{"id":28734,"date":"2011-08-22T00:00:00","date_gmt":"2011-08-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/e-urgente-a-necessidade-de-uma-internet-mais-rapida-no-brasil\/"},"modified":"2011-08-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-08-22T03:00:00","slug":"e-urgente-a-necessidade-de-uma-internet-mais-rapida-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/e-urgente-a-necessidade-de-uma-internet-mais-rapida-no-brasil\/","title":{"rendered":"\u00c9 urgente a necessidade de uma internet mais r\u00e1pida no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Leiam mat&eacute;ria publicada hoje no Valor Econ&ocirc;mico sobre os testes que est&atilde;o sendo realizados visando a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es em velocidade maior. N&atilde;o adianta apenas massificar o acesso &agrave; internet, &eacute; necess&aacute;ria uma banda larga de qualidade. Em audi&ecirc;ncia com o ministro Paulo Bernardo semana passada, pude perceber que o governo est&aacute; alinhado com as empresas privadas que atuar&atilde;o no Plano Nacional de Banda Larga, grande plano do governo que visa levar internet com velocidade de 1 Mbps para todo o pa&iacute;s, com custo de R$ 35 ao m&ecirc;s. &Eacute; importante tamb&eacute;m uma a&ccedil;&atilde;o no sentido de aumentar a velocidade da internet em todo o Brasil.<\/p>\n<p>\nPor Gustavo Brigatto<br \/>\n&nbsp;N&atilde;o s&atilde;o apenas as operadoras de telefonia m&oacute;vel que est&atilde;o &agrave;s voltas com os testes da pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o de redes de celular, a 4G. A partir de novembro, o Ex&eacute;rcito Brasileiro tamb&eacute;m come&ccedil;ar&aacute; a experimentar o sistema que permite transmitir informa&ccedil;&otilde;es a velocidades que podem chegar a 100 megabits por segundo.<br \/>\nAo estudar a tecnologia, a inten&ccedil;&atilde;o do Ex&eacute;rcito n&atilde;o &eacute; se preparar para disputar mercado com as teles. O objetivo &eacute; avaliar o uso da 4G nas comunica&ccedil;&otilde;es internas da corpora&ccedil;&atilde;o e em servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia de todo o pa&iacute;s. &quot;&Eacute; a nova gera&ccedil;&atilde;o de equipamentos para comunica&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas. Pretendemos estar preparados para as demandas futuras, como a Copa e a Olimp&iacute;ada&quot;, diz o general Santos Guerra, comandante de comunica&ccedil;&otilde;es e guerra eletr&ocirc;nica do Ex&eacute;rcito.<br \/>\nO piloto come&ccedil;ar&aacute; a ser feito em Bras&iacute;lia e tem dura&ccedil;&atilde;o prevista de seis meses. O in&iacute;cio depende de uma autoriza&ccedil;&atilde;o especial da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel). Segundo Guerra, as negocia&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em curso e a previs&atilde;o &eacute; que a permiss&atilde;o seja emitida at&eacute; novembro. O projeto ter&aacute; um custo total de US$ 2 milh&otilde;es, que ser&aacute; bancado integralmente pela Motorola Solutions, empresa de redes originada da cis&atilde;o da Motorola no come&ccedil;o do ano. A outra empresa criada com a separa&ccedil;&atilde;o foi a Motorola Mobility, com foco em celulares, que recebeu uma proposta de compra pelo Google de US$ 12,5 bilh&otilde;es.<br \/>\nPiloto est&aacute; previsto para come&ccedil;ar em novembro e ter&aacute; custo de US$ 2 milh&otilde;es, pagos pelo fabricante<br \/>\nAl&eacute;m do Ex&eacute;rcito, as unidades de pol&iacute;cias e outros &oacute;rg&atilde;o de seguran&ccedil;a p&uacute;blica de todo o pa&iacute;s poder&atilde;o participar dos testes. O piloto ser&aacute; feito na frequ&ecirc;ncia de 700 MHz, destinada &agrave; transmiss&atilde;o de sinal da TV aberta. Com a transi&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o anal&oacute;gico para o digital, as empresas de TV ter&atilde;o que deixar de usar a faixa, o que tem gerado discuss&otilde;es sobre sua destina&ccedil;&atilde;o futura. Uma das possibilidades &eacute; o uso por servi&ccedil;os p&uacute;blicos de emerg&ecirc;ncia. Atualmente, Ex&eacute;rcito e for&ccedil;as de seguran&ccedil;a usam frequ&ecirc;ncias VHF, UHF e 800 MHz em suas comunica&ccedil;&otilde;es. As tecnologias dispon&iacute;veis, no entanto, limitam o uso das frequ&ecirc;ncias &agrave; transmiss&atilde;o de voz. Com a 4G, passa a ser poss&iacute;vel trafegar dados tamb&eacute;m.