{"id":28574,"date":"2011-09-01T00:00:00","date_gmt":"2011-09-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ponto-eletronico-comeca-a-ser-fiscalizado-a-partir-de-hoje\/"},"modified":"2011-09-01T00:00:00","modified_gmt":"2011-09-01T03:00:00","slug":"ponto-eletronico-comeca-a-ser-fiscalizado-a-partir-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ponto-eletronico-comeca-a-ser-fiscalizado-a-partir-de-hoje\/","title":{"rendered":"Ponto eletr\u00f4nico come\u00e7a a ser fiscalizado a partir de hoje"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;A partir desta quinta-feira (01), as empresas que fizeram a op&ccedil;&atilde;o pelo controle eletr&ocirc;nico da jornada de trabalho devem estar totalmente adequadas a Portaria n&ordm; 1.510\/09, que regula o sistema de aferi&ccedil;&atilde;o deste sistema. As empresas tiveram um prazo de mais de dois anos para se adequar a portaria, a partir de sua data de publica&ccedil;&atilde;o. Empresas que n&atilde;o adotam o sistema eletr&ocirc;nico est&atilde;o fora da nova regra.<\/p>\n<p>Entre as exig&ecirc;ncias que come&ccedil;am a ser fiscalizadas a partir desta data est&aacute; o uso do Registrador Eletr&ocirc;nico de Ponto (REP), equipamento que emite comprovante da marca&ccedil;&atilde;o a cada registro efetuado, para que os trabalhadores tenham comprova&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de in&iacute;cio e fim do expediente. Tamb&eacute;m dever&aacute; estar sendo utilizado o Sistema de Registro Eletr&ocirc;nico de Ponto (SREP), programa que permite ao empregador fazer observa&ccedil;&otilde;es eventuais sobre omiss&otilde;es no registro de ponto ou indicar marca&ccedil;&otilde;es indevidas. <br \/>\nDe acordo com a Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho (CLT), artigo 74, as empresas com mais de dez funcion&aacute;rios devem fazer registro de ponto, que pode ser manual, mec&acirc;nico ou eletr&ocirc;nico. Contudo, se o meio eletr&ocirc;nico for adotado, dever&atilde;o ser seguidas as instru&ccedil;&otilde;es da Portaria 1.510. Composto por 31 artigos, o documento enumera uma s&eacute;ria de itens importantes que devem ser obedecidas tanto pelo empregador como pelo empregado para que o registro eletr&ocirc;nico de ponto seja eficiente e totalmente confi&aacute;vel.<\/p>\n<p>A principal inten&ccedil;&atilde;o dessa regulamenta&ccedil;&atilde;o do controle de jornada de trabalho por meio eletr&ocirc;nico &eacute; impedir que os hor&aacute;rios anotados na entrada e sa&iacute;da do expediente de trabalho sejam alterados, como possibilitavam alguns programas de computador dispon&iacute;veis no mercado anteriormente. Do ponto de vista empresarial, o ponto eletr&ocirc;nico apresenta evidentes vantagens frente aos m&eacute;todos manuais, seja pela facilidade com que permite a aferi&ccedil;&atilde;o da jornada dos trabalhadores, seja pela velocidade conseguida na transmiss&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es para os sistemas de folha de pagamento.<br \/>\nMais de 100 mil empresas j&aacute; est&atilde;o utilizando o novo equipamento, com mais de 260 mil REPs vendidos. De acordo com a Secretaria de Inspe&ccedil;&atilde;o do Trabalho (SIT), do MTE, cerca de R$ 1,3 bilh&atilde;o foram recuperados em contribui&ccedil;&otilde;es para Previd&ecirc;ncia Social e Fundo de Garantia do Tempo de Servi&ccedil;o&nbsp; (FGTS) no ano de 2010, apenas com a implanta&ccedil;&atilde;o parcial pelas empresas. A previs&atilde;o &eacute; que aproximadamente $ 4,7 bilh&otilde;es anuais sejam recuperados ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o total.