{"id":29415,"date":"2011-07-19T00:00:00","date_gmt":"2011-07-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/depois-de-tres-anos-safra-milho-volta-a-crescer-no-parana\/"},"modified":"2011-07-19T00:00:00","modified_gmt":"2011-07-19T03:00:00","slug":"depois-de-tres-anos-safra-milho-volta-a-crescer-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/depois-de-tres-anos-safra-milho-volta-a-crescer-no-parana\/","title":{"rendered":"Depois de tr\u00eas anos, safra milho volta a crescer no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Depois de tr&ecirc;s anos em queda, o milho vai voltar a crescer no Paran&aacute; na temporada 2011\/12. &Eacute; o que aponta um levantamento informal de inten&ccedil;&atilde;o de plantio de ver&atilde;o feito pela Gazeta do Povo com representantes do setor produtivo na &uacute;ltima semana. Agricultores, co&shy;&shy;&shy;ope&shy;&shy;rativas e revendas de insumos consultados pela reportagem revelam que a &aacute;rea destinada ao cereal pode aumentar at&eacute; 20% no pr&oacute;ximo ciclo. A partir do m&ecirc;s que vem, quando come&ccedil;a o plantio da nova safra de ver&atilde;o, cerca de 900 mil hectares devem ser cultivados em todo o estado.<\/p>\n<p>Pre&ccedil;os quase 90% superiores aos praticados um ano atr&aacute;s animam os produtores a ampliar a &aacute;rea e marcam a virada de jogo do milho na primeira safra paranaense. Os maiores incrementos no plantio devem ocorrer na por&ccedil;&atilde;o Centro-Sul do estado, que concentra mais da metade da produ&ccedil;&atilde;o paranaense, enquanto as regi&otilde;es Norte, Oeste e Sudoeste tendem a registrar varia&ccedil;&otilde;es menores.<\/p>\n<p><strong>Ranking <\/p>\n<p>Estado quer retomar posto de maior produtor<\/strong><\/p>\n<p>O Paran&aacute; chegou a plantar 2,7 milh&otilde;es de hectares na d&eacute;cada de 80 e, at&eacute; duas safras atr&aacute;s, detinha o t&iacute;tulo de maior produtor de milho de ver&atilde;o do Brasil. H&aacute; dois anos, perdeu o posto para Minas Gerais, depois que, desestimulados por clima e mercado, os produtores reduziram a menos de 1 milh&atilde;o de hectares a &aacute;rea de cultivo. Em tr&ecirc;s anos, a extens&atilde;o destinada &agrave; primeira safra do cereal caiu quase &agrave; metade no estado.<\/p>\n<p>No ver&atilde;o passado, o milho ocupou apenas 752,9 mil hectares, a menor &aacute;rea desde a d&eacute;cada de 70, quando os levantamentos oficiais come&ccedil;aram a ser realizados. Mesmo com produtividade cheia, o estado registrou queda de 13% na produ&ccedil;&atilde;o, que somou 6,8 milh&otilde;es de toneladas.<\/p>\n<p>A revers&atilde;o de tend&ecirc;ncia come&ccedil;ou no &uacute;ltimo inverno, quando o Paran&aacute; semeou &aacute;rea recorde de milho safrinha. Mas foi surpreendido pelo clima &ndash; estiagem no in&iacute;cio do ciclo e uma s&eacute;rie de geadas seguidas de chuva no final &ndash; e vai amargar uma quebra ao menos 35% na segunda safra.<\/p>\n<p>A proje&ccedil;&atilde;o mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) indica que, em 1,7 milh&atilde;o de hectares, o estado deve colher 7,4 milh&otilde;es de toneladas. A colheita, que come&ccedil;ou no m&ecirc;s passado, foi conclu&iacute;da em cerca de 10% das lavouras e deve seguir at&eacute; setembro. Aproximadamente metade do milho safrinha paranaense ainda est&aacute; em fase suscet&iacute;vel a perdas clim&aacute;ticas. (LG)<br \/>\nNos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, custos altos e pre&ccedil;os baixos empurraram o produtor para a soja, relata Jeferson Malluta Luciano, coordenador da &aacute;rea t&eacute;cnica da Coopagr&iacute;cola, de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. &ldquo;Para contornar o mercado, muitos deixaram um pouco de lado a rota&ccedil;&atilde;o e, agora, com a melhora dos pre&ccedil;os, est&atilde;o voltando ao sistema.