{"id":29467,"date":"2011-07-18T00:00:00","date_gmt":"2011-07-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/estradas-ruins-sao-gargalo-diz-pesquisa\/"},"modified":"2011-07-18T00:00:00","modified_gmt":"2011-07-18T03:00:00","slug":"estradas-ruins-sao-gargalo-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/estradas-ruins-sao-gargalo-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Estradas ruins s\u00e3o gargalo, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>A m&aacute; conserva&ccedil;&atilde;o das estradas brasileiras foi apontada como o principal problema de infraestrutura do pa&iacute;s por (92%) de&nbsp;cerca de 15 mil profissionais de log&iacute;stica das maiores empresas do Brasil, segundo pesquisa feita ano passado pelo instituto de log&iacute;stica IIos. A malha rodovi&aacute;ria insuficiente foi citada por 68% dos entrevistados.&nbsp;&nbsp;A duplica&ccedil;&atilde;o da BR-101, assim como as dragagens portu&aacute;rias, s&atilde;o os projetos da primeira etapa do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>Como titular da Comiss&atilde;o de Via&ccedil;&atilde;o e Transportes, da C&acirc;mara dos Deputados, vou apresentar o estudo aos demais colegas parlamentares, para usa-lo tamb&eacute;m como subs&iacute;dio, no desenvolvimento de propostas e projetos, para resolvermos a quest&atilde;o da malha vi&aacute;ria no Brasil.<\/p>\n<p>Agora, segundo o Ilos, para que as estradas atuais sejam avaliadas como boas ou &oacute;timas, &eacute; preciso investir R$ 64,7 bilh&otilde;es em recupera&ccedil;&atilde;o e R$ 747 bilh&otilde;es em pavimenta&ccedil;&atilde;o das estradas j&aacute; existentes. A soma, que chega a R$ 811 bilh&otilde;es, &eacute; 19 vezes maior que os R$ 43,5 bilh&otilde;es previstos no PAC 1, de acordo com o instituto.<\/p>\n<p>O estudo do Ilos mostra que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade de quil&ocirc;metros pavimentados em estradas, o Brasil est&aacute; muito atr&aacute;s da maioria dos outros pa&iacute;ses que comp&otilde;em o bloco de emergentes Brics (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul). A &Iacute;ndia, por exemplo, cuja ex&shy;tens&atilde;o territorial representa 35% da brasileira, tem 1,5 milh&atilde;o de quil&ocirc;metros de rodovias pavimentados. Em 2010, do 1,5 milh&atilde;o de qui&shy;l&ocirc;&shy;metros de estradas brasileiras, 212 mil quil&ocirc;metros, ou 13%, eram pavimentados, de acordo com o Dnit. Os outros 87% n&atilde;o t&ecirc;m pavimenta&ccedil;&atilde;o alguma.<\/p>\n<p>&ldquo;No Brasil, a primeira estrada pavimentada foi a rodovia Presi&shy;dente Dutra, em 1950. Os outros pa&iacute;ses come&ccedil;aram a investir antes, no s&eacute;culo 19. A outra raz&atilde;o &eacute; que, at&eacute; 1974, o governo investia de forma crescente em rodovias. Em 1974, os investimentos chegaram a 1,8% do PIB. Ano passado, o investimento foi de apenas 0,8% do PIB&rdquo;, explica o presidente do Instituto Ilos e professor da Coppead-UFRJ, Paulo Fleury.<\/p>\n<p>A qualidade das rodovias brasileiras tamb&eacute;m deixa muito a desejar. Apesar de a &uacute;ltima pesquisa da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Transportes (CNT) &mdash; feita em 90 mil quil&ocirc;metros de rodovias no ano passado &mdash; apontar que aumentou o &iacute;ndice de rodovias com estado geral considerado &oacute;timo ou bom, na compara&ccedil;&atilde;o com 2009, o porcentual de vias ruins ou p&eacute;ssimas chega a 25%.<\/p>\n<p>Segundo a CNT, na Regi&atilde;o Norte do Brasil, 55% das estradas s&atilde;o consideradas ruins ou p&eacute;ssimas.&ldquo;&Eacute; muito buraco, estradas sem acostamento. A situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; de ruim a pior. Na BR-174, que liga Manaus a Boa Vista, tem crateras&rdquo;, assinala o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores em Transportes Rodovi&aacute;rios da Regi&atilde;o Norte, Manoel Farias Rodrigues.<\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio dos Transportes alega que o investimento no sistema rodovi&aacute;rio tem aumentado anualmente e que, em 2010, investiu R$ 11 bilh&otilde;es no setor. At&eacute; junho, foram aplicados R$ 4,4 bilh&otilde;es, e a previs&atilde;o &eacute; de que mais R$ 13 bilh&otilde;es sejam gastos.<\/p>\n<p>Segundo o Dnit, cerca de 4,1 mil quil&ocirc;metros de rodovias federais est&atilde;o sendo pavimentadas e 915 quil&ocirc;metros passam por duplica&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, 27 mil quil&ocirc;metros est&atilde;o sendo recuperadas e 32 mil quil&ocirc;metros ser&atilde;o recuperados at&eacute; 2012. O vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Infraestrutura e Ind&uacute;strias de Base (Abdib), Ralph Lima Terra, diz que o governo tem investido mais, mas que as melhorias ocorrem em ritmo inferior ao necess&aacute;rio. &ldquo;Precisamos acelerar o processo de concess&atilde;o das rodovias brasileiras e intensificar a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos nas estradas que existem e que n&atilde;o s&atilde;o administradas por concession&aacute;rias&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o das estradas brasileiras foi apontada como o principal problema de infraestrutura do pa\u00eds por (92%) de cerca de 15 mil profissionais de log\u00edstica das maiores empresas do Brasil, segundo pesquisa feita ano passado pelo instituto de log\u00edstica IIos. <\/p>\n<p>Como titular da Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes, da C\u00e2mara dos Deputados, vou apresentar o estudo aos demais colegas parlamentares, para usa-lo tamb\u00e9m como subs\u00eddio, no desenvolvimento de propostas e projetos, para resolvermos a quest\u00e3o da malha vi\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29466,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[796,7009],"class_list":["post-29467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-estradas","tag-gargalo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29467"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29467\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29466"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}