<br \/>\nDada a falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o sobre o tema, a mesma tecnologia utilizada na elabora&ccedil;&atilde;o dos sistemas controladores de ponto servia para esconder ou mascarar opera&ccedil;&otilde;es fraudulentas na marca&ccedil;&atilde;o dos hor&aacute;rios, como altera&ccedil;&atilde;o de registros de horas trabalhadas. As fraudes levavam &agrave; subtra&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rio e escondiam excessos de jornada, que atentam contra a sa&uacute;de do trabalhador. Al&eacute;m de disso, implicavam na concorr&ecirc;ncia desleal com os empregadores que agem corretamente e dificultam a fiscaliza&ccedil;&atilde;o pelo MTE. Implicam, ainda, na redu&ccedil;&atilde;o das contribui&ccedil;&otilde;es para o Fundo de Garantia do Tempo de Servi&ccedil;o (FGTS), Previd&ecirc;ncia Social e no Imposto de Renda de Pessoa F&iacute;sica.<\/p>\n<p>Levantamento realizado pela SIT antes da regulamenta&ccedil;&atilde;o do ponto eletr&ocirc;nico mostrou que R$ 20,3 bilh&otilde;es referentes a horas-extras podiam estar deixando de serem pagos aos trabalhadores brasileiros anualmente. Ao deixar de registrar o trabalho adicional de seus empregados, a sonega&ccedil;&atilde;o &agrave; Previd&ecirc;ncia Social chegava a R$ 4,1 bilh&otilde;es, e ao FGTS mais R$ 1,6 bilh&atilde;o. Somadas, as horas-extras trabalhadas e n&atilde;o pagas no Brasil equivaliam &agrave; carga hor&aacute;ria referente a 956,8 mil empregos, que poderiam ser gerados em lugar do trabalho extra n&atilde;o remunerado. O estudo tem como base o Relat&oacute;rio Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (Rais) do MTE.<br \/>\nFiscaliza&ccedil;&atilde;o &ndash; Os Auditores Fiscais do Trabalho (AFTs) que realizam a&ccedil;&otilde;es fiscais na empresa ir&atilde;o seguir o crit&eacute;rio da dupla visita nos primeiros 90 dias de fiscaliza&ccedil;&atilde;o nas empresas que adotaram o Registrador Eletr&ocirc;nico de Ponto (REP). A data da segunda visita ser&aacute; formalizada em notifica&ccedil;&atilde;o que fixar&aacute; prazo de 30 a 90 dias, definido pelo AFT, que dever&aacute; apresentar um relato da situa&ccedil;&atilde;o encontrada na empresa.<br \/>\nN&atilde;o havendo a regulariza&ccedil;&atilde;o do registrador no prazo determinado pelo AFT, o empregador ser&aacute; autuado e os autos de infra&ccedil;&atilde;o enviados para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho. As demais regras da portaria, que n&atilde;o dizem respeito ao equipamento (hardware), n&atilde;o exigem a dupla visita, pois completaram 12 meses em agosto de 2010.<\/p>\n<p>A dupla visita dos AFTs &eacute; prevista pelo artigo 23 do Regulamento de Inspe&ccedil;&atilde;o do Trabalho (RIT), de 15 de mar&ccedil;o de 1965. O artigo diz que os &quot;auditores fiscais do trabalho t&ecirc;m o dever de orientar e advertir as pessoas sujeitas &agrave; inspe&ccedil;&atilde;o do trabalho e os trabalhadores quanto ao cumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista e observar&atilde;o o crit&eacute;rio de dupla visita&quot;, entre outros casos, quando ocorrer promulga&ccedil;&atilde;o ou expedi&ccedil;&atilde;o de novas leis, regulamentos ou instru&ccedil;&otilde;es ministeriais, sendo feita apenas a instru&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis. Tamb&eacute;m afirma que ap&oacute;s 90 dias de vigor da Portaria a autua&ccedil;&atilde;o das infra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o depender&aacute; de dupla visita e que o per&iacute;odo para realiza&ccedil;&atilde;o da mesma deve ser definido em Instru&ccedil;&atilde;o Normativa.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAssessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social &#8211; MTE<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de hoje,01, as empresas que fizeram a op\u00e7\u00e3o pelo controle eletr\u00f4nico da jornada de trabalho devem estar totalmente adequadas a Portaria n\u00ba 1.510\/09, que regula o sistema de aferi\u00e7\u00e3o deste sistema. As empresas tiveram um prazo de mais de dois anos para se adequar a portaria, a partir de sua data de publica\u00e7\u00e3o. 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