-alta tamb&eacute;m est&aacute; puxando a demanda por im&oacute;veis. Esse p&uacute;blico &eacute; formado principalmente por quem est&aacute; trocando o aluguel pela casa pr&oacute;pria, por casais rec&eacute;m-casados ou separados e, em menor grau, por investidores, segundo Rodrigo Gordinho, diretor comercial da Credipronto!, joint venture criada em 2008 entre o Ita&uacute; e a imobili&aacute;ria Lopes. A empresa prev&ecirc; dobrar o volume de financiamentos imobili&aacute;rios em 2011, para R$ 1,2 bilh&atilde;o. O ticket m&eacute;dio de financiamento desse p&uacute;blico, segundo os bancos, varia de R$ 150 mil a R$ 250 mil e os prazos de financiamento, de 25 a 30 anos.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m est&aacute; crescendo o n&uacute;mero de pessoas que v&ecirc;m comprando mais de um im&oacute;vel, como o gerente de vendas Gilberto dos Santos, 42 anos, que come&ccedil;ou a pagar, h&aacute; tr&ecirc;s meses, o financiamento de um apartamento de R$ 234 mil no bairro Rebou&ccedil;as para a ex-mulher e os filhos. Santos, que financiou o im&oacute;vel por 30 anos, tamb&eacute;m comprou um apartamento, no Boa Vista, de R$ 200 mil, que poder&aacute; ser usado para investimento ou moradia quando ficar pronto, no ano que vem. &ldquo;Preferi n&atilde;o quitar o apartamento no Rebou&ccedil;as e investir em outro im&oacute;vel&rdquo;, diz.<\/p>\n<p><strong>Demanda consistente<\/strong><\/p>\n<p>Para Jos&eacute; Roberto Machado Filho, diretor-executivo de neg&oacute;cios imobili&aacute;rios do Santander, o crescimento dos financiamentos mostra que a demanda por im&oacute;veis &eacute; consistente. As origina&ccedil;&otilde;es para compra e constru&ccedil;&atilde;o do banco, de pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas, atingiram R$ 2,3 bilh&otilde;es no primeiro trimestre, 45% mais que no mesmo per&iacute;odo de 2010.<\/p>\n<p>&ldquo;Mesmo assim, os financiamentos ainda representam um volume muito pequeno na carteira. No nosso caso, eles n&atilde;o alcan&ccedil;am mais de 8% do total de clientes. O que significa que temos um espa&ccedil;o para conquistar. Estamos vivendo um novo ciclo de cr&eacute;dito, agora de longo prazo&rdquo;, afirma.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois do recorde do ano passado, bancos e incorporadoras come\u00e7aram 2011 com proje\u00e7\u00e3o de que o mercado imobili\u00e1rio cresceria menos. Mas a forte procura est\u00e1 surpreendendo at\u00e9 mesmo as institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p> Em maio, o saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio atingiu R$ 151,8 bilh\u00f5es, 48% superior ao do mesmo per\u00edodo do ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29936,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[96,671,739],"class_list":["post-29937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-credito","tag-financiamento","tag-imoveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29937\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}