&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Na &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o da cooperativa, o plantio de milho deve crescer entre 15% e 20%, estima o t&eacute;cnico. &ldquo;Est&aacute;vamos esperando em crescimento maior. Mas o investimento &eacute; muito alto porque tem muito gasto com fertilizante, que foi o item que mais subiu neste ano. J&aacute; o herbicida para a soja transg&ecirc;nica, que &eacute; quem fica com a maior &aacute;rea, est&aacute; o mesmo pre&ccedil;o do ano passado&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>Principal combust&iacute;vel para a retomada do plantio, os pre&ccedil;os em alta encorajam os agricultores a arcar com um desembolso maior (veja mat&eacute;ria na p&aacute;gina 4). A saca de 60 quilos, que hoje chega a valer R$ 28 em algumas regi&otilde;es do estado, paga com folga os custos de produ&ccedil;&atilde;o, estimados em pouco mais de R$ 13.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros contrastam com o que ocorriam em 2010. Nesta mesma &eacute;poca do ano passado, para cultivar uma saca de milho, o produtor precisava desembolsar cerca de R$ 11. Mas tamb&eacute;m recebia menos pelo produto, perto de R$ 14. O mercado acaba absorvendo o aumento do custo e o milho volta a valer a pena, considera Leandro Bren, coordenador t&eacute;cnico da cooperativa Agr&aacute;ria, de Entre Rios (Campos Gerais).<\/p>\n<p>&ldquo;Quem saiu est&aacute; voltando neste ano. Mas aqui &eacute; um pouco diferente do resto do Paran&aacute; porque nossos cooperados costumam ser muito fi&eacute;is &agrave; rota&ccedil;&atilde;o e, por isso, a &aacute;rea n&atilde;o caiu muito nos anos anteriores&rdquo;, esclarece o t&eacute;cnico. Ele calcula que cerca de 30% dos 107 mil hectares da &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o da Agr&aacute;ria ser&atilde;o cobertos com o cereal neste ver&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;A retomada de &aacute;rea s&oacute; n&atilde;o &eacute; mais forte aqui porque, como tivemos problemas de qualidade na &uacute;ltima safra, o produtor prefere n&atilde;o arriscar muito. Em regi&otilde;es onde n&atilde;o houve problema com gr&atilde;o ardido em 2010 o plantio vai aumentar bastante&rdquo;, avalia a agr&ocirc;noma Juliane Nardelle. As proje&ccedil;&otilde;es iniciais, relata, apontam um incremento de 5% a 10% na primeira safra de milho da Cooperativa Agricola Campo Do Tenente, no Sul do estado. Nos &uacute;ltimos dois anos, o cereal perdeu 30% da sua &aacute;rea para a soja na regi&atilde;o, compara Juliane.<\/p>\n<p>Mais otimista, Marcelo Mar&shy;&shy;tins Pereira, coordenador do de&shy;&shy;par&shy;&shy;tamento t&eacute;cnico da revenda de insumos Agr&iacute;cola Campele, em Guarapuava (Campos Gerais,) afirma que, a depender do mercado, o milho pode ganhar em um ano tudo que perdeu em dois. &ldquo;Se a quebra na safrinha for maior que o esperado e os pre&ccedil;os continuarem subindo, (a &aacute;rea) pode voltar ao que era&rdquo;, prev&ecirc;.<\/p>\n<p>Ele informa que as vendas de insumos para a safra de ver&atilde;o, que come&ccedil;aram mais cedo neste ano, continuam aquecidas na regi&atilde;o.Segundo Pereira, o volume de sementes comercializado at&eacute; o momento indica que o plantio do cereal deve ganhar entre 15% e 20% na regi&atilde;o. Nos &uacute;ltimos dois anos, o recuo acumulado teria sido de 25%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de tr\u00eas anos em queda, o milho vai voltar a crescer no Paran\u00e1 na temporada 2011\/12. \u00c9 o que aponta um levantamento informal de inten\u00e7\u00e3o de plantio de ver\u00e3o feito pela Gazeta do Povo com representantes do setor produtivo na \u00faltima semana. <\/p>\n<p>Agricultores, co\u00ad\u00ad\u00adope\u00ad\u00adrativas e revendas de insumos consultados pela reportagem revelam que a \u00e1rea destinada ao cereal pode aumentar at\u00e9 20% no pr\u00f3ximo ciclo. 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