{"id":29553,"date":"2011-07-15T00:00:00","date_gmt":"2011-07-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/uniao-recupera-r-55-milhoes-desviados-durante-caso-lalau\/"},"modified":"2011-07-15T00:00:00","modified_gmt":"2011-07-15T03:00:00","slug":"uniao-recupera-r-55-milhoes-desviados-durante-caso-lalau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/uniao-recupera-r-55-milhoes-desviados-durante-caso-lalau\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o recupera R$ 55 milh\u00f5es desviados durante caso Lalau"},"content":{"rendered":"<p>A AGU (Advocacia-Geral da Uni&atilde;o) divulgou nesta quinta-feira (14) que obteve decis&atilde;o favor&aacute;vel da Justi&ccedil;a para reaver R$ 55 milh&otilde;es desviados durante a constru&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Trabalhista de S&atilde;o Paulo para o Tesouro Nacional, entre 1994 e 1998. O esc&acirc;ndalo levou &agrave; pris&atilde;o do ent&atilde;o juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neves, o Lalau.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o da 19&ordf; Vara Federal &eacute; do &uacute;ltimo dia 12, mas s&oacute; foi publicada hoje no &quot;Di&aacute;rio Oficial&quot; de Justi&ccedil;a. Ainda cabe recurso no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1&ordf; Regi&atilde;o, mas o dinheiro j&aacute; foi depositado na Caixa Econ&ocirc;mica Federal.<\/p>\n<p>A Justi&ccedil;a constatou que houve desvio de verbas p&uacute;blicas na obra, tocada pelo Grupo OK, do senador cassado Luiz Estev&atilde;o. De l&aacute; para c&aacute;, v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es foram ajuizadas, buscando a condena&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis pelo esquema. Estev&atilde;o foi cassado ap&oacute;s envolvimento na fraude que desviou milh&otilde;es da obra.<\/p>\n<p>Segundo a AGU, este &eacute; o maior recolhimento para os cofres da Uni&atilde;o j&aacute; registrado, referente &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de verbas desviadas em caso de corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O valor vinha sendo penhorado desde 2009, seguindo a execu&ccedil;&atilde;o dos ac&oacute;rd&atilde;os do TCU (Tribunal de Contas da Uni&atilde;o). Dos R$ 55 milh&otilde;es depositados nesta semana, R$ 30 milh&otilde;es s&atilde;o relativos a um cr&eacute;dito que o Grupo OK tinha com a empresa Basf e o restante vem de alugu&eacute;is de im&oacute;veis do grupo.<\/p>\n<p>Cerca de 1.300 im&oacute;veis foram penhorados na a&ccedil;&atilde;o, sendo que alguns deles eram ocupados pela Uni&atilde;o e pelo governo do Distrito Federal. De acordo com as investiga&ccedil;&otilde;es, v&aacute;rios desses pr&eacute;dios estavam em mome de laranjas, o que dificultou ainda mais a execu&ccedil;&atilde;o judicial. Atualmente, dez desses im&oacute;veis est&atilde;o com os alugu&eacute;is penhorados, com dep&oacute;sitos mensais de R$ 2,6 milh&otilde;es para quitar a d&iacute;vida.<\/p>\n<p>At&eacute; abril deste ano, dez anos ap&oacute;s a condena&ccedil;&atilde;o, a d&iacute;vida estimada do Grupo OK era de R$ 1,1 bilh&atilde;o e at&eacute; ent&atilde;o nada tinha chegado aos cofres p&uacute;blicos. &Agrave; &eacute;poca da condena&ccedil;&atilde;o, o rombo foi avaliado em R$ 169,5 milh&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>LALAU <\/strong><\/p>\n<p>Nicolau foi condenado pelo TRF a 26 anos, seis meses e 20 dias, em regime fechado, em maio de 2006, pelos crimes crimes de peculato, estelionato e corrup&ccedil;&atilde;o passiva &#8211;o crime de forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha j&aacute; havia prescrito.<\/p>\n<p>O ex-juiz, ent&atilde;o, recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justi&ccedil;a), que manteve a condena&ccedil;&atilde;o. Desde agosto de 2007, ele cumpre pris&atilde;o domiciliar por motivo de sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Lalau tem contas bloqueadas desde 1999. Em 2008, tentou liberar cerca de R$ 7 milh&otilde;es de uma conta em Genebra, alegando ser de &quot;heran&ccedil;a n&atilde;o declarada&quot;. Em 2002, a AGU conseguiu sequestrar e vender um apartamento de Nicolau em Miami (EUA), tamb&eacute;m n&atilde;o declarado, por US$ 800 mil.<\/p>\n<p><strong>TRT <\/strong><\/p>\n<p>Em 1992, o TRT-SP iniciou licita&ccedil;&atilde;o para construir o F&oacute;rum Trabalhista de S&atilde;o Paulo. A Incal venceu a licita&ccedil;&atilde;o e se associou ao empres&aacute;rio F&aacute;bio Monteiro de Barros.<\/p>\n<p>Em 98, auditoria do Minist&eacute;rio P&uacute;blico apontou que s&oacute; 64% da obra do f&oacute;rum havia sido conclu&iacute;da, mas que 98% dos recursos haviam sido liberados. A obra do f&oacute;rum foi abandonada em outubro de 98, um m&ecirc;s ap&oacute;s o ent&atilde;o juiz Nicolau dos Santos Neto deixar a comiss&atilde;o respons&aacute;vel pela constru&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Uma CPI na C&acirc;mara investigou a obra em 99. A quebra dos sigilos mostrou pagamentos vultosos das empresas de F&aacute;bio Monteiro de Barros, da Incal, ao Grupo OK, de Estev&atilde;o. Descobre-se um contrato que transfere 90% das a&ccedil;&otilde;es da Incal para o Grupo OK.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A AGU (Advocacia-Geral da Uni\u00e3o) divulgou nesta quinta-feira (14) que obteve decis\u00e3o favor\u00e1vel da Justi\u00e7a para reaver R$ 55 milh\u00f5es desviados durante a constru\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Trabalhista de S\u00e3o Paulo para o Tesouro Nacional, entre 1994 e 1998. O esc\u00e2ndalo levou \u00e0 pris\u00e3o do ent\u00e3o juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neves, o Lalau. <\/p>\n<p>A decis\u00e3o da 19\u00aa Vara Federal \u00e9 do \u00faltimo dia 12, mas s\u00f3 foi publicada hoje no &#8220;Di\u00e1rio Oficial&#8221; de Justi\u00e7a. Ainda cabe recurso no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1\u00aa Regi\u00e3o, mas o dinheiro j\u00e1 foi depositado na Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29552,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[7048,829,544],"class_list":["post-29553","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-lalau","tag-milhoes","tag-uniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29553\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}