{"id":29289,"date":"2011-07-24T00:00:00","date_gmt":"2011-07-24T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/construcao-civil-pocura-mao-de-obra-qualificada-para-atender-demanda-do-setor\/"},"modified":"2011-07-24T00:00:00","modified_gmt":"2011-07-24T03:00:00","slug":"construcao-civil-pocura-mao-de-obra-qualificada-para-atender-demanda-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/construcao-civil-pocura-mao-de-obra-qualificada-para-atender-demanda-do-setor\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o civil pocura m\u00e3o de obra qualificada para atender demanda do setor"},"content":{"rendered":"<p>A falta de m&atilde;o de obra qualificada est&aacute; preocupando o setor da constru&ccedil;&atilde;o pesada. Com a previs&atilde;o de centenas de obras e recursos j&aacute; programados&nbsp;na segunda edi&ccedil;&atilde;o do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC 2),&nbsp;as empreiteiras e empresas de constru&ccedil;&atilde;o civil&nbsp;temem n&atilde;o encontrar o n&uacute;mero ideial&nbsp;de trabalhadores qualificados para a execu&ccedil;&atilde;o das obras, segundo&nbsp; estudo in&eacute;dito da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Tecnologia em Equipamentos e Manuten&ccedil;&atilde;o (Sobratema). Para enfrentar o problemas, uma sa&iacute;da seria maior investimento das empresas construtoras na capacita&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios funcion&aacute;rios. <\/p>\n<p>O estudo foi feito&nbsp;com base nos n&uacute;meros de produ&ccedil;&atilde;o e venda de m&aacute;quinas e em demandas como as obras do PAC 2. A an&aacute;lise aponta que&nbsp;at&eacute; 2015 a quantidade de m&aacute;quinas pesadas para infraestrutura com at&eacute; dez anos de uso no Brasil passar&aacute; dos atuais 146 mil para 313 mil &ndash; fora as m&aacute;quinas para agricultura, minera&ccedil;&atilde;o etc. Se isso ocorrer, estima-se que ser&atilde;o necess&aacute;rios mais de 160 mil novos operadores para cada uma dessas novas m&aacute;quinas, al&eacute;m de cerca de 40 mil engenheiros e t&eacute;cnicos gestores &ndash; para cada quatro equipamentos precisa-se de, ao menos, um desses profissionais.<\/p>\n<p>&ldquo;Em um cen&aacute;rio em que j&aacute; sofremos com a escassez de pessoas qualificadas, isso &eacute; bastante preocupante, sem contar os trabalhadores necess&aacute;rios para a manuten&ccedil;&atilde;o e o mercado de reposi&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as dessas m&aacute;quinas&rdquo;, alerta o coordenador de pesquisa da Sobratema, Brian Nicholson.<\/p>\n<p>S&atilde;o trabalhadores com conhecimento t&eacute;cnico mais apurado que os da constru&ccedil;&atilde;o civil e, por isso, mais &ldquo;caros&rdquo;. Enquanto um trabalhador da constru&ccedil;&atilde;o civil ganhou, em m&eacute;dia, R$ 1.242 por m&ecirc;s em 2010, o do setor de infraestrutura recebeu R$ 1.707, segundo o Departamento Intersindical de Estat&iacute;stica e Estudos Socioecon&ocirc;micos (Dieese).<\/p>\n<p>&Eacute; essa alta remunera&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o pesada &ndash; que pode chegar a R$ 4 mil no mercado &ndash; que est&aacute; atraindo mais pessoas, ainda que em ritmo mais lento que outros setores. Nos &uacute;ltimos 12 meses, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego, os oito segmentos que correspondem ao setor de infraestrutura cresceram apenas 2,77%, frente aos 8,08% da constru&ccedil;&atilde;o como um todo e 6,41% do total do mercado formal. No Paran&aacute;, o crescimento geral foi de 3,43% no mesmo per&iacute;odo, mas, no segmento que envolve rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, houve descr&eacute;cimo de 13% &ndash; um dos ind&iacute;cios da falta de obras no estado (leia mais nesta p&aacute;gina).<\/p>\n<p>Diante das possibilidades futuras da construtora JMalucelli &ndash; ela est&aacute; de olho nas novas rodovias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em todo o pa&iacute;s, no novo leil&atilde;o de hidrel&eacute;tricas da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) e nas obras de expans&atilde;o de ferrovias, sob o comando da estatal federal Valec &ndash;, o diretor Celso Jacomel Junior, concorda que as empresas precisam investir no treinamento dos funcion&aacute;rios, mas reclama da carga tribut&aacute;ria e de outras exig&ecirc;ncias da CLT. &ldquo;Quando vemos o Brasil como um todo, n&atilde;o s&oacute; na constru&ccedil;&atilde;o, mas em outros setores, vemos que j&aacute; passou da hora de revisar parte das regras trabalhistas, desonerando o empregador.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Falta de uni&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Laertes Vieira, gerente do Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Rio Branco do Sul &ndash; unidade que concentra a maior parte da forma&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o pesada pela entidade no estado &ndash;, diz que falta uni&atilde;o do segmento para a capacita&ccedil;&atilde;o de trabalhadores. A exemplo do fizeram os setores de vestu&aacute;rio e fabrica&ccedil;&atilde;o de cimento, ele diz que as empresas de constru&ccedil;&atilde;o pesada tamb&eacute;m deveriam se unir, em um pacto por capacita&ccedil;&atilde;o, pontuando suas necessidades em n&uacute;meros e destinos.<\/p>\n<p>Para a opera&ccedil;&atilde;o de diferentes m&aacute;quinas, de caminh&otilde;es basculantes a empilhadeiras, a unidade de Rio Branco do Sul forma de 300 a 400 trabalhadores por ano. &ldquo;Estamos investindo nisso, agora tamb&eacute;m com simuladores para as aulas e com planos de introduzir cursos tamb&eacute;m para retroescavadeiras e escavadeiras. Mas s&oacute; a uni&atilde;o do empresariado vai nos dar o tamanho certo da demanda.&rdquo;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de m\u00e3o de obra qualificada est\u00e1 preocupando o setor da constru\u00e7\u00e3o pesada. <\/p>\n<p>Com a previs\u00e3o de centenas de obras e recursos j\u00e1 programados na segunda edi\u00e7\u00e3o do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC 2), as empreiteiras e empresas de constru\u00e7\u00e3o civil temem n\u00e3o encontrar o n\u00famero ideial de trabalhadores qualificados para a execu\u00e7\u00e3o das obras, segundo  estudo in\u00e9dito da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia em Equipamentos e Manuten\u00e7\u00e3o (Sobratema).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1669,1463,2277],"class_list":["post-29289","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-civil","tag-construcao","tag-setor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29289"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29289\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}