{"id":28742,"date":"2011-08-22T00:00:00","date_gmt":"2011-08-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/a-boiadeira-segundo-zeca-dirceu\/"},"modified":"2011-08-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-08-22T03:00:00","slug":"a-boiadeira-segundo-zeca-dirceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/a-boiadeira-segundo-zeca-dirceu\/","title":{"rendered":"A Boiadeira segundo Zeca Dirceu"},"content":{"rendered":"<p>Nem mesmo as supostas irregularidades envolvendo o Minist&eacute;rio dos Transportes v&atilde;o evitar a pavimenta&ccedil;&atilde;o da Estrada Boiadeira, afirmou esta semana o deputado federal Zeca Dirceu. Em entrevista exclusiva &agrave; TRIBUNA, ele informou que a troca de ministros deve atrasar em at&eacute; 90 dias a retomada das obras. Mesmo assim, a rodovia &eacute; uma prioridade ao governo federal, uma vez que est&aacute; inserida ao Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento &ndash; PAC. &ldquo;Esta rodovia n&atilde;o &eacute; mais um pedido. &Eacute; um direito que a regi&atilde;o tem pelo m&eacute;rito de seus empres&aacute;rios e agricultores&rdquo;, afirmou.&nbsp;<\/p>\n<p>Zeca disse n&atilde;o poder afirmar que a estrada foi palco de desvios de recursos p&uacute;blicos ao longo dos anos. Mas acredita que foi abandonada porque os governos das d&eacute;cadas anteriores a 90 n&atilde;o acreditavam na viabilidade do projeto. Hoje, mesmo com uma nova empresa vencedora da licita&ccedil;&atilde;o e com recursos assegurados, as obras est&atilde;o paralisadas, novamente, em virtude da suposta corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo membros do DNIT. Ele acredita que nos pr&oacute;ximos meses o projeto comece a ser desenvolvido, principalmente, no trecho compreendido entre Tuneiras do Oeste e Cruzeiro do Oeste.<\/p>\n<p>Estimativas indicam que a obra total ainda custe ao governo cerca de R$500 milh&otilde;es. Mas pouco se fala de quanto j&aacute; foi gasto e perdido ao longo dos &uacute;ltimos 40 anos. Trabalhos de terraplanagem foram completamente jogados fora. Dinheiro p&uacute;blico que escorreu pela sarjeta. Zeca acredita que governos anteriores almejavam ceder a estrada &agrave; iniciativa privada, por isso o abandono. Mas desta vez, segundo ele, o governo est&aacute; disposto a finalizar a BR-487. &ldquo;A presidente ainda era ministra quando inseriu a Boiadeira ao Pac. Ela sabe de sua import&acirc;ncia. Eu mesmo falei pessoalmente com ela&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Para o deputado, outro aspecto relevante no atraso das obras &eacute; a atua&ccedil;&atilde;o do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o &ndash; TCU. &ldquo;N&atilde;o &eacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o minha, mas de v&aacute;rias correntes, que o TCU exagera nas suas posi&ccedil;&otilde;es. Paralisa uma grande obra por um pequeno detalhe. N&atilde;o v&ecirc; que o atraso traz preju&iacute;zos muito maiores ao pa&iacute;s&rdquo;, explicou. Quanto a possibilidade de corrup&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio dos Transportes, Zeca disse ser uma situa&ccedil;&atilde;o lament&aacute;vel. Mesmo assim, o epis&oacute;dio n&atilde;o evitar&aacute; a conclus&atilde;o da rodovia. &ldquo;Desta vez h&aacute; vontade pol&iacute;tica e o Brasil tem recursos a disposi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou. &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cutuc&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Al&eacute;m de uma nova empresa e dinheiro assegurado para mais um trecho da Boaideira, Zeca lembrou que o projeto da estrada entre Cruzeiro do Oeste a Icara&iacute;ma est&aacute; 90% conclu&iacute;do. Trata-se de uma etapa jamais desenvolvida anteriormente. &ldquo;O governo decidiu investir no projeto. E se fez isso &eacute; porque vai concluir a rodovia&rdquo;, disse. Mas para que isso ocorra, h&aacute; necessidade de lideran&ccedil;as da regi&atilde;o pressionarem o governo. O deputado disse que mesmo ainda quando era prefeito j&aacute; pedia a conclus&atilde;o da estrada. &ldquo;Me surpreende outras lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas do Paran&aacute; e as que t&ecirc;m base eleitoral em Campo Mour&atilde;o, Cianorte e Umuarama n&atilde;o fazerem isso. Parece que existem pol&iacute;ticos que gostam de defender apenas bandeiras f&aacute;ceis, ou sair na foto daquelas j&aacute; resolvidas. Eu n&atilde;o sou covarde&rdquo;, afirmou.<br \/>\n<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Personagem<\/strong><\/p>\n<p>Durvalino Costa veio de longe, do interior de S&atilde;o Paulo, com a id&eacute;ia de ganhar dinheiro com a pavimenta&ccedil;&atilde;o da Boiadeira. Ele abriu uma borracharia na comunidade de Nova Bras&iacute;lia, as margens da rodovia h&aacute; quase 25 anos. &Eacute; bem verdade que ele viu os 33 primeiros quil&ocirc;metros serem asfaltados. Mas isso foi insignificante para que o neg&oacute;cio da borracharia desse certo. Afinal, o restante da estrada n&atilde;o foi terminado. Em resumo, ele morreu h&aacute; cerca de cinco anos, sem ganhar dinheiro e o pior, sem presenciar a rodovia ser conclu&iacute;da. Hoje, al&eacute;m de ser personagem na tr&aacute;gica hist&oacute;ria da estrada, seu t&uacute;mulo est&aacute; a poucos metros do asfalto da Boiadeira.