<br \/>\nA capacidade de transmitir voz e dados em uma faixa exclusiva evita os congestionamentos que podem acontecer nas redes das operadoras, disse Greg Brown, executivo-chefe da Motorola Solutions, ao Valor. Em visita ao Brasil na &uacute;ltima semana, Brown encontrou-se com o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, com quem discutiu a destina&ccedil;&atilde;o das faixas de 700 MHz. De acordo com o executivo, o governo est&aacute; disposto a avaliar o uso na &aacute;rea de seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Uma decis&atilde;o sobre o tema, entretanto, deve demorar. As emissoras de TV brasileiras t&ecirc;m at&eacute; 2016 para liberar o espectro. As companhias ainda tentam alongar esse prazo, ou manter o uso ap&oacute;s o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o.<br \/>\nH&aacute; duas semanas, durante a ABTA, congresso do setor de TV por assinatura realizado em S&atilde;o Paulo, o ministro afirmou que o governo pretende fazer testes com a tecnologia 4G durante a Rio+20, em junho. O projeto seria executado pela Telebr&aacute;s. Bernardo n&atilde;o deu detalhes se o teste seria feito na frequ&ecirc;ncia de 700 MHz, ou na faixa de 2,5 GHz &#8211; esta &uacute;ltima, com previs&atilde;o de ser vendida em abril, pela Anatel, para operadoras de telefonia m&oacute;vel.<br \/>\nGuerra destaca que o uso da tecnologia de 4G em 700 MHz pode trazer mais integra&ccedil;&atilde;o entre o Ex&eacute;rcito e as pol&iacute;cias dos Estados em opera&ccedil;&otilde;es realizadas de forma conjunta, como a ocupa&ccedil;&atilde;o do Complexo do Alem&atilde;o, no Rio de Janeiro. Guerra conta que por conta das diferentes tecnologias usadas por cada for&ccedil;a, em alguns momentos durante a a&ccedil;&atilde;o era preciso ter oficiais de cada uma delas com seus respectivos equipamentos de comunica&ccedil;&atilde;o para que as conversas entre as equipes pudessem acontecer: &quot;Se tiv&eacute;ssemos uma estrutura padronizada, seria mais f&aacute;cil.&quot;<br \/>\nA iniciativa de fazer o piloto com o Ex&eacute;rcito brasileiro faz parte da estrat&eacute;gia da Motorola Solutions de crescer como uma companhia independente. As empresas e os governos s&atilde;o os grandes alvos. De acordo com Brown, s&oacute; o mercado de 4G para seguran&ccedil;a p&uacute;blica pode movimentar entre US$ 3 bilh&otilde;es e US$ 5 bilh&otilde;es nos pr&oacute;ximos cinco anos em todo o mundo. Para o Brasil, especificamente, o executivo diz acreditar que &eacute; cedo para fazer estimativas. Nas empresas, uma das apostas &eacute; a tecnologia de identifica&ccedil;&atilde;o de objetivos por radiofrequ&ecirc;ncia, ou RFID, na sigla em ingl&ecirc;s.<br \/>\nDe acordo com Brown, a divis&atilde;o da Motorola em duas companhias tem dado resultados melhores do que os imaginados durante os tr&ecirc;s anos que antecederam o processo. &quot;Conseguimos ter um balan&ccedil;o forte que nos permitiu distribuir dividendos para os acionistas e fazer um programa de recompra de a&ccedil;&otilde;es no valor de US$ 2 bilh&otilde;es ao longo de 2012&quot;, diz. Brown diz acreditar que a venda da Motorola Mobility refor&ccedil;a a tese que motivou a separa&ccedil;&atilde;o: de que as duas empresas teriam mais valor individualmente do que quando operavam juntas.<br \/>\nSobre a opera&ccedil;&atilde;o com o Google, Brown afirma que isso n&atilde;o muda em nada a atua&ccedil;&atilde;o da Solutions. Em termos operacionais, as companhias completaram a separa&ccedil;&atilde;o em janeiro. Explicou, ainda, que a Solutions ficou com o direito exclusivo de usar a marca Motorola nas &aacute;reas de governo e empresas. Perguntado sobre a possibilidade de venda da companhia, Brown pondera. &quot;N&atilde;o cabe a mim decidir isso. Mas temos muita confian&ccedil;a no que estamos fazendo&quot;, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leiam mat\u00e9ria publicada hoje no Valor Econ\u00f4mico sobre os testes que est\u00e3o sendo realizados visando a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em velocidade maior. N\u00e3o adianta apenas massificar o acesso \u00e0 internet, \u00e9 necess\u00e1ria uma banda larga de qualidade. 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