<\/p>\n<p>Questionado se conhecia a hist&oacute;ria de &ldquo;seo&rdquo; Durvalino, Zeca Dirceu disse que personagens como ele podem at&eacute; virem a ser homenageados com a estrada conclu&iacute;da. Mas quem desrespeitou &ldquo;seo&rdquo; Durvalino? Enfaticamente o deputado garantiu que se houve desrespeito foi atrav&eacute;s de governos anteriores a d&eacute;cada de 90, os mesmos que tanto prometeram embora jamais ousassem consolidar sua pavimenta&ccedil;&atilde;o. Hoje, segundo ele, os governos do PT vem respeitando a regi&atilde;o, principalmente, por come&ccedil;ar a viabilizar a conclus&atilde;o da rodovia.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A hist&oacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>A Estrada Boiadeira, BR-487, completou em 2010 um s&eacute;culo de vida desde a sua abertura, em 1910. No entanto, foi s&oacute; a partir de 1950 quando a popula&ccedil;&atilde;o iniciou o movimento para que ela fosse pavimentada. Desde ent&atilde;o, j&aacute; se passaram 60 anos e a rodovia, que liga Campo Mour&atilde;o a Cruzeiro do Oeste, continua esquecida pelas autoridades. Durante as quatro &uacute;ltimas d&eacute;cadas, ela foi &ldquo;usada&rdquo; e prometida por deputados, governadores, ministros e at&eacute; presidentes. Muitos palanques eleitorais foram levantados a base da Boiadeira. Ao contr&aacute;rio de sua conclus&atilde;o, o que se viu foram recursos do povo sendo perdidos pelo tempo, num j&aacute; rotineiro cen&aacute;rio cl&aacute;ssico de desperd&iacute;cio do dinheiro p&uacute;blico. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O asfaltamento da estrada, uma das principais reivindica&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o, foi iniciado em 1986 pelo governo do estado. Por&eacute;m a obra foi paralisada logo em seguida e, a eros&atilde;o acabou destruindo aproximadamente 40% dos servi&ccedil;os de terraplanagem que j&aacute; havia sido executado no trajeto. Ou seja, o dinheiro utilizado perdeu-se com o tempo. Aberta por volta de 1910, a Estrada Boiadeira, inicialmente, serviu para a condu&ccedil;&atilde;o de gado comprado no Mato Grosso para a engorda nas pastagens do Paran&aacute;.<\/p>\n<p>Desde 1950, Campo Mour&atilde;o e regi&atilde;o reivindicam o seu asfaltamento. Al&eacute;m de beneficiar uma vasta regi&atilde;o, a pavimenta&ccedil;&atilde;o entre Cruzeiro do Oeste e Campo Mour&atilde;o vai marcar a consolida&ccedil;&atilde;o do Corredor Setentrional de Exporta&ccedil;&atilde;o. Ou seja, com o t&eacute;rmino do conjunto de pontes em Porto Camargo, boa parte da produ&ccedil;&atilde;o do Mato Grosso do Sul dever&aacute; ser canalizada pela Boiadeira at&eacute; o Porto de Paranagu&aacute;. Campo Mour&atilde;o e regi&atilde;o s&oacute; tem a ganhar com uma movimenta&ccedil;&atilde;o intensa de tr&aacute;fego no trecho.<\/p>\n<p>Em mar&ccedil;o de 2000, em visita a rodovia, o ent&atilde;o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, afirmou que a Estrada Boiadeira, trecho de 73 quil&ocirc;metros entre Campo Mour&atilde;o e Cruzeiro do Oeste &ndash; seria conclu&iacute;da at&eacute; 2001. N&atilde;o foi como continua sendo a principal promessa nos palanques e com&iacute;cios de toda a regi&atilde;o.&nbsp;Do total de 73 Km, apenas 33,5 deles est&atilde;o completamente conclu&iacute;dos. &nbsp; &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline; \"><strong>N&uacute;meros<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><em>73 Km<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&eacute; a extens&atilde;o total da Estrada Boiadeira, que liga Campo Mour&atilde;o a Cruzeiro do Oeste.<\/p>\n<p><strong><em>25 anos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&eacute; o tempo que a obra da estrada est&aacute; abandonada. A constru&ccedil;&atilde;o foi iniciada em 85, com servi&ccedil;os de terraplanagem<\/p>\n<p><strong><em>100 anos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>completou a estrada em 2010, contando a partir de sua abertura, para a passagem de gado<\/p>\n<p><strong><em>60 anos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&eacute; o tempo de espera para a sua pavimenta&ccedil;&atilde;o, desde que a popula&ccedil;&atilde;o regional iniciou os movimentos em prol da Boiadeira<\/p>\n<p>Reportagem:&nbsp;Dilm&eacute;rcio Daleffe<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jornal Tribuna do Interior, de Campo Mour\u00e3o, publicou neste domingo (21) uma mat\u00e9ria, escrita pelo editor Dilm\u00e9rcio Daleffe, com base em entrevista que dei ao conceituado di\u00e1rio. Agrade\u00e7o ao jornal pelo espa\u00e7o e ao editor pela corre\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es repassadas. Acompanhe a seguir a \u00edntegra do texto, que mereceu chamada com destaque na capa da Tribuna.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28741,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3189],"class_list":["post-28742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-boadeira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28